Textos Digitais
O TextosDigitais é um deposito de textos que vão de psicologia até cibercultura, contemporaneidade, filosofia, arte, cinema e várias outras coisas afins.
Visite também o blog de Eduardo Natário, o TextosComunicação e o Cibercultura.
Clique aqui para ver arquivo do TextosDigitais, e aqui para deixar um comentário ().

Quarta-feira, Março 03, 2004

O QUE É Ideologia
Existem vários conceitos para tal termo. Analisando em seu sentido amplo é a reunião de idéias de um determinado ponto em debate. Comte, Weber, Durkheim e Marx deram sentidos mais restritos a palavra. Marx enxergava a ideologia como instrumento de manipulação objetivando a dominação de uma classe. Para a professora Marilena Chaui em seu livro O que é ideologia, pág. 113, "a ideologia é um conceito lógico, sistemático e coerente de representações e de normas ou regras, funcionando como um corpo explicativo e regulador". A partir da idéia de que os valores da classe dominante são universais, se impõe de forma natural à exploração da classe dominada.

O QUE É O domínio da TV
A televisão tem o poder de simular a realidade e seduzir o telespectador a adentrar em seu mundo. A grande velocidade da informação com a aparente objetividade utilizada no novo mundo da comunicação, como na CNN, é eficaz ao sistema, pois não permite ao telespectador refletir o que foi visto, o fazendo metabolizar imediatamente mantendo sinistra a estrutura ou a concepção da matéria. Meios como a CNN se aproveita da falta de vivencia de seus telespectadores em locais exóticos, como o Vietnã, facilitando na criação de um cenário. Tais imagens internacionais são vistas como naturais, e em seguida, reais. Os horrores que o mundo vive é enxergado com uma normalidade anestesiante. Tal ¿familiaridade¿ observada no telejornalismo está também presente nas telenovelas. Ou seja, as hecatombes de tanto vistas com o excesso de informação nos leva a um estado de redundância, de não registro. Tais características da televisão estão influenciando a imprensa escrita que também está se empobrecendo em profundidade.

O Brasil, um país minado de problemas se rende as fantasias das mini-series e novelas que canalizam energias e suspendem preocupações do mundo real. A fantasia da ficção está transcendendo o limite com o real. Isso explica o grande numero de revistas especializadas em novelas. A atores que são agredidos pagando pelo personagem que interpreta. O pós-modernismo e a condição humana possuem como características a mistura entre a fantasia e o mundo real. Na mídia o futebol de tão dissecado foi transformado em objeto. A violência de torcidas organizadas advém da busca pela visibilidade social, possível Através da TV. A TV tem o poder de fazer com que o individuo se distancie do problema real. É pensando em capturar a energia dos telespectadores que o produtor trabalha. A mídia se utiliza dos conceitos estratificados da massa para equacionar as opções a serem vinculadas de acordo com a audiência. Os meios de massa buscam construir um inimigo comum, o estrangeiro, para mobilizar e dar coesão a massa, como fez Hitler com os judeus na Alemanha.

As fórmulas nazistas ainda estão presentes, pois o que é diferente das telenovelas é discriminado. É assim que o racismo se sustenta. Desta forma é construído no imaginário o ¿mal¿ e o nosso inimigo. Em guerras e conflitos a mídia elege de forma leviana o lado¿bom¿ e o ¿mau¿ adequando a estrutura narrativa de uma novela. A imprensa americana é uma das que mais utilizam tal artifício. O lado bom e mau é escolhido com base em sua cultura principalmente entre os orientais e ocidentais. Quanto mais diferentes mais chances de ser ¿mau¿. A guerra do golfo foi transmitida como um show, sempre do ponto de vista americano. Como de costume o inimigo, no caso Saddam Husseim, foi satanizado. No conflito Árabe-israelense as transmissões são feitas do ponto de vista israelense por compartilharem da mesma cultura ocidental e dos preceitos Judaico-cristãos.

Após o fiasco da guerra do Vietnã os EUA passaram a patrulhar os correspondentes de guerra. Através da censura omite a truculência de suas operações. No Vietnã as imagens nuas e cruas chocaram a opinião publica americana. No golfo com a manipulação midiatica, 90 % da população dos EUA apoiaram a atitude do então presidente George Bush pai . Tal conflito serviu também para fortalecer a supremacia dos EUA em um mundo que caminhava para o fim da bipolarização. Os vários conflitos que causaram infinitas mortes acabaram por banalizar a violência contra a vida, nos fazendo acreditar que a vida vale pouco e que somos supérfluos à face da terra. Isso contribui com a crescente falta de compaixão e a indiferença ao ¿outro¿. Tal mundo nos faz buscar a sobrevivência acima de tudo criando barreiras às relações.

Os regionalismos vêm sendo massacrados pela homogeneização da cultura difundida pela chamada televisão planetária. Como exemplo temos o RAP que surgiu em hiperguetos americanos como uma forma de protesto, foi industrializado ara arrecadar fortunas, perdendo seu sentido original. Quando o estilo chegou ao Brasil, já era comercial.

O QUE É Cultura
Cultura vem do latim COLETRE (cultivar) e CULTUS (cultivo). O termo foi conceituado por antropólogos a fim de abranger os costumes humanos. Outras disciplinas das ciências sociais passaram a usar tal palavra. Genericamente cultura é a experiência e o comportamento adquiridos, acumulados e transmitidos socialmente pelo homem. Popularmente existe uma desordem no emprego desse verbete. Os antropólogos são conhecedores de diversas culturas, para lidar com isso, é necessário saber afadigar-se com as diferenças comportamentais sendo objetivo e consciente. Sabe-se que a cultura tende a ser inconsciente, envolve elementos aprendidos, praticados e prezados em comum, e possui subculturas compostos por conjuntos organizados discerníveis. Tratado em sua totalidade tem-se um sistema cultural, conceito presente, sobretudo, nas tradições mais complexas. Os elementos culturais inovadores se difundem. Caso haja falha na transmissão de uma geração a outra tal elemento é extinto.

A cultura, genericamente, tende para integração e está sujeita a transformações a ao processo de transferência chamado aculturação, onde os elementos culturais são trocados entre grupos diferentes. Através da aculturação a cultura humana vem se reformulando em um continuo desde o início de nossa existência. Para se fazer observações sobre a cultura alheia é necessário conhecer os significados do observador. Caso não, o estudo corre o risco de inferir significados errôneos por ter sofrido influência da cultura do observador.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/index.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:22


BIOGRAFIA DE Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis nasce no Rio de Janeiro em 1839. Filho de pintor é criado pela madrasta. Órfão de mãe e posteriormente de pai trabalhava como vendedor de bala e depois em uma tipografia e livraria. Pobre, não pôde freqüentar escola, somente algumas aulas em que lhe fora passado básico. Graças a sua inteligência, consegue aproximar-se de intelectuais e jornalistas. Casa-se em 1869 com Carolina, antes enfrentando a oposição da família da moça. Já famoso Machado presencia a morte de sua esposa em 1904, era o fim de um perfeito casamento. Como na época era difícil viver de literatura, Machado refugio-se como funcionário publico e jornalista. Em 1896 ajuda a fundar a Academia Brasileira de Letras, onde no ano seguinte é aclamado presidente perpétuo. Em 1908 morre, sendo o seu falecimento notícia nacional. Principais obras: Ressurreição (1872); A mão e a luva (1874); Helena (1876); Iaiá Garcia (1878); Memórias póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1892); Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908). Dentre seus livros de contos, citamos: Papéis avulsos (1882). Escreveu também poesias e peças teatrais.

BIOGRAFIA DE Charles Peirce
Charles Sanders Peirce, filho do importante matemático Beijamim Peirce, nasce em 1839 nos Estados Unidos e falece em 1914. Com uma vida intelectual incrivelmente eclética, bacharelou-se em química na universidade de Harvard. Foi também matemático como o pai, físico e astrônomo. Contribuiu com a Geodésia, meteorologia e espectropia. Empenhou-se também na biologia, geologia, zoologia, lingüística, filologia e história além praticar a ¿arte quirográfica¿. Por suas contribuições à psicologia, é considerado o primeiro psicólogo experimental do EUA. Não pára por aí. Conhecia línguas, dominava literatura e estudou arquitetura. Manteve-se trabalhando como cientista para o governo e em um observatório de Harvard college. Dentre esta diversificada atuação, deve-se ressaltar sua postura como filosofo e lógico, onde só fora reconhecido como ambos tardiamente. A lógica o seduzia.

Lutou pelo seu reconhecimento como ciência. Sua linha de pensamento em relação a filosofia contribuiu para que peirce não fosse reconhecido como filósofo pois defendia que o caminho para tal disciplina era através da lógica científica. É autor da fonte originária dos EUA da semiótica, a chamada semiótica Peirceana, sendo ela uma filosofia científica da verdade. Charles Sanders reconhecia que não atingira a eminência que merecia. Isso devido a grande pluralidade de seus estudos em disciplinas de áreas opostas. Ainda sim se destacou. Em 1867 foi nomeado membro da academia americana de ciências e artes e em 1877 foi nomeado membro da academia nacional de ciências. Faleceu deixando vários manuscritos e a certeza de que seu legado estava à frente de sua época.

O QUE É Marxismo
O Marxismo, conjunto de filosofias elaboradas por Marx e Engels, convida para prática e não apenas para filosofar idealistamente. Para o Marxismo o homem é um ser exclusivamente biológico e afirma que o progresso material, econômico, da natureza e da história ruma para evolução permanente (materialismo dialético). Tal doutrina considera a economia como sendo a base e causa determinante dos fenômenos históricos e sociais (materialismo histórico). As idéias Marxistas foram sendo readaptadas e interpretadas de várias formas. Para revolução russa de 1917, Lênin seguiu as adaptações feitas por Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo. Por sua vez, Mao Zedong, com base no Marxismo-leninismo, criou o Maoísmo na China.

Marx recebeu influência de Hegel e de Feuerbach. Apesar de descender de religiosos, Marx creditava a religião o papel de alienar as massas. Além da filosofia de Hegel, Marx e Engels se utilizaram as escrituras de Adam Smith, David Ricardo e dos Filósofos do socialismo utópico, como ponto de partida para a elaboração de sua doutrina. Para Marx a ideologia é usada pelos dominantes para passar a falsa imagem ao trabalhador de uma sociedade harmônica e uma, também para esconder as injustiças do estado que existe para atender os dominantes. Com a ideologia os dominantes visam esconder a luta de classes. O sistema aliena o trabalhador para que ele não reverta o quadro de exploração em que vive.

Marx era anti-nacionalista uma vez que considerava que os interesses do proletariado internacional coincidiam. Tinha como ídolo, Hegel e sua frieza racional. Distinguia as classes entre os donos dos meios de produção e os que não o possuem, sendo estes naturalmente explorados pelos dominantes. Dizia também que a vitória do socialismo é inevitável e virá após o regime hoje vigente, inicialmente com uma ditadura do proletariado. Em seguida, não haveria mais classes sociais. Os meios de produção e as propriedades seriam do governo.n Foi influenciado pelo conceito de história do ponto de vista materialista. No livro O Capital, faz uma analise minuciosa do capitalismo e descreve como será seu fim. Aborda o conceito da mais valia onde acusa a desproporcionalidade da remuneração do trabalhador.

O QUE SÃO Sociedades de público e de massas
No século XVIII foi criado um belo conceito para opinião pública. A sociedade que compartilha desse tipo de opinião possui discussões livres. As opiniões surgem em variados grupos de discussão, tomam corpo e após uma concorrência de idéias, os representantes da sociedade procuram colocar a idéia vencedora em prática. Um elemento importante nas discussões de base é a autonomia. Nessa sociedade, com o chamado público na democracia clássica, as pessoas recebem e expressão opiniões. São mais autônomos nas ações.

No entanto tal sociedade é minoria absoluta nos dias atuais, restaram apenas resquícios na classe média. Nunca se avançou tanto para as sociedades de massa, de modo que o chamado público na democracia clássica vem tornando-se utopia. A participação do público tem decrescido.

Numa sociedade de massa têm-se receptores de opiniões formadas. As autoridades limitam as chances de ações por parte do coletivo que muitas vezes se desestimula. Os meios de comunicação predominantes, centralizados, impelem dificuldades ou impossibilidades de respostas dos indivíduos aos assuntos vinculados. Falta autonomia. Os pequenos poderes, instituições e oficinas descentralizados são substituídos por gigantes concentrados. Para tal manutenção, a elite dominadora se utiliza de instrumentos de manipulação. Diz-se que a educação universalizada, dirigida atualmente, e a mídia de massa são os mais significativos. A rotina enfadigante e o isolamento em grupos de pensamentos idênticos, a falta de reflexão, a fácil aceitação das coisas e o crescimento das sociedades administrativas perante as políticas também tem suas respectivas parcelas de responsabilidade com relação ao infeliz momento.

Ainda restam chances de contra partida, lamentavelmente pouco desenvolvidas pelos indivíduos. A busca pelo rompimento dos grupos separados por pensamentos idênticos, a escolha através da comparação dos meios de comunicação e a reativação das associações voluntárias que hoje se encontram em declínio. Porém o que se vê são integrantes da burguesia intelectual bitolados e alguns ferrenhos receptores de signos manipuladores de emissoras pífias como a GLOBO, SBT e RECOR. A falta de integração entre indivíduos de diferentes pensamentos que se unem em grupos sectários formando espécies de guetos, Etc.

Em seu texto clássico A SOCIEDADE DE MASSAS, C. Wright Mills, demonstra-se pessimista com relação à sociedade, que para ele, está em avançado estágio de massificação. Na seguinte passagem do texto: ¿... Os que consideram a massa como todo-poderosa, ou pelo menos bem adiantada no caminho da vitória, estão errados¿, Wright Mills deixa clara a sua posição contrária à sociedade de massa. O seu objetivo em tal artigo é comparar, denunciando com argumentos e exemplos o avanço da sociedade americana, importante e grande público, rumo à sociedade de massa que para ele culminará com o totalitarismo sangrento como na Alemanha nazista e na União Soviética.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/index.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:19


O QUE É Signo
Em meio a seus livros e manuscritos, Charles Peirce definiu diferentemente o signo em várias ocasiões.

Costuma-se simplificar as definições colocando o signo como aquilo que representa algo para alguém. No entanto tal conceito, para muitos, limita o significado do verbete em questão.

Analisado a sua história percebemos a complexidade do termo. Os signos são transmissores de noções para as mentes humanas. O signo é ¿qualquer coisa que¿ ou 'alguma coisa que', podendo enfatizar entidades virtuais, ficcionais, reais, imaginários, sonhados, míticas e etc.

O signo representa o objeto, que por sua vez determina o signo. O interpretante é determinado pelo signo.

Por fim o signo é qualquer coisa que está relacionado a uma segunda coisa, seu objeto, que pode ser universal, um conjunto, uma idéia ou abstração (uma vez que não é necessário ser algo individual, concreto ou singular para contemplar-se).

O QUE É Etnocentrismo
Quando formamos opiniões a respeito de um segundo grupo, o classificando, julgando ou conceituando de acordo com nossas regras padrões, praticamos o etnocentrismo. Desta feita tendemos a criar a seguinte divisão: o grupo do "eu" sendo o correto e o "outro" como o anormal. Tal visão está impregnada nas sociedades, algumas vezes sendo cordial, sem maiores implicações, ou violenta. Os jovens são educados com uma cultura etnocêntrica contribuindo para que hajam como tal. O oposto dessa visão quase fascista é o relativismo, que procura levar em conta os padrões éticos e culturais variáveis das sociedades para assim analisá-la. Com o passar dos anos a antropologia procurou fazer a sua parte, evoluindo, tentando deixar para trás o etnocentrismo que já lhe foi característico.

O QUE FOI A Escola de Frankfurt
Em 1923 é fundado o instituto para a pesquisa social, o ponto de partida para a escola de Frankfurt, surgida na Alemanha em 1925. Tal escola representada por Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Walter Benjamin, Herich Fromm e Jürgen Habermas, sendo o ultimo, desligado de tal influência e seguindo caminho próprio. Os frankfurtianos tiveram como ponto de partida o Marxismo, no entanto fizeram reelaborações que acabavam por discordar do pensamento marxista. É o caso da teoria crítica da sociedade, que se opõe a herança da teoria marxista, a teoria tradicional.

Dentre os pensamentos dos frankfurtianos estão a recusa da noção de progresso e a condenação da violência, ambos descritos na concepção naturalista que aponta a vitória inevitável do socialismo resultando na noção de progresso e da inevitabilidade da violência. Ao mesmo tempo em que defendiam a recuperação do indivíduo autônomo e consciente de seus fins se opondo ao sacrifício individual das gerações presentes às gerações futuras, denunciavam a perda de autonomia do sujeito pelo totalitarismo uniformizante da indústria cultural ou da sociedade unidimensional.

BIOGRAFIA DE Gustave Flaubert
Escritor francês da cidade de Rouen. Nascido em 1821, faleceu em Croisset em 1880. Passou a freqüentar o teatro aos 15 anos. Admirava Shakespeare e Victor Hugo, dentre outros. A partir dos vinte e três anos passou a ser assolado por ataques nervosos, que segundo médicos, iria acompanhá-lo até a morte. Após fracassar nos exames universitários presenciou a morte de seu pai e sua irmã em um curto espaço de tempo. Flaubert é considerado para muitos o fundador do Realismo pois, segundos vários autores, Gustave desejava fugir do Romantismo, modismo da época. O fim de sua vida foi tedioso. De seus entes próximos, havia restado vivo apenas sua sobrinha que lhe fazia visitas esporádicas.

Dentre suas visões sociais, Flaubert escreveu o prodigioso romance realista Madame Bovary em 1856. Esta obra que começou a ser escrita em 1851, foi a julgamento depois de pronta, por conter doses elevadas de críticas a sociedade burguesa. O "pretexto" oficial para o processo foi de imoralidade. Passada a atribulação, com ganho de causa para o livro, o romance rendeu-lhe sucesso, graças a publicidade do julgamento.

Outras obras importantes: Novembro(1842), Salambô (1862), A Educação sentimental (1869), Três Contos (1877), Bouvard e Pécuchet (1881).

BIOGRAFIA DE Émile Durkheim
Émile Durkheim, sociólogo, nasceu em 1858 em Épinal, França e morreu em Paris em 1917.

Conceituou o normal, que para ele era o obrigatório a todos. A Solidariedade entre os integrantes da sociedade é necessária para que aja consenso. Tal norma moral caminha para oficialização jurídica a fim de se estabelecer às regras de cooperação, tão importante para o coletivo.

Para Durkheim as mudanças são muito rápidas, não sendo acompanhado pelo conhecimento coletivo, o que gera uma patologia. Ou seja, as sociedades modernas são doentes. Em meio a uma gigante massa uma individualidade é enxergada como solidão, levando a pessoa ao suicídio.

Atribui-se a DURKHEIM o fortalecimento da sociologia. Principais obras: Da divisão social do trabalho (1893), Regras do método sociológico (1894), O suicídio (1897), As formas elementares da vida religiosa (1912).

Division du travail, no português Da divisão social do trabalho. Esta foi sua tese, de 1893. Nela procurou mostrar que os fenômenos de natureza mental são frutos da vida coletiva. Durkheim foi contrário à idéia de se considerar a vida psíquica, manifestações da vida física.

Regles de la méthode sociologique, traduzido para o português como, As regras do método sociológico. Nessa obra de 1894, observamos um ponto em comum com suas primeiras literaturas, a forma de enxergar a base de toda vida coletiva. O meio com o qual os homens se influenciam mutuamente, relacionando noções de densidade e volume, formam o alicerce em questão.

Le suicide, traduzido para O suicídio, livro de 1897, onde o fabuloso sociólogo aponta, ser através de representações que é composta a vida social. Nesse clássico Durkheim divide e conceitua o suicídio em Egoísta, quando se perde a razão de viver; Anômico, quando se vai de encontro as normas da sociedade e Altruísta, que ocorre devido uma coação social exterior do suicida.

Durkheim também é autor de Société d'économie politique, além de obras pedagógicas renomadas como Educação e sociologia.

A sociologia busca o entendimento da sociedade, das pessoas, dos grupos sociais e subgrupos. Com base em observações essa disciplina busca explicar os fenômenos sociais. Para Durkheim, os fatos sociais em conjunto formam a sociedade. Tais fatos são tão padronizados e sistemáticos que podem ou são consideradas coisas. Fatos morais, religiosos e jurídicos são características sobre fato social. O fato social é externo ou exterior porque as idéias padrão vêm de fora da mente do indivíduo. O fato social é também coercitivo, pois as atitudes sociais são sistemáticas e coletivas levando o indivíduo a praticar os atos padrão da sociedade, como casar, estudar, etc.

Durkheim divide e conceitua os tipos fundamentais da sociedade em duas. A Solidariedade Mecânica e a Solidariedade Orgânica. A primeira é a antiga com menos divisões. A segunda se aplica aos dias de hoje, é mais recente. Segundo a Orgânica, a sociedade ameaça perder a solidariedade devido o grande aumento da concorrência, fruto do crescimento populacional. Desta feita a solidariedade ocorre graças a divisão do trabalho, através de contratos. Do ponto de vista da divisão do trabalho ainda se inclui o que Durkheim considera patológico, o principal deles, o conflito Capital X Trabalho.

A partir de estudos detalhados Durkheim concluiu que toda as religiões possuíam origem social. Ele observou também a distinção que a igreja difundia da vida, entre sagrado e profano, ao contrário dos cultos religiosos que ganhavam caráter santo sem distinção de ações más ou boas.

Fatos importantes se sucederam a partir de 1870, compondo o contexto histórico em que viveu o importante estudioso Émile Durkheim. Observe a cronologia dos fatos:

1870: Em primeiro de Setembro ocorre a derrota de Sedan.

1871: Em 28 de Janeiro ocorre a capitulação diante da força alemã. Entre 18 de Março e 28 de Maio se da a insurreição da comuna de Paris. Em 4 de Setembro é proclamada a conhecida III república, é formado um governo provisório até que se aprove a constituição. Também em 1871, com a perda de Lorena para Alemanha, a cidade de Durkheim passa a ser fronteira. A disputa franco-alemã, tira do sociólogo o filho e seguidores.

1882: É implantado o novo sistema de instrução pública depois de acirrados debates na assembléia. Dentre os pontos principais estão a gratuidade do ensino, a obrigatoriedade do estudo para os que tem de 6 a 13 anos, e a substituição formal da educação religiosa pela instrução moral e cívica. Em 1882 se inicia os debates para a futura lei que instituiria o divórcio na França.

Em fim era um período efervescente. O Capitalismo monopolista nascia e se espalhava. Importantes invenções se sucedem e a imprensa evolui com o aumento das tiragens, a ciência progride e as lutas sociais ganham corpo. A luta entre burguesia e proletariado bipolariza a sociedade.

Em 1894, com a publicação de Regras do método sociológico, Durkheim tornou-se pioneiro na descrição da investigação e explicação da sociologia. Em tal escritura fora posto os métodos que se mostraram na prática em 1897 com O suicídio. Dentro de uma perspectiva sociológica é feita uma análise dos dados etnográficos. A sociologia deve a Durkheim pelo fato deste ter desenvolvido um apurado método para se analisar e classificar a ou as realidades. Estritamente sociológica, é a posição metodológica de Durkheim.

No livro Regras do método sociológico, resumidamente têm três pontos principais de sua metodologia: ser independente de toda filosofia; objetivo e buscando emancipar a disciplina afirma ser exclusivamente sociológico e que antes de tudo os fatos sociais são coisas sociais.

Na análise da vida religiosa, Émile tomou como ponto de partida as manifestações mais simples, avançando em seguida para os tópicos mais complexos do assunto. Diz-se que este é um sólido exemplo da influência cartesiana sob os critérios Durkheimianos.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/index.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:16


O QUE É Filosofia

O termo filosofia significa "amor à sabedoria", e foi empregada pela primeira vez por Pitágoras. Apesar de ser uma disciplina teórica, a filosofia possui vocação política por se encaixar bem em praça pública, como fazia Sócrates. Pensar filosoficamente é muitas vezes ir além do que se espera a massa comandada.

Para Merleau - Ponty a verdaadeira filosofia é reaprender a ver o mundo. Não existe conceito exato para a filosofia, o que a são várias teses que muitas vezes se contradizem.

Por fim, fazer filosofia ou filosofar é a arte de voar na busca de novos conceitos, muitas vezes pessoais, que contribuam de alguma forma com a sociedade nas áreas humanas e até mesmo cientifica, quebrando padrões, podendo até alterar a ordem vigente de então. Ao contrário de algumas disciplinas importantes, a filosofia nos faz raciocinar em busca de novos meios, e não apenas utilizar fórmulas já existentes.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/oqfilosofia.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:11


O que é Semiótica
Semiótica é a ciência que enfoca toda e qualquer linguagem, os signos. Além da linguagem verbal, também traduzida para visual alfabética, existe uma gama variada de formas sociais de comunicação e de significação. A prática de produção de linguagem e sentido compõem os fatos culturais e atividades ou práticas sociais. Todas as linguagens possíveis são observadas pela semiótica. Até mesmo a linguagem da estrutura química do código genético. Tal jovem ciência possui três origens. Uma nos EUA com Charles S. Peirce, que em seus textos atribui várias definições de signo. Sintetizando diz-se que o signo é uma coisa que representa uma outra coisa, o seu objeto. Através desta relação do signo com seu objeto é produzido outro signo na mente interpretadora traduzindo o significado do signo em questão, o primeiro. O signo tem os objetos dinâmico e imediato e os interpretantes imediato, em si, e dinâmico. Outra origem é na União Soviética, começada por A.N. Viesse-iovski e A.A. Potiebniá, ambos grandes filólogos. Tal fonte explode em meio a efervescência revolucionária. No entanto a falta de divulgação imediata e a perseguição stalinista prejudicaram o legado russo. A fonte européia vem mais precisamente da universidade federal de Genebra e é baseada em obra póstuma organizada por alunos de F. de Saussure. A ampla divulgação permitiu seu conhecimento por todo o mundo retomando discussões de conceitos lingüísticos que ele encerra. A antropologia e a teoria literária foram influenciadas por seus princípios metodológicos.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/oqsemiotica.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:10


O que é comunicação
A sociedade e sua comunicação se relacionam. É através da comunicação que os padrões culturais são transmitidos a um individuo. Em fim a comunicação é mais que os meios de comunicação social e sim uma básica necessidade humana. O jornal fornece informações e contatos sociais. O rádio desempenha até o papel de companhia e de escape bem como a TV e as revistas populares. As telenovelas possuem um complexo papel social pois servem também como fonte de orientação e conselho. Em ascenso aparece novamente a tradicional comunicação interpessoal. A comunicação serve para que as pessoas se relacionem entre si, mudando-se mutuamente e a realidade em suas voltas.

Os elementos básicos da comunicação são: os meios utilizados para passá-los; os signos empregados; as mensagens ou conteúdos que compartilham; os interlocutores participantes e a realidade ou situação onde ocorre. As fases do processo de comunicação são: A pulsação vital que ocorre em todo corpo inclusive no cérebro; a interação que a pessoa necessita entrar com o ambiente; a seleção de alguns elementos a ser compartilhado; a percepção de estímulos externos; a decodificação dos signos; a interpretação do que a mensagem inteira quer dizer; a incorporação do repertório ou acervo e por fim a reação como resultado da incorporação da mensagem na mente do receptor. As principais funções da comunicação são: a instrumental; a informativa; a regulatória; a interacional; a expressão pessoal; a humanística ou explicativa e a imaginativa.

A comunicação apresenta um discurso. Existe a paracomunicação, espécie desproposital de troca de mensagens. A cultura funciona pela comunicação criando seus signos e lhe atribuindo seus próprios significados. A idéia dada aos interlocutores sobre como se deseja que a mensagem seja interpretada é a metacomunicação. Os símbolos são objetos físicos que emprestam seu nome a significações morais fundada em relação natural. Já os sinais são indícios que possibilitam observar alguma coisa. Os elementos componentes do signo são o significado, o significante e o objeto referente.

Com a evolução, os signos foram sendo empregados sem nenhuma semelhanças com os objetos representados. Os signos cujos significantes se parecem com os objetos referentes chamam-se analógicos, dentro desse está os icônicos, mais fiéis ao objeto. Aí se encaixam as palavras onomatopéicas. Os signos digitais são aqueles que não possuem semelhanças com seus referentes. Um signo possui diferentes significados dependendo do contexto em que se encontra. Podem ser cognitivos ou emotivos; denotativo, quando objeto ou conotativo, quando subjetivo ou pessoal. Os animais são denotativos, a exceção conotativa consiste num caso de condicionamento.

O homem possui a capacidade de conotar. As sílabas combinadas geram palavras que podem ser organizadas em frases. A liberdade da escolha dos signos e gramáticas teve como conseqüência a existência de milhares de idiomas e dialetos que para sobreviverem dependem de variados fatores. Estudos apontam diferenças na linguagem utilizada por diferentes classes sociais. A imposição do idioma do dominador colonizador sobre o dominado exemplifica a função política da linguagem. O poder de desenvolvimento da criatividade na auto expressão e da força política na luta por mudanças na fracassada ordem são alguns dos poderes da comunicação pouco valorizados. O que ocorre de fato é sua manipulação pelas classes dominantes apartando a atenção do povo dos problemas de base. Os programas massacram os neurônios estilhaçando qualquer desenvolvimento de consciência crítica. Por outro lado já existe a comunicação de resistência.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/eloyzaidan/oqcomunicacao.htm

Comentários?
.: Publicado em TextosDigitais às 23:07