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Segunda-feira, Junho 23, 2003
Quando o jornalismo é aviltado
No começo do mês, numa decisão que continua a reverberar nos Estados Unidos, a agência federal de comunicações (FCC) afrouxou extraordinariamente os controles vigentes havia quase 30 anos sobre o sistema de propriedade no setor. Nas palavras do colunista William Safire, do New York Times - em artigo transcrito na edição de terça-feira do Estado, sob o título "Lei da Mídia, séria demais para poucos decidirem" -, o ato "abriu as comportas para uma onda de fusões na mídia que esmagará ainda mais a diversidade local e concentrará o poder de moldar a opinião pública nas mãos de um número cada vez menor de companhias gigantescas".
Com as novas normas, que dificilmente o Congresso deixará de ratificar, uma empresa, por exemplo, poderá ter, numa mesma cidade, até 3 emissoras de TV, 8 de rádio, um sistema de TV a cabo, um provedor de internet e um jornal.
Isso em um país onde 6 megacorporações já produzem 90% de tudo que a população vê, ouve e lê, exercendo "níveis inaceitáveis de influência sobre as idéias e informações das quais dependem a nossa sociedade e a nossa democracia", como disse Michael Copps, um membro da FCC que foi voto vencido na ocasião.
Um exemplo acabrunhante dos efeitos da oligopolização da mídia para o jornalismo, antes ainda das facilidades escancaradas pela FCC, acaba de vir a público, numa reportagem do New York Times, reproduzida na edição de terça-feira do Estado. A matéria trata da competição entre as três maiores redes de TV do país (ABC, CBS e NBC) por uma entrevista com a soldado Jessica Lynch, capturada no Iraque e resgatada numa operação supostamente heróica, a julgar pelas versões divulgadas com patriótico estardalhaço pela mídia de massa americana.
O Times revela que a CBS sugeriu à família de Jessica e a funcionários do hospital militar onde ela está internada nos EUA "uma combinação única de projetos" - o equivalente a um pacote de oportunidades para a fama e fortuna - em troca de uma "exclusiva": um documentário de duas horas e um show com astros populares na sua cidade, produzidos pelas divisões de jornalismo e de entretenimento da emissora; aparições de gala nos programas de maior audiência da MTV; um livro com a editora Simon & Schuster e um filme da Paramount.
A oferta, que dá ao jornalismo um novo e aviltante significado, é plausível porque CBS, MTV, Simon & Schuster e Paramount pertencem todos ao mesmo conglomerado de mídia Viacom. A emissora, considerada desde a era do rádio a melhor do país em matéria de informação - basta lembrar o seu legendário correspondente de guerra Edward Murrow e o âncora Walter Cronkite, "o homem mais confiável da América" -, já havia feito o mesmo tipo de proposta indecorosa a um alpinista, Aron Ralston, que precisou cortar o braço para se salvar, depois de um acidente.
Em nenhuma parte do mundo, organizações jornalísticas que se dão o respeito pagam por entrevistas - em dinheiro ou de outra forma. Apenas publicações da chamada gutter press (imprensa de esgoto), como os tablóides sensacionalistas ingleses, tinham esse costume. O caso da CBS mostra que a promiscuidade entre jornalismo e show business, com todas as suas implicações, está assumindo amplitudes cada vez mais degradantes para uma atividade que tem - ou tinha - como ponto de honra a separação entre "igreja e Estado" (a informação independente, de um lado, os interesses comerciais, de outro).
Eis uma conseqüência inevitável do que esta página já chamou de "murdoquização" da mídia, numa referência ao magnata australiano Rupert Murdoch, que detém um labiríntico império de editoras, emissoras e estúdios cinematográficos em dezenas de países, em que parecem ter sido suprimidas as fronteiras entre jornalismo sério e diversão popular. As novas fusões esperadas desde a decisão da FCC, que concentrarão ainda mais o domínio sobre o colossal mercado americano, hão de ter a sua lógica do ponto de vista empresarial, como saída para o que nos EUA se considera a "crise" do setor.
No Brasil, onde a crise dos grandes grupos de mídia é muito mais grave e as suas perspectivas muito mais sombrias, nem a alternativa das fusões, com todos os seus aspectos negativos, está no horizonte. Aqui, o risco real e presente é a apropriação de parcelas mais amplas da mídia pelos políticos profissionais, o "bispado" de certos cultos de alta rentabilidade e o aventureirismo empresarial da pior espécie.
Fonte: Editorial do Jornal O Estado de S. Paulo
http://www.estado.estadao.com.br/editorias/03/06/22/editoriais001.html
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Sexta-feira, Junho 20, 2003
'Matrix' é contra o homem e a favor da máquina
Fui ver Matrix Reloaded e saí alarmado. O que nos vai acontecer? Estão no filme sinais de que alguma coisa assustadora está se passando na América.
Não que ele denuncie esse perigo; ele é o sintoma. Matrix é um sintoma; finge denunciar uma "desumanização" da vida para, com esse pretexto, propalar justamente a beleza fria de uma desumanização em curso há muito tempo. "Deixa de ser paranóico" - dirão alguns - "é só um filme..." Tudo bem, não acho que haja alguma "conspiração" de Hollywood contra a humanidade, não. O perigo justamente é que não há conspiração nenhuma. As anomalias de hoje surgem sem nenhuma intenção ideológica; tudo é uma inocente decorrência do mercado.
Matrix finge ser "contra a máquina" fazendo a apologia dela o tempo todo, finge ser contra a aridez da automação, mas está ali para vender computadores. As personagens principais não são as pessoas; são as Coisas, os carros em duelo, helicópteros, os lasers, os supercomputadores, os infinitos "gadgets" de um mundo da ciência que formam um gigantesco showroom de utilidades tecnológicas. Nestes filmes, como nos filmes pornô, tem de haver pouco lero-lero e muita sacanagem (ou efeitos especiais...) Ali, não há drama, pois o desejo dos produtores é justamente fazer o apagamento do drama humano em nossas cabeças. A ação na tela é incessante, de modo a nos paralisar na vida; o conflito é permanente, de modo a privar o espectador de ver seus conflitos reais. O filme fala da necessidade da volta à realidade, à natureza e à paz, fazendo o elogio da porrada. Todo mundo sai na porrada o tempo todo, celebrando o charme dos chutes e socos num caratê voador.
O filme vende a perversão como afeto, a "coolness" total como modo moderno de ser: rostos impassíveis, competências velozes, capas negras, óculos impessoais, tudo num clima de superdesfile de moda, com uma elegância cruel, com ressonâncias "punk", ecos do que seria um comportamento "revolucionário". O filme finge ser uma crítica à modernidade capitalista, justamente para afirmá-la.
Não há sangue, apesar das muitas mortes. Antes, os filmes violentos trabalhavam em cima de nossa fome de morbidez e sadismo sangrento. Agora, é o prazer da eficiência em eliminar inimigos ou competidores, como num boliche. A morte não é mais banalizada nestes filmes, como nos anos 80.
Agora, não há propriamente "morte", mas a "substituição de peças", refil, reabastecimento. Os heróis não vencem porque têm um ideal mais justo; vencem por mais competência.
Os dramas gregos tinham uma função: buscavam a regulação do desejo na polis.
Estes filmes buscam a abolição do Desejo e da esperança.
Longe vai o tempo de filmes já românticos, como o clássico Blade Runner, uma das últimas tentativas de se parodiar o fim da utopia liberal. Blade Runner, perto de Matrix, é um ingênuo manifesto clamando pelo amor, pela natureza humana, contra a robotização da vida.
Como aquele absurdo oportunista do Oliver Stone, o Assassinos por Natureza e coisas brutais como O Clube da Luta, este filme também se finge de "paródia" para nos convencer de que o capitalismo estaria se "autocriticando". Mas, o mercado assimila tudo, a indústria incorporou a transgressão crítica, se apropriou (deformando-o) do sentimento de revolta.
O mundo de Bush quer acabar com a grande qualidade da boa democracia americana: a enorme capacidade de se auto-reformar. A nova ideologia da qual Bush é um sintoma, quer paralisar qualquer reformismo democrático, se adiantando com uma falsa "denúncia" de direita, excludente, boçalizante, negando a complexidade e a diferença. Querem impedir que haja novos anos 60.
É um novo filão: o filme "contra o sistema". Matrix é um "cult" programado, criando uma saladinha tirada de textos "sagrados" ou humanistas, frases pinçadas dos Vedas, do I Ching, de bobagens de Jung, palavras soltas de Buda, Taro, magia negra, formando um painel holístico e meio místico, para disfarçar e legitimar o videogame escancarado.
Filmes como Matrix mostram que surgiu uma nova mercadoria: a liberdade. A América Corporativa se apossou da "transgressão" e fetichizou-a também. Este é o supremo simulacro. Tomando conta da liberdade e programando-a como um bem de consumo, a repressão se perpetua. Os símbolos de revolta já foram fetichizados: roupas "punk", ambientes derrubados, heróis solitários contra a caretice dos executivos, barbas por fazer, jeans, "piercing", triste cinismo "beat-chic".
Falando em "liberdade" e propalando a violência da ação, eles perpetuam a doença conformista que explode de vez em quando, em massacres escolares como em Columbine ou em fobias coletivas, como hoje em NY. Existe um terror oculto sob a face poderosa da América. Vivem como formigas operárias, numa cultura onde nada que seja docemente inútil é permitido. E aquela população de mercadores, de ordeiros escravos tem um misto de orgulho e ódio de sua vida e de seu país. Não é à toa que o cinema americano costumava "destruir" Nova York com volúpia, nos "filmes-catástrofe". Pensem em Independence Day, em Godzilla, em Armagedon, em Deep Impact. Era uma premonição e quase um desejo. Até que o virtual virou realidade, quando Osama Bin Laden sacou a inspiração que lhe deu Hollywood.
Quanta coisa maravilhosa a América já nos deu - dos Boeings aos antibióticos, a música, o cinema, tantas coisas... Mas, hoje, o que nos dá, além da arrogância de potência única? Haverá espaço para uma reação da verdadeira democracia americana? Só um forte "Woodstock" nas almas, um novo jazz de esperança poderia trazer isso: uma arte de viver em paz. Mas, infelizmente, é mais provável que aconteça algo que o filme Matrix prefigura, não nas "denúncias" que finge fazer, mas no seu corpo: um amor secreto pela morte.
Norman Mailer profetizou há 40 anos: "A shitstorm is coming!" Já veio, no dia 11 de setembro de 2001.
Autor: Arnaldo Jabor
Fonte: http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/jabor.html
Públicado originalmente Terça-feira, 17 de junho de 2003
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Terça-feira, Junho 17, 2003
DIPLOMA E CONHECIMENTO
Jornalista, gestor da informação
Nós estamos todos sentados à porta da Era de Aquário onde reinam soberanas a comunicação e a tecnologia, discutindo singularmente o "papel" do jornalista. Não o papel no sentido de sua atuação, mas sua habilitação.
Estou diante de universitários à beira de um ataque de nervos, preocupados essencialmente com o investimento de tempo e dinheiro feitos até aqui, para acabarem se transformando em "profissionais dispensáveis".
Sim, na cabeça destes formandos (mesmo na cabeça dos veteranos) acaba de cair o pesado sino da inoperabilidade. Tudo por conta da não-obrigatoriedade do diploma. Mas isso porque o jornalista está com a visão turva e só consegue enxergar parte do que é. Ele é um "gestor de informação" por excelência, e não se deu conta disto.
Para cruzar o portal que separa o jornalista do "gestor de informação" é necessário romper velhos paradigmas e olhar o jornalismo com os olhos da inovação tecnológica e da gestão do conhecimento.
Como proceder diante da avalanche de informação que invade nossa área de trabalho? Como apurar toda esta informação e transformá-la em conhecimento, em notícia genuína?
Antes de responder a estas perguntas é preciso relacionar os níveis de conhecimento.
Conceitualmente há dois níveis: o conhecimento a priori e o conhecimento a posteriori. O primeiro independe da experiência, da vivência, é perceptível, intuitivo; já o segundo requer experiência, experimentação na prática.
Contudo, em ambos os níveis, o fator determinante será sempre o discernimento. Eu ouso classificar ainda alguns subníveis de conhecimento além do tácito (que se deduz) e do explícito (expresso formalmente, que tem explicação) que merecem discussões mais amiúde: o tático (que se põe em prática, ordenado); lícito (admissível, permissível); ilícito (inadmissível); estéril (improdutivo) e estratégico (direcionado ao objetivo).
Da banca ao botequim
O conhecimento é volumoso, tem diferentes aspectos, características e especificidades. À medida que o esmiuçamos e desmembramos estamos gerando mais e mais conhecimento. E é justamente isso que nós, jornalistas, fazemos na prática.
É difícil caracterizar um conhecimento que adquirimos sem saber exatamente quando, onde e como. Por isso não sabemos explicá-lo. Muitas vezes não temos consciência do conhecimento que temos. Ele é dinâmico, está em constante mudança, sendo aperfeiçoado, crescendo e se modificando a cada instante.
No Brasil, apesar dos altos investimentos nas telecomunicações e na privatização da telefonia estatal, apenas 3% da população têm acesso à rede mundial de informações. Mesmo assim, nós jornalistas, os considerados "incluídos" ¿ por termos acesso à tecnologia de informação ¿, recebemos uma chuva de bytes diariamente: correios eletrônicos, websites, newsletters e outras formas de comunicação tecnológica despejadas, ao contrário do que dizem, com a nossa total permissão.
Sim, porque a partir da hora em que aceitamos estar "plugados" com o global estamos liberando o acesso a todo tipo de informação. Mantê-la ou não já é outro processo: o verdadeiro processo de gestão da informação.
Enquanto isto, ainda há o grupo dos "naturalmente excluídos". Este resiste bravamente ao uso da TI, tem antipatia por máquinas e "focas", mas vai buscar informação em outras fontes: bancas de jornais abarrotadas de publicações cada vez mais focadas em segmentos específicos, rádios, programas de TV em canais abertos ou por assinatura, o cartaz na traseira do ônibus, a bula do medicamento, o maço do cigarro, a escola, o botequim onde se encontra com lobistas e "coringas"... Há mais fontes de informação do que podemos imaginar.
Pré-seleção e pré-disposição
Mas para a construção do conhecimento, é necessário desenvolver uma metodologia própria, mais adequada a seu modus vivendi, para que a assimilação se dê por um processo seletivo, prático e, sobretudo, aplicável.
Não há vantagem no "conhecimento estéril" (como classificado anteriormente). De que adianta saber "quantos alevinos vão morrer pela utilização de jet skis", se isso não puder ser aplicado de alguma maneira? Deve ter representação robusta, permitindo a sua utilização mesmo que não aborde todas as situações possíveis.
O conhecimento é a informação transformada em moeda forte. Não é nenhum absurdo, nada ilógico, aplicar informação como se aplica dinheiro. Mas o princípio não é quantitativo, é qualitativo: aplicações variadas, a curto, médio e longo prazo. É importante reconhecer os excessos de informação a fim de administrar melhor o tempo e o volume de dados que nos chegam pelos diversos meios.
Muita informação pode levar à dispersão. Deve-se realizar a busca ordenada da informação, considerando a qualidade e os meios. Filtrar estes canais e conteúdos considerando: a) se a fonte é confiável; b) a tendência de quem produziu (se é política, ideológica, comercial); c) a metodologia que dá base à informação; d) o sentido lógico do contexto; e) a utilidade e o grau de aplicabilidade da informação em relação àquilo que estamos desempenhando.
Para se manter bem-informado não é necessário quantificar. Aquela prática da leitura de dois, três jornais diários da capa à última página há muito não é mais sinônimo de absorção de informação, mas de desperdício de tempo.
A gestão da informação na era do conhecimento considera a pré-seleção e a pré-disposição (biológica inclusive). Regra número um: delimitar o tempo que deverá ser dedicado à busca dos dados, considerando seu próprio biorritmo. Exemplo: uma pessoa vespertina jamais assimilará conteúdo ou o produzirá no mesmo ritmo das matutinas ou das notívagas; segundo: selecionar os dados que estarão sendo buscados por palavras-chave, códigos, ícones, temas ou quaisquer referências claras; terceiro: definir o volume dos dados necessários ao seu melhor desempenho; quarto: selecionar o(s) local(is) da busca mais adequado(s) a esse volume; e por último: eliminar os excessos, dados duplicados, redundâncias, a fim de não tornar a informação prolixa.
Auto-avaliação
A gestão da informação é, de fato, o grande desafio deste século, pois já estamos falando não mais em megabytes ou gigabytes, mas em yottabytes: a informação multiplicada aos setilhões e espalhada pelos provedores, fórums, chats, instant messengers, lojas, bancos online ¿ que são as referências mais simples do nível do que conhecemos hoje na internet.
Estudo desenvolvido pela School of Information Management and Systems (SIMS), da Universidade da Califórnia, revelou que a humanidade vai produzir, nos primeiros três anos deste novo milênio, mais informações do que o volume gerado nos 300 mil anos anteriores. E que, em futuro próximo, essa quantidade de dados deve dobrar a cada ano.
Mudança de paradigma: jornalista é, de fato, "gestor de informação". Posso arriscar dizer que este é segundo momento mais importante para o jornalista brasileiro nesta virada de século: o primeiro foi há cerca de quatro anos, quando surgiu o "conteudista de web" ¿ uma avalanche de sites corporativos seguia espantosamente pela infovia, cheios de recursos em flash, formulários, bancos de dados poderosos, mas... conteúdo que era bom, nada. Um fracasso. Então o jornalista forçosamente retomou seu status e cresceu no mundo tecnológico. Assistimos colunas inteiras saltarem dos jornais impressos para os eletrônicos sem perda de prestígio, ao contrário, tomando emprestada a velocidade da internet para se propagar, da mesma forma que hoje contamos com veiculações exclusivamente "on the web".
Nas empresas, a ascensão das intranets, extranets, das comunidades de prática (networks), do trabalho associado viabilizado pelas ferramentas de workflow, enfim, um momento ímpar. Agora, apesar de todo o desespero estampado não apenas na classe universitária, formandos, recém-formados e mesmo profissionais, com a queda econômica dos titãs da imprensa gerando demissões em massa e mais recentemente com a polêmica do diploma, este segundo momento é importante porque nos dá a chance de fazer rigorosa revisão de processos. Sim, fomos obrigados a parar e nos auto-avaliar sob o ponto de vista da qualidade, da técnica, da eficiência.
Reaprendendo tudo
Há uma visão obtusa de jornalista como "homem de redação". Que tal uma olhada ao redor? Com um computador, uma linha telefônica, conhecimentos básicos de internet e, principalmente, uma boa idéia na cabeça, a partir de um único jornalista podemos ver nascer uma redação virtual, uma mídia vertical, direcionada, uma espécie de "zine". O jornalista criativo pode voar "solo" ou carregar com ele toda uma equipe atuando autonomamente e abrindo frentes. No mercado corporativo, áreas ou departamentos específicos para gestão da informação e do conhecimento serão o "fígado" ¿ ou o principal órgão ¿ das empresas, e o jornalista que estava limitado às relações com a imprensa vai passar a participar das tomadas de decisão junto das diretorias pelo simples fato de ser um profissional do conhecimento, o tal "GI".
Não hesito em dizer que a profissão de "jornalista", tal qual conhecemos, vai se extinguir. E por mais traumático que possa parecer este profissional está se transmutando. O jornalista é, de fato, um profissional híbrido: misto de gestor de informação, tecnólogo, educador, formador de opinião... Que avanço! Faltou apenas acrescentar "empreendedor", mas isso não demora.
Devemos questionar, sim, um melhor preparo técnico. Compreender melhor o processo desde a captura dos dados, a apuração da informação à publicação da notícia; o caminho que esta notícia percorre; as interferências e mutações que ela sofre. Enriquecer o vocabulário, estilizar o texto, compreender melhor os anseios de quem consome a informação que produzimos, sua mudança de hábitos, de cenário.
Tão ou mais importante que a obtenção da informação e a sua transmutação em conhecimento (a priori ou a posteriori) é saber como e quando aplicá-lo. De nada serve saber muito e não poder fazer nada. É como saber aviar uma receita quando o momento pede que se aplique uma injeção ou vice-versa.
O conhecimento implica administração do tempo de busca da informação, mais o valor que esta informação agrega, mais sua prática. E a gestão implica essencialmente estar-se aberto às mudanças conceituais e, se necessário for, reaprender tudo aquilo que se pensa que já é sabido.
Fonte: Observatório da Imprensa
Autora: Tina Andrade
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Domingo, Junho 08, 2003
História da TV
TV Brasil 50 anos
http://sampa3.prodam.sp.gov.br/ccsp/tvano50
O Portal da tv brasileira
http://www.televisaobrasil.cjb.net/
Tudo No Ar:
http://200.221.3.54/4DACTION/webhomeprincipal/tudo
TV Séries:
http://www.tvseries.com.br/index.asp
Parada Obrigatória - Cinema e Séries de TV:
http://www.parada.com.br/index2.htm
Galerias
http://www.3donline.com.br/topten.htm
Associações, orgs, events
http://www.abert.org.br/ - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO
http://www.inpi.gov.br/ - Registre sua idéia e contribua para o desenvolvimento do videografismo brasileiro
http://www.set.com.br/ - Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações
http://www.ami.org.br/ - AMI é a Associação de Mídia Interativa. Mídia interativa é aquela baseada na veiculação de propaganda através da Internet
http://www.designinmotion.com/ - Design In Motion is the Internet community for motion graphic design professionals, updated daily with information about the art, business and technology of motion design.
http://www.videography.com/ - Revista para o pessoal da media.
http://www.nab.org/television/ - Associação Nacional dos Executivos de TV.
http://www.bda.tv/main.asp - PROMAX&BDA are the world's foremost organizations working on behalf of those involved in the promotion, marketing, and design of all electronic media. We represent more than 4,200 member companies and individuals in over 60 countries.
http://www.siggraph.org/ - ACM SIGGRAPH is dedicated to the generation and dissemination of information on computer graphics and interactive techniques. We are a membership organization that values passion, integrity, excellence, volunteerism, and cross-disciplinary interaction in all of our activities.
Produtoras
http://www.tv1.com.br/ - Marketing e comunicação multimidia
http://www.gw.com.br/ - A GW é uma das grandes produtoras de comunicação do Brasil e trabalha com todas as plataformas tecnológicas.
http://www.supernovaonline.com.br/
Imagem em movimento. É essa a especialidade da Supernova. Não importa a mídia. Em cada caso, a Supernova utiliza as técnicas mais apropriadas e profissionais de talento para chegar ao melhor resultado.
http://www.pontomais.com.br/
A Ponto Mais tem uma longa trajetória e história vinculadas a projetos relacionados à área educacional.
http://www.gtec.com.br/ - A GTEC, em seus quase 20 anos de idade, vem transformando os desejos de seus clientes em idéias e resultados positivos
Jingles
http://www.sociedadeacustica.com.br
Produtora de Trilhas de Porto Alegre.
http://www.terceiraonda.com.br/
O 3ª ONDA faz produções e criações de jingles, spots, trilhas, vinhetas para TV e Rádio, campanhas políticas, esperas telefônicas personalizadas, gravação, mixagem, masterização, restauração de LP (Vinil) para CD e duplicação de CD para todo Brasil.
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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19:33
ORGANIZAÇAO DE UMA TIPICA TELEVISAO
Finanças, Contabilidade, Vendas, Marketing:
* Controller of outside broadcasts - Controller of News and Current Affairs - Controller of Children's Programmes - Controller of Adult Education and Religion
Vendas Internacionais, Publicidade e Promoçao, Adminstraçao:
* Controller of Light and Entertainment - DIRETOR DE PROGRAMAÇAO - Controller of Documentaires and Feature Programmes
Recursos Humanos, Business affairs, Industrial relations:
* Controller of Drama - Controller of Schools - Controller of Screen Presentation and Promos - Controller of Sports
--------------------
Estes grupos acimas requerem estes serviços abaixos, entre eles Graphic Design!
Operaçoes Tecnicas
Central Tecnica
Video
Telecine
Film Cameras
Video Cameras
Film Editing
Video Editing
Som
Serviçoes Externos
Engenharia
Pesquisa e desenvolvimento
Novos Equipamentos
Novos Projetos
Serviços Visuais
Cenografia
Figurino
Guarda Roupa
Iluminaçao
Diretor de Arte
Maquiagem
Efeitos Especiais
Video Designer
Graphic Designer
Videografista
Serviços de Produçao
Guarda Roupa
Elenco
Roteiros
Musica e Sonorizaçao
Floor Managers
Prop Buyers
Construtores de Cenarios
Planejamento de Produçao
Arquivo de Imagens
Quadro extraido do livro Television Graphics, Douglas Merritt
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br/Arte%20na%20TV%20-%20onde%20encontrar.htm
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19:30
LINKS COM VIDEODESIGNERS, DIRETORES DE ARTE:
:: Broadcast Designers
Hans Donner - http://www.hansdonner.com
Mauro Cicero - http://www.maurocicero.hpg.ig.com.br/index.htm
Rico Lins - http://www.ricolins.com.br/
Vladi - http://www.abstratus.com/
:: Produtoras
Vetor Zero - http://www.vetorzero.com.br/
::Comunicação
Twist - http://twist.com.br/twist_home_page.shtml
TV1 - http://www.tv1.com
::Comunidade
Designers da TV Cultura - http://www.abstratus.com/
Designers da TV Record - http://www.aaaunder.com.br/
Designers no exterior
http://www.futurebrand.com/
Sensorial Branding - Belief immerse in sensorial culture (ABC, TBS, MTV, MOTOWN)
http://www.gedeon.com/ - Produtora francesa. Criou o visual do Canal Futura.
http://www.melondezign.com/ - Motion Design Producers.
http://www.hillmancurtis.com/ - Hillman Curtis make the invisible visible.
http://www.barryphillips.net/ - High performance imagination
http://www.mbdtv.com/ - Set and Video Designs
http://www.cybmotion.com/ - CyberMotion is a motion graphics design studio in the Los Angeles area, founded by Trish and Chris Meyer. We specialize in high-impact, multi-layered 2D and 3D graphics for video and film, often tightly integrated with music.
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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19:23
NEWSROOM: CENOGRAFANDO A TRANSMISSÃO DAS NOTÍCIAS.
A transmissão de notícias é a principal fonte de renda para a maioria das estações de televisão dos EUA e recebe uma grande atenção por parte da direção.No passado, transmissão de notícias tinha um papel menor, porque telespectadores queriam ser entretidos tanto quanto informados. Isto continua assim. Os indices de audiência aumentam quando as tvs incrementam os valores de entretenimento na noticia e introduz atraentes apresentadores de noticias. Aparencia e estilo tornaram-se importantes. Com o incremento nos indices de audiencia o comercial fatura mais.
A duração dos telejornais aumentaram para permiter mais tempo de entretenimento e arrojo na produção.Os avanços técnicos mudaram a maneira de se apresentar notícias.Do filme, ao vt, ao vivo e digital. A preocupação com a forma ganha cada vez mais recursos.
O Desafio de mudar sair da tradicional forma com uma bancada para tres pessoas e um fotomural é grande mas compensador.
A intenção de se se criar um News Center como cenário é a de desejar que os telespectadores sintam o dinamisco, o excitamento, a pulsação das coisas que estão acontecendo e eles estão exatamente no meio de tudo isso.
Que tal começar a determinar o que voce precisa:
Mesa de ancora com 4 posições
Tapadeira cromaqui para inserir graficos
Titulo do programa e marca do canal em cada plano
Relógios mostrando as horas no mundo
Mapa do mundo
Mapa dos estados
Banco de imagens
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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19:21
Como se faz o visual das tvs brasileiras
Reunião de briefing, os primeiros roughs, rabiscos, estudos, layouts, storyboards, projetos, cor, texturas, modelagem, prototipos, maquetes, a iluminação, a animação, composição, edição, sonorização e aprovação final . Cada um tem seu processo mas a maioria trabalha desta maneira.
São usados os mais variados recursos, técnicas, estilos e estéticas. Desenhos, pinturas, gravuras, esculturas, modelos vivos, atores, dançarinos, fotos, imagens captadas, computação gráfica, áudios, músicas...
A atitude é quase sempre a mesma: chamar a atenção e cativar os telespectadores com um visual interessante, coeso, dirigido, inteligivel e criativo. A intenção passa pela unidade, pela coerencia formal, da identidade visual do programa ou emissora. Todo o esforço visa sedimentar a marca no cérebro e coração dos telespectadores.
Confiram alguns softwares:
1. O desenho começa vetorial, pode ir pra gráfica e para outra midias sem perda de qualidade nas ampliações. Usam Adobe Ilustrator, Freehand e Corel Draw.
2. Cor, textura, efeitos especiais, retoque e muito mais podem ser obtidos no Adobe Photoshop.
3. A modelagem, o 3d, pode ser feito no Rhino, 3DS MAX, Maya, Lightwave, Softimage.
4. A animaçao pode ser desenvolvida no Adobe After Effects, no 3DS MAX, Maya, Lightwave e Softimage.
5. A finalizaçao, edição e sonorização tem o Adobe Premiere com uma das soluçoes mais versateis, permite inclusive codificar para Internet.
Baixe estes softwares e faça os tutoriais. Mande seus trabalhos para nossa Galeria.
www.adobe.com - Ilustrator 10, Photoshop 6, After Effects 5 e Premiere 6.
www.discreet.com - inferno®, flame®, flint®, combustion¿ and 3ds max¿.
http://www.aliaswavefront.com/en/Home/homepage.html - Aqui voce encontra tudo sobre o Maya.
http://www.rhino3d.com - Conheça este excelente e rápido soft de modelagem.
http://www.softimage.com/
http://www.newtek.com/ - A casa do Lightwave
http://www.3dlinks.com/ - Tutoriais, Links, Foruns...site essencial para voce se desenvolver.
3D
www.theforce.net/scifi3d
www.raph.com
www.debevec.org
www.the3dstudio.com
www.seagullsfly.art.br
www.3dtotal.com
www.maxplugins.de
www.3dluvr.com
www.cgchannel.com
www.computerarts.co.uk
www.gnomon.com
www.derbauer.de
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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19:21
Quem faz o visual da tv brasileira (ordem alfabetica):
Adriano Sorrentino - TV Globo e TV Cultura
Alceu Baptistão Jr. - Vetor Zero
Alexandre Arrabal - Editoria de Arte TV Globo
Alvaro DAvila - Editoria de Arte TV Globo SP
Andrei Jiro Takitani - Editoria de Arte TV Globo SP
Antonio Carlos dos Santos - TV Cultura e Band
Agê - TV Cultura, TV Globo e Gazeta Mercantil
Bil Soares - SBT
Carla Durante - Editoria de Arte TV Globo SP
Ciro Del Nero - Pioneiro trabalho em todas as tvs
Delfim Fujiwara - TV Globo, Record e RedeTV
Dino Dinelli - TV Gazeta
Elvio Bombardi - Rede Band
Erico Fujiwara - TV Senac e GW
Gilda Rocha - Editoria de arte TV Globo
Hans Donner - TV Globo
Helena Perim Costa - TV Cultura
Helio Bueno - Editoria de Arte TV Globo
Jimmy Leroy - MTV SP
Joana Duailibi Saad - Videografia TV Bandeirantes
Julio Balaso - Videografia da Band
Junior - TV Cultura
Lais Dias - FRM, TV Cultura, Vetor Zero, Mega.
Luciano Cury - TV Cultura, Rede Band/Band News
Luiz Floco - Vinhetas e Cenarios Virtuais - PR/SC.
Kim Oluf - Editoria de Arte TV Globo SP
Mario Fanuchi - Pioneiro na Arte de fazer a TV brasileira. Criou o primeiro logo para PRF3 - TV Tupi de S. Paulo, um indiozinho tupi em 1950.
Mauro Cicero - TV Globo, Fundação Roberto Marinho, Canal Universitário, Rede Band e Canal Virtual e criador do site Arte Na TV.
Mauricio Labarca - Videografia da Band
Macé - Editoria de Arte TV Globo SP
Mauro Castro - Editoria de arte - TV Bahia
Omar Saba - BAND
Nilton Nunes - TV Globo
Paulo Polé - TV Globo
Pojucan - TV Globo
Ricardo Van Steen - Rede TV
Ricardo Nauenberg - TVA
Rico Lins
Roberto Simões - Editoria de arte TV Globo
Rogerio Garcia - SBT
Rudi Bohm - TV Globo e TV Cultura
Rui Amaral - O Melhor de Todos :-)
Ruth Reis - TV Globo
Sérgio Tastaldi - TV Globo
Sidney Borges da Costa - TV Globo e Record
Ubirajara Matheus - TV Globo, TV Cultura, SBT e M2
Verão - SBT
Vladi Oliver - TV Globo e Record
Vinicius Guimarães - TV Globo e Record
Atençao profissionais que foram omitidos: mande seu nome e curriculo para arte na tv.
Designers estrangeiros
http://www.gedeon.com/ - Produtora francesa. Criou o visual do Canal Futura.
http://www.melondezign.com/ - Motion Design Producers.
http://www.hillmancurtis.com/site2/sitedesign01.html - Hillman Curtis make the invisible visible.
http://www.barryphillips.net/ - High performance imagination
http://www.mbdtv.com/ - Set and Video Designs
>>>Diretores de Arte, Editores de Arte, Programadores Visuais, Ilustradores Eletrônicos, Designers, Motion Graphic Designers, Tituladores, Editores de Videografia, Videografistas, Cenógrafos, Imagemakers, Videoartistas, Realizadores...
Eles são os responsáveis pelo visual das emissoras de televisão. Profissionais que surgem nas próprias tvs, produtoras e alunos das faculdades de design, arquitetura, artes plásticas, engenharia...pesquisadores, fuçadores.
>>> Usam todos os recursos visuais possiveis, desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, fotografia, cinema, circo, bailarinos, mimicos, animais, atores, cenografia, efeitos especiais em computação gráfica, compositores digitais, finalizadores high ends...todo esse arsenal pode ser usado para atrair a atenção, o interesse, o desejo e finalmente atingir o coração e a mente dos telespectadores com as marcas dos programas e das emissoras.
>>> Embora seja uma arte aplicada alguns tem fama de magos, deuses, gênios, prof. Pardais, gurus, estrelas. São artistas que fazem da nossa telinha o meio de expressão de sua arte.
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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TV - TÉCNICAS
"cromaqui = mágica" - Uma das mais antigas é o cromaqui - Chroma Key - chave da cor. Um ator sobre um fundo azul anil, ou verde florescente, cores que não estão presentes no seu corpo ou em suas roupas, pode ser recortado e colocado sobre outra imagem qualquer. Os cenários virtuais, o homem ou a moça do tempo, os efeitos especiais de incrustação usam esta técnica.
IMAGEM
reflexões
"Não são alguns filmes de maior qualidade que podem contribuir para mudar o gosto do público, mas sim unicamente uma mudança em suas condições de vida"
Bertold Brecht
"A imagem não constitui um império autônomo e fechado, um mundo enclausurado, sem comunicação com o que o rodeia. As imagens - tal como as palvras e como tudo mais - não poderiam evitar ser capturadas nos jogos do sentido, nos múltiplos movimentos que vêm regular a significação no interior das sociedades. A partir do momento em que a cultura se apodera dela - já se encontra presente na mente do criador de imagens - o texto icônico, como todos os demais textos, se oferece aos efeitos da figura e do discurso. A semiologia da imagem não se realizará fora de um semiologia geral"
Christian Metz
"Pondo de parte as imagens móveis do cinema e da televisão, as imagens são: os cartazes de rua, as fotografias dos jornais, dos amadores, dos profissionais, as identidades que pretendem uma identificação entre o ser e sua imagem, os slides que projetamos em casa perante um grupo de amigos - recordações de viagens, fixações da cor de um tempo passado. Em última instância são imagens artisticas em sentido estrito, as que se vêem nos museus (imagens celebres) ou nas galerias (imagens novas) ou finalmente nos postais e revistas de arte que se editam para nos proporcionar um prazer estético através da cópia. No limite considerar-se-a a escultura como uma imagem em tres dimensões e passará a fazer parte de nossa classificação, mas a titulo estatisticamente descuidado"
Abraham Moles
"Uma imagem vale mais que mil palavras"
ESTRUTURA E PROCESSO
>>>>>>>>>:
A arte e os meio de comunicação de massa mantém relações bastante estranhas.Quando você pensa que estes meios devem se tornar sinais artísticos quando manipulados por um artista, produz boa obra gráfica (Toulouse-Lautrec é a primeira grande exceção). E quando você pensa que uma obra chamada comercial dever ser inferior, como arte, a uma obra desinteressada, ai também você se engana e sua crença não é válida pelos fatos. O maior exemplo está no cinema: as grandes obras cinematográficas são realizações comerciais e não obras marginais, undergrounds. Uma outra diferença é enquanto os movimentos artísticos sucedem-se uns aos outros na mode e na preferência do público intelectual, os diferentes meios de massa é que sucedem na preferência do público: a ópera e o teatro são suplantados pelo cinema que por sua vez é suplantado pela televisão que é suplantada pela internet. É como se um fosse se somando ao outro sem mata-lo de fato. Uma outra curiosidade é que o meio antigo tende a se transformar em arte, enquanto que os novos passam a sofrer todos os ataques dos intelectuais (vulgar, alienante, etc)
Em relação à pintura e ao desenho, a fotografia eruam vulgaridade destinada a satisfazer ao mau gosto da classe média; com o surgimento do cinema, a fotografia foi se elevando a categoria de arte. De seu lado, os artistas, os literatos e a gente de teatro, sentindo-se mais diretamente ameaçados em seus respectivos ofícios e ganha-pão, passaram a pichar o cinema de todas as formas possíveis, seja do ponto de vista estético, do lado social, econômico ou ideológico. Quem tentava fazer arte - arte de vanguarda particularmente - no cinema arriscava-se arruinar a própria carreira (os casos de Strohein e Orson Wells, em Hollywood).
Mas eis que surge a televisão. Em poucos anos, as massas que lotavam as salas de cinemas e os auditórios das rádios se trasnformaram em massas de telespectadores. Na maioria das os auditórios dos programas eram montados em salas que antes foram, teatro e cinema.Foi quando bastou para o cinema virar arte. E tudo aquilo que antes era tabu passou a ser marca de qualidade artística, passou mesmo aser solicitado por aquelas minorias de massas que se foram formando nos campus universitários. Todos os arrojos de linguagem, todos os delírios de produção se tornaram possíveis, a ponto de hoje, um único filme representar, por si mesmo, uma verdadeira empresa - e não de pequeno porte, veja-se por exemplo Contatos Imedias de George Lucas).
Pressionados pela tv, produtores começaram a afrouxar as rédeas, dando oportunidade aos inovadores. Nos anos 50 o cinema americano, o espírito de inovação começou a ser observado num setor que normalmente não atrai o telespectador comum. Estou falando da apresentação dos filmes, dos letreitos, da abertura. Foi nesse período que eles se tornaram uma verdadeira especialização, uma arte gráfica do cinema. Alguns destes cinegráficos, como Saul Bas, chegaram a ficar conhecidos por um público maior, além do público especializado. Assim, de memória lembro de dois trabalhos clássicos de sua autoria: O Homem do Braço de Ouro e Spartacus.
>>>>>>
Com a televisão e o computador, o processo se repete em suas linhas gerais. Nos anos 60, artistas mais inquietos abeiraram-se do portentoso e novo monstro chamado computador e criaram um novo movimento artístico, que ficou conhecido pelo nome internacional de Computer Art. Abeiraram-se também da tv, depois da invençao do video tape, e criaram mais um movimento de arte, batizado de Videoarte. Nam June Paik é considerado o papa da videoarte. Me lembro que em 1984 ele comandou um evento ao vivo, com performances de vários artistas de outras midias - Laurie Anderson, Joseph Beuys, Salvador Dali...inaugurando um satélite de transmissão entre a Europa e os Estados Unidos. O mega evento teve o nome Good Morning Mr. Orwell, brincadeira com George Orwell que escreveu o livro 1984.
(Running Time: 57:35 "1984 in 1984/Good Morning Mr. Orwell" originated as a live interactive satellite broadcast on January 1, 1984 between New York (WNET) and Paris (the Centre Pompidou). "1984 in 1984/Good Morning Mr. Orwell" is a two-channel installation of the tapes resulting from the New Year's Day transmission of the two events. Among the many celebrated artists participating in the television program are Laurie Anderson, Robert Rauschenberg, John Cage, Merce Cunningham, Allen Ginsberg, and Peter Orlovsky. George Plimpton acted as host of the New York end of the transmission.)
Como a tv e o computador se dão muito bem não é o caso de se perguntar se a Computer arte e a Video arte não estão ocorrendo no nosso dia a dia e anonimamente, diante de nossos olhos, no vídeo de nossos receptores. Aquelas vinhetas bacanas que se vê nos intervalos das programações que hoje se extende como um roupagem completa das emissoras, são criadas com o auxílio do computador. Há inumeras empresas especializadas neste tipo de trabalho, que é oferecido às emissoras, assim como há já meio século, há empresas que distribuem jornais de todo o mundo as tiras das histórias em quadrinhos. A apresentação da novela O Pulo do Gato, novela da TV Globo (primeiro semestre de 1978) onde pudemos ver o mítico gato xadrez das fábulas e versinho marotos infantis, acredito que a grande maioria dos telespectadores irá concordar que a abertura de Dancing Days foi a obra prima do genero naquela época. Ali estavam os movimentos, as cores e a retícula esgarádas típicas da televisão, numa viva criação para a massa, os traços essenciais de alguns dos movimentos artísticos de vanguarda mais badalados, tais como o realismo mágico, a op arte e pop arte. O ritmo das imagens, tanto internamente (luz e movimento) como no corte, articula-se com a trilha sonora, num ícone - dança televisual que resume não só o barato de uma discoteca, como também a natureza das transas sentimentais e sociais que montam um espetáculo dentro de outro espetáculo maior que é a presença da megalópole de nossos dias. ordenandos-se e desordenando-se a cada dia.
A televisão está criando para nós uma vigorosa, alegre e ágil gráfica televisual que atinge e agrada público vastíssimo, que deve ser preservadas em videotecas - assim como vem criando a fala brasileira, que o teatro e o cinema não conseguiram criar (mas é outro assunto...)
A crer-se em Marshal Macluhan, um dos grandes monstros da comunicação, o conteúdo de um veículo é o veículo anterior. Dessa forma, a palavra falada seria conteúdo da palavra escrita (num de seus Diálogos, Platão chega a afirmar que a escrita acelera a perda da memória humana...) do mesmo modo que o conteúdo do cinema seria o teatro e que o conteúdo da televisão seria o cinema. Trata-se de um problema de linguagem. Todo mundo acredita que por trás de um signo está um significado, mas a verdade é que, quando a gente vai atrás de tal significado, encontra-se sempre outros signos. Assim, quando queremos saber o significado de uma palavra que desconhecemos vamos ao dicionário. E o que ele nos dá? Dá-nos outras palavras para explicar tal significado que buscamos. E quando as palavras não bastam temo de apoiarmos de outros signos: visuais, sonoros, táteis, olfativos, gustativos, gestuais, etc. Jogados como uma peteca de signo para signo formamos uma cadeia de significante em nossas cabeças, à qual damos o nome de conteúdo ou significado. É a isto que Macluhan se refere embora explique, quando diz, que o conteúdo da televisão é o cinema. A televisão absorveu do cinema duas de suas técnicas fundamentais: a técnica do corte e a da câmera contínua, ou câmera na mão. O corte é o feijão-com-arroz da linguagem cinematográfica ou televisual: o corte de uma paersonagem para outra, o corte de uma cena para outra. O interessante é que o corte permite a montagem, tem mais a ver com o tempo do que com o espaço. Isto se torna patente nas sequencias de corte acelerado ou corte metralhadora, como às vezes é chamado, vemos então pedaços de uma cena em rápida sucessão, montando um painel de mosaicos que dá a impressão de muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. As imagens dançam conforme a cena. Já a câmera contínua tem mais a ver com o espaço do que como tempo. O telespectador parece caminhar e ver com a câmera. É a chamada câmera subjetiva, que produz uma fortíssima sensação de presença das coisas no espaço. Nas cenas montadas em corte, as coias se movem, o olho fica parado. Com a câmera contínua move-se o olho, move-se o mundo. Nos tempos recentes a presença mais marcante da câmera contínua têm sido a das transmissões de futevol graças ao equipamento portátil que leva o telespectador por entre as coisas e pessoas.
"Chacrinha me domina, Chacrinha me alucina, é hora, é hora, é hora, é Hora da Buzina ..."
Abelardo Barbosa, Chacrinha, comprova que este fato não deixa de ser uma novidade de linguagem e uma novidade de significação. Pois é o nosso primeiro primeiro palhaço de circo na tv, ele foi o palhaço da televisão, que soube somar o rádio (Alô Terezinhaaaaa!!!), a praça pública (Quem quer Bacalhau???). a multidão (com a interação com seu auditório), o Circo ( atrações bizarras), e o teatro de variedades (suas chacretes pareciam inspiradas na dançarinas do Moulin Rouge que dançavam o Can Can) para obter um espetáculo televisual único em todo o mundo. No espaço do Chacrinha gente e cenografia se confundem, nunca se separam. Daí o calor humano que irradia (em contraste com os musicais da Globo que são frios, porque neles a cenografia se impõe e domina os artistas). Nesse espaço, a câmera contínua exercia uma função das mais importantes. Ela e o Chacrinha pareciam estar sempre brincando, fazendo micagens um com ou outro, e envolvendo o telespectador que passava e fazer o papel de palhaço-parceiro do Chacrinha, embolado na multidão formada pelo auditório, os membros do Júri, as Chacretes e os Candidatos a qualquer coisa que fosse. A conhecida expressão RODA , RODA, RODA....incrivelmente apropriada, só faz sentido no meio de toda aquela agitação, que cria um espaço esférico. Tudo parecer girar num turbilhão maluco, grotesco, popular, cômico - uma gigantesca gargalhada televisual.
SEMIÓTICA DA TV
O Signo-sintagma televisual é um complexo intersigno cujos paradigmas poderiam ser: imagem cinética - som - fala. Mas não são estes também os paradigmas do signo cinematográficos? Qual a diferença? É o seu modo técnico de produção que lhe confere especificidade, quer em emissão direta, quer gravado em vt. O cinema impresso em imagens óticas, a televisão em imagens eletromagnéticas, magnéticas; a imagem cinematográfica é montada em cima do fotograma; a da tv é contínua é contínua; a imagem co cinhema não possui retícula, a televisual sim (o que aproxima da impressa sendo mais "impress" do que a outra"). Além disso o cinema mudo continua cinema, a televisão já nasceu sonora "quando muda tende a reverter ao cinema como por exemplo o caso da videoarte". Somem se a isso a tela pequena e a compressão tempórica da imagem televisual e teremos os delineamentos principais de sua signagem. Em consequência, o principal meio icônico de nosso tempo apresenta umas tantas peculiariedades. Como o caso da cor; na televisão não se trata de efeito de lanterna mágica que é o do cinema: um facho de luz vazando na película, positivo processado de um negativo, com diferente camadas fotoquímicas de luz e de cor (o cinema está na tradição ou na linhagem direta da fotografia) a imagem televisual resulta de um chuveiro de eletróns projetados num anteparo ou óculos de olho que é o screen do cinescópio; a imagem se formando e sumindo em microsegundos (29.97 ou 30 quadros por segundo): é a cor-luz, realmente a eletricidade colorida. Junta-se a retícula a esse faíscar eletrônico e teremos a tactilidade da imagem televisual, tele-hapticovisual: cócegas de eletróns coloridos nos olhos. É isto que Macluhan quer dizer - sem explicar claramente - quando fala do mosaico táctil da televisão, lembrando os mosaicos bizantinos de Santo Apolinário, em Ravena, por exemplo.
>>>>>>
As superfícies. das pedrinhas nunca estão exatamente no mesmo plano, donde as variancias da incidencia da luz, que conferem plasticidade, haptica, tátil, à imagem. Este mosaicismo projetado para a macro-estrutura, ou montagem dos signos televisuais, confundem-se com a técnica da colagem, ou da bricollage, e não é de todo impróprio. A base da signagem do cinema é a montagem, pode-se dizer que a base da signagem televisual é colagem-montagem. No cinema, um movimento mais rápido da câmera tende a borrar a imagem, o que não ocorre com a televisão, cujo continum imagético-magnético, sem fotogramas, resiste melhor aos movimentos ágeis e sinuosos. Devido a reticula, por outro lado, a imagem televisual tende à baixa definição, enquanto que o cinema, que não possui retícula tende à alta definição; segue-se que este sai-se igualmente bem em todos os palnos o que não ocorre com a tv que favorece somentos os planos primeiros e médios (novelas vão bem na tv mas não filmes espaciais, de ficção científica) já a tela pequena é contrária aos tempos-mortos, favorecendo a ação, pois existe uma relação direta entre o tamanho do quadro e a duração do plano. O mesmo ocorre, de resto com as diferentes bitolas fílmicas: um filme de super-8 que pretende manter os mesmo tempos de um filmes de 35mm, acabará por produzir longueurs dificilmente suportáveis. Alta e baixa deifinição em termos de Teoria da Informção: maior numero de pontos informacionais por um espaço dado (cm2) É daí que Macluhan tira os seus meios "frios" e "quentes". A televisão é um olho invertido, onde a imagem fosse projetado pela retina. E parece piscar. No cérebro humano, quando a retina projeta a imagem temos o "sonho". Cinema, televisão e holografias estão obrigando a interiorização dos signos. Daí as drogas, espécie de errático push, bottom/dream.
TECNOLOGIA E LIBERDADE
As idéias de máquinas e tecnologia costuma atrair as idéias de antinatural, artificial, massificação. Mas o televisor é tão natural ou artificial quanto o fato de a mulher ser a primeira fêmea a não ter cio. O televisor e o computador podem contribuir para a liberdade e não para a massificação. Como diz Buck Fuller criador da cúpula geodésica, do carro de 3 rodas, da casa giratória, e já no século passado chamava a atenção o uso do álcool como combustível - o mundo está pior, ecologicamente falando, não por causa do excesso de tecnologia, mas exatamente por falta da mesma. Ao contrário do que muitos pensam, o computador e a televisão podem conduzir à descentralização e não à centralização. Tal como a fotografia e o cinema, que ontem estavam na mão dos especialistas, aquelas "máquinas", hoje estão nas mãos das crianças e adolescentes com suas handcams, webcams, editores nao lineares, etc....E isso descentraliza. O sábio poder não é aquele que centraliza, mas o que souber proporcionar a descentralização, mas induzindo do que conduzindo. Pessoas e grupos devem expandir as suas vidas, mesmo sem conhecer uma só alínea da lei. A lei inter que nasce do convívio, deve prevalecer sobre a lei externa, a que nasce do convívio imposto.
Textos extraído de SIGNATAGEM DA TELEVISÃO, por Décio Pignatari
Para se inspirar:
Sensorial Branding - Belief immerse in sensorial culture
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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TV - VINHETAS
A vinheta de abertura é a principal peça da identidade visual de uma emissora
"Tensão de palavras-coisas no espaço-tempo"
Sua história começa nos livros manuscritos do seculo XV. Vem da palavra vinha. Os iluministas, os ilustradores dos livros, adornavam suas paginas com folhas e cachos de uva e espigas de trigo. Mais tarde esta designação ficou generalizada para todo grafismo amplamente usado no design gráfico da publicidade, da imprensa, da tv, das midias interativas que chamam de splash. É um adorno criado para uma determinada função. Seu valor estético, persuasivo, fixador no sentido de fazer com que o telespectador memorize uma mensagem instantaneamente. São usadas várias linguagens visuais. Unidade, coesão, estilo e sensibilidade são necessários no desenvolvimento do projeto. É importante que o designer, o diretor de arte, leve em consideração o repertório, a capacidade de decodificação do público-alvo, ao contrário do artista que muitas vezes busca o inédito, o original, a obra aurea, a reflexão e a discussão de uma nova maneira do homem ver a si proprio e ao mundo.
O designer é um operário da comunicação, das artes aplicadas, que procura atingir seu objetivo com a maior rapidez e clareza possivel, apesar dos inumeros limites: ele evita o uso de cores primárias, da saturação de cor, dos padrões geométricos confusos e usa cores pasteis, formas limpas, criando uma estética própria desta tv analógica brasileira que usa o sistema Pal M com 525 linhas varrendo na horizontal em dois campos, numa proporção 3 x 4. Mas em compensação ele pode fazer uso da imaterialidade, da virtualidade, da composição de videos, gráficos, sons, 3d, etc. Estes parametros evoluem na medida em que a cultura visual de um povo incrementa suas referências e novas ferramentas ampliam o poder de fazer.
A Televisão no Brasil nasceu da soma de experiencias de outras midias. No Rio de Janeiro a influência das rádios, em São Paulo do Teatro. Mas o circo, o cinema, as artes gráficas também deixaram suas marcas. Portanto o visual, a vinheta também sintetiza essa fusão de midias.
A logomarca animada da emissora é um tipo de vinheta que resume a filosofia, a programação, a identidade de cada canal. Elas são normalmente exibidas entre os programas (VNH IPs - Inter Programms). As aberturas dos programas, que não entram mais na abertura porque um programa acaba e já começa o outro para evitar a fulga do telespectador é exibida depois do prefácio, da escalada, do indice, da apresentação das atrações, também tem a intenção de resumir seu conteúdo e criar a atmosfera, o trampolim, preparar o espirito do publico para o que vem a seguir. É um código que marca a entrada, a ida para o intervalo, a volta, o encerramento e o patrocínio. É importante que ele seja bem dimensionada, seu impacto bem calculado, pois se for menor que o próprio programa é desinteressante e ser for maior é enganosa.A dosagem tem que ser exata. Lembro de uma formula muita conhecida no meio publicitário que revela o esquelo, o roteiro de uma vinheta: AIDA - Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Lembro também de uma definição do Concretismo feita por Haroldo de Campos que se encaixa como uma luva: "Tensão de palavras-coisas no espaço-tempo"
LETREIROS
São usados para identificar, creditar, anunciar, marcar a informação. Sua ação psicológica é variável de acordo com sua forma fundamental. Certos caracteres, fontes, tipos de letras, dão a impressã de rigidez, peso, autoridade. Outros de natureza fluida, maleável, flexivel e leve. Podem chegar ao ponto de evocar alegria e frivolidade É necessário que a família de caracteres escolhida para compor um texto não só corresponda a sua natureza mas ainda favoreça a expressão do sentimento evocado. A forma de agrupamento, a diagramação no espaço tridimensional, o ritmo varia de acordo com a intenção dos objetivos a serem alcançados, e os modos não diferem muito do que conhecemos desde as composicões cenicas usadas por artistas da história da arte: simetria, assimetria, blocado, direita, esquerda, baixo, cima, radial, axial, etc.Com os recursos eletrônicos dos Geradores de Caracteres é possivel automatizar a exibição dos textos e incrementar a maneira como são apresentados agregando novos valores ao espetáculo, ao show. Na tv é preciso considerar que a mensagem precisa entreter e informar para agradar e persuadir o publico.
Letras arredondadas, sem serifas, com bastões largos o suficiente para evitar batimentos de video, são as mais usadas. Prefere-se usar pouco texto, poucas palavras, afinal a tv não é o veículo mais adequado para a leitura. A imagem ainda vale mais que mil palavras. Sem considerar outros aspectos como analfabetismo, crianças que ainda não foram a escola e pessoas com deficiencia visual.
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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19:14
TV - IDENTIDADE VISUAL DE UMA EMISSORA COMERCIAL ABERTA
As novas tecnologias tem permitido o uso de imagens tridimensionais, explosivas, fotograficas e figurativas.
peças videográficas, animações sonorizadas:
::Logomarca, letras, cores. Marca d'água (fica no canto inferior direito da tela)
::Vinheta de Abertura de Programação
::Vinheta Resumo da Programação
::Vinheta Destaques da Programação
::Vinheta TOP de 5 segundos
::Vinheta interprograma
::Vinheta Identificação da Emissora
::Vinheta dominio web
::Vinheta Contagem Regressiva
::Vinheta de Abertura de Programa
::Vinheta ida e volta para o Intervalo
::Vinheta estamos apresentando
::Vinheta voltamos apresentar
::Vinheta Voce está assistindo
::Vinheta Voce vai assistir depois
::Vinheta Oferecimento/Patrocínio
::Vinheta Pool/Cadeia
::Vinheta Comemorativa
::Vinheta de Utilidade Pública/Serviços
::Interatividade Via Telefone
::Vinheta de Abertura dos Programas
::Visual das Chamadas dos Programas
::Vinheta de Encerramento de Programação
Esportes
::Vinheta Plantão Esportes
::Cenários
::Scouters e placares
::Tira Teima
::Escalação dos Times, Juizes e ::Equipe de Cobertura
::Identificação dos atletas
::Substituições
::Dados estatisticos, tempo, percurso
::Publicidade Virtual
::Frame ou Janela emoldurando a imagem
::Design do Microfone, Uniforme e roupas das equipes, envelopamento dos veiculos.
::Efeitos especiais de apoio à edição de imagens
::Titulos, letreiros
Entretenimento, shows e novelas
::Efeitos especiais de apoio a edição
::Correção de cor. Reambientação.
Jornalismo
::Vinheta de Plantão
::Letreiros
::Tarjas no rodapé com informações diversas
::Mapas
::Mapa com foto do repórter correspondente via telefone
::Previsão do Tempo
::Graficos Economia
::Reconstituições de acidentes, crimes, ataques, cirurgias, explorações espaciais, etc...
::Over The Sholder - OTS - Selos sobre o ombro dos noticiaristas
::Split Screen - Janelas com imagens ao vivo simultaneamente
::Ilustrações de anatomia
::Ilustrações para Projetos
::Fotos, Perfis
::Frame ou Janela emoldurando a imagem
::Design do Microfone, Uniforme e roupas das equipes, envelopamento dos veiculos.
::Ilustrações e efeitos especiais de apoio à edição de imagens
::Destaques de textos de jornais, documentos,etc.
::Descaracterização das imagens de testemunhas
Fonte:http://www.artenatv.hpg.ig.com.br
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TV - O FOCO É O BRANDING!
IDENTIDADE VISUAL - representação gráfica da empresa através de suas cores, símbolos, letterings.
IDENTIDADE CORPORATIVA - inclui Identidade Visual mais design, propaganda, promoção, arquitetura, as relações humanas e o atendimento.
IMAGEM CORPORATIVA - é a forma como o cliente percebe a empresa, qual a sua relação com ela e o que a empresa significa para ele.
IDENTIDADE DE BRANDING - é formada a partir das necessidades dos clientes e suas expectativas. É um conceito que está baseado nas relações humanas e nas experiências do cliente em relação à marca e a todos os pontos de contatos experenciados por ela. É uma identidade formada para ser absorvida pelos clientes que serão os advogados da marca que ira viver com seus clientes. O branding é baseado em pesquisas de envolvimento que trabalham com o emocional em vez do racional.
Novel Research Techniques to Facilitate:
Conceito,
Desenvolvimento,
Comunicação e
Relacionamento
BRANDING MULTISENSORIAL
Naming - Nomeamento e usado em empresas de design para criar bons nomes. Lingüistas, jornalistas e comunicadores trabalhando para desenvolver nomes com personalidade, de fácil memorização e criativos.
Environment Design - Projetos de desenho de ambiente com uso de iluminação, arquitetura, mobiliário e sonorização ajudam a criar uma atmosfera personalizada e reforça a identidade da marca.
Identidade Sonora - O som e um conector emocional e pode ser usado na espera telefônica ou na ambientação interna das empresas.
Identidade Olfativa - Podemos tapar nossos olhos, os ouvidos, mas não conseguimos ficar sem respirar por muito tempo. Existem aromas cítricos, florais e amadeirados que são colocados nas tintas das paginas de revistas com a intenção de vender determinado produto.
BRANDING É A RELAÇÃO DA MARCA AS DIMENSÕES HUMANAS.
Extraido de Branding ao Ponto de Antonio Roberto de Oliveira para revista ADG 24
Fonte: http://www.artenatv.hpg.ig.com.br/index.htm
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Sábado, Junho 07, 2003
Frases
- Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data" (Luís Fernando Veríssimo - Humorista)
- "Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade" (Mark Twain- Escritor norte-americano, 1835-1910)
- "O repórter deve possuir a fibra robusta dos carteiros, a face impertubável dos caixeiros viajantes, a calma de um guarda civil em sentinela. Naturalmente, quando um homem consegue reunir tantas qualidades eminentes e tão raras, seria excessivo exigir dele que
conheça ainda um pouco de sintaxe e de gramática" (Gangolin 'Luigi Arnaldo Vassalo', humorista italiano - 1852-1906)
- "As pessoas não param de confundir com notícias o que lêem nos jornais" J. Liebing, jornalista norte-americano - 1904-1963)
- "O jornal exerce hoje todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ambigüidade. E é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia" (Eça de Queiroz - Escritor português, 1845-1900)
- "Um jornal é um instrumento incapaz de discernir entre uma queda de bicicleta e o colapso da civilização" (George Bernard Shaw - Teatrólogo irlândês - 1856/1950)
- "Um editor de jornal é alguém que separa o joio do trigo - e imprime o joio" (Adlai Stevenson, político norte-americano - 1900/1965)
- "A mídia é safada" (Antônio Carlos Magalhães, in "Folha de São Paulo", 28/04/2001)
- "O bem mais precioso na vida de um jornalista não é o seu emprego, mas a sua credibilidade" (Eugênio Bucci, in "Sobre Ética e Imprensa", Editora Cia das Letras)
- "Sou a favor da imprensa livre. O que não suporto são os jornais" (Tom Stopard, teatrólogo inglês, 1937)
- "A leitura dos jornais, sempre penosa do ponto de ver estético, o é freqüente do moral, ainda para alguém que tenha poucas preocupações morais" (Fernando Pessoa, poeta português - 1888/1935)
- "Contra os burocratas de redação que passam a vida destroçando textos ou, simplesmente, jogando no lixo as notícias apuradas pelos repórteres" (Jornalista Geneton Moraes Neto, in "Dossiê Brasil", 1997)
- "Fico na frente da televisão para aumentar o meu ódio. Quando minha cólera está diminuindo e eu perco a vontade de cobrar o que me devem, eu sento na frente da televisão e, em pouco tempo, meu ódio volta" (Escritor Rubem Fonseca, in "O Cobrador")
- "Os jornais, que deveriam ser os educadores do público, são apenas seus cortesãos, quando não suas cortesãs" (Barbey D'Aurevilly, 1808 - 1889)
- "O jornalismo consiste basicamente em dizer 'Lord Jones morreu' para pessoas que nunca souberam que Lord Jones estava vivo" (Gilbert Keith Chesterton, escritor inglês - 1874/1936)
- "Os jornalistas são pessoas interessantes, às vezes inteligentes. Alguns órgãos de imprensa, infelizmente, vivem de verbas do governo. A imprensa deve ser livre. O jornalista, saber o seu papel. Cobrar, ir atrás, investigar. " (Procurador da República em MT, Pedro Taques, em bate-papo no site Quebra-Torto, em 19/06/01)
- "Quando você chega em um país e toda a imprensa, unanimemente, comemora o Dia da Liberdade, trata-se de uma ditadura. Se, porém, a imprensa diz que o clima de restrições à liberdade é insuportável, você está numa democracia " (Millôr Fernandes, humorista brasileiro - 1924)
- "A imprensa escreve para vender, não para informar " (Frase do filme - "Conspiração", do diretor George P. Cosmatos, 1997)
- "Se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la" (Escritor Honoré de Balzac, 1799-1850)
- "Quantas lindas árvores deram a vida para que o escândalo de hoje pudesse chegar sem atraso a 1 milhão de leitores" (Escritor Edwin Teale, 1953)
- "Como o mundo é legislado e como as guerras começam? Diplomatas dizem mentiras aos jornalistas e, depois, acreditam no que lêem" (Karl Kraus)
- "A imprensa tem mais é que aproveitar a situação de eu ter falhado para descer o cacete. Afinal, é notícia ruim que vende jornal" (Rogério Ceni, jogador de futebol, goleiro do São Paulo, em 21/12/2000)
- "Quando terminamos de ler os jornais, parece-nos que as notícias melhores ficaram para o dia seguinte" (Eno Teodoro Wanke - 1929)
- "As redações são laboratórios assépticos para navegantes solidários, onde parece mais fácil comunicar-se com os fenômenos siderais do que com o coração dos leitores. A desumanização é galopante" (Escritor Gabriel García Márquez)
- "A informação que temos não é a que desejamos. A informação que desejamos não é a que precisamos. A informação que precisamos não está disponível " (Escritor John Peers)
- "Cada vez que vejo o telespectador sendo tratado como débil mental, e isso acontece cada vez mais, e quanto mais se trata o telespectador assim, mais ele acaba assumindo essa postura. Isso é extraordinariamente perigosíssimo" (Jornalista Nelson Hoineff, criador do programa "Documento Especial" - TV Manchete, início dos anos 90 - em entrevista para jornal O Povo, CE)
- "Só existe opção quando se tem informação... Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão" (Jornalista Gilberto Dimenstein)
- "Ou o repórter sabe escrever corretamente, de acordo com as normas estabelecidas pela empresa na qual trabalha, ou deveria ser substituído por outro que preenchesse este requisito. Admitir a existência de repórteres que necessitem de um 'revisor de luxo' dos seus textos é absurdo" (Jornalista Clóvis Rossi, in "O que é jornalismo" - Coleção Primeiros Passos)
- "Benditos os que nunca lêem um jornal, porque verão a natureza e, através dela, a Deus " (Henry Thoreau, escritor canadense, 1817-1862)
- "Há uma padronização absolutamente inaceitável. Tudo é igual, as variações são mínimas. Falta personalidade. Cada matéria deve ter o seu espírito. (...) Acho que é preciso uma nova reforma. A que fiz transformou-se em fórmula e automatizou-se " (Pompeu de Souza, jornalista, introdutor da técnica da pirâmide invertida no jornalismo brasileiro)
- Liberdade de imprensa "é a possibilidade de o dono de uma determinada empresa editora publicar tudo aquilo que quiser " (Clóvis Rossi, jornalista, in "O que é jornalismo", Coleção Primeiros Passos)
- "Algumas pessoas matam. As outras pessoas se satisfazem lendo a notícia dos assassinatos" (Millôr Fernandes, jornalista, em 1951, na revista O Cruzeiro)
- "O jornalista é um homem que errou de profissão" (Otto Von Bismark, estadista alemão, 1815-1898)
- "O máximo que uma faculdade de jornalismo pode conseguir - mesmo supondo que ela injete em seus alunos um civilizado código de ética - é gerar jovens repórteres que fugirão do jornalismo tapando o nariz, assim que se familiarizarem com o que se passa dentro de uma típica redação de jornal" (H. L. Mencken, escritor americano, 1880-1956)
- "Talvez esteja na hora de o trabalho jornalístico começar a mostrar mais compaixão e menos cinismo " (H. Eugene Goodwin, jornalista norte-americano in "Procura-se ética no Jornalismo", 1993)
- "A televisão sabe que está multiplicando uma geração de clones deformados pela imoralidade civil e religiosa" (Edvaldo Pereira de Moura, juiz de Direito no Piauí e professor de Direito Penal, in Revista Consulex, 31/10/2001)
- "Será a imprensa realmente um representante do povo ou será um usurpador, um representante auto-nomeado que defende os seus próprios pontos de vista e não os de seus constituintes?" (Deni Elliot, jornalista norte-americano, autor do livro - "Jornalismo versus Privacidade", editora Nórdica, 1986.)
- "Adoro a TV. Antes dela, o cinema era a pior das artes. Agora, estamos em segundo lugar". (Billy Wilder, cineasta austro-americano)
- "Mais vale que um jornalista não ganhe um lugar gratuito para assistir a uma peça de teatro da qual deve fazer a apreciação crítica. Mas seu jornal vai pagar-lhe a entrada?"
(Claude-Jean Bertrand, autor do livro "A deontologia das mídias", editora Edusc)
- "A televisão me deixou burro, muito burro demais" (Trecho de música do grupo de rock Titãs, lançada nos anos 80)
- "O papel aceita qualquer coisa. O computador também. Temos que ser maduros na hora de escrever os relatos de todos os dias " (Jornalista Ricardo Noblat, in Dicas da Dad - português com humor, de Dad Squarisi)
- "Na maioria dos casos, a denúncia fácil, irresponsável, não checada, não é conseqüência da ingenuidade do repórter inexperiente, de falha da redação ou qualquer outro tipo de problema técnico. É algo voluntário: a transformação da notícia em produto de vitrine para vender jornal, para promover jornalista ou mesmo fazer política" (Jornalista Francisco Leopoldo Carvalho de Mendonça Filho, in Assessoria de Imprensa, o papel do assessor - Fenaj, 1996
- "O dono da empresa e o jornalista têm um direito fundamental de exercer sua atividade, sua missão, mas especialmente têm um dever (...) de informar à coletividade (..) objetivamente sem alterar a verdade ou esvaziar o sentido original. (...) Os jornalistas e empresas jornalísticas reclamam mais seu direito do que cumprem seus deveres " (José Afonso da Silva, doutrinador em Direito Constitucional, in Curso de Direito Constitucional Positivo)
- "De fato, se a imprensa diária, tal como acontece com outros grupos profissionais, tivesse de pendurar um letreiro, seus dizeres seriam os seguintes: aqui homens são desmoralizados com a maior rapidez possível, na maior escala possível e ao preço mais baixo possível" (Sorel Kierkegaard, 1848)
- "A mídia falha em entender que sua liberdade de expressão é baseada na liberdade da sociedade onde ela está inserida. Quando a liberdade mais ampla é reduzida ou eliminada, a própria liberdade de imprensa desaparece juntamente " (Marcos Rosas Degaut Pontes, in "Terrorismo - Características, tipologia e presença nas relações internacionais")
- "Essas pessoas desagradabilíssimas que se auto-intitulam jornalistas" (Escritor Ivan Lessa, in Revista Veja, edição 1.469)
- "Todo jornalista decente é um urubu na sorte dos outros mortais. Ficamos esperando que as pessoas escorreguem numa casca de banana e batam com a cara no chão. Se tudo corre muito bem, para nós é muito mal " (Jornalista Paulo Francis)
- "O jornal americano médio, especialmente o chamado de primeira linha, tem a inteligência de um pastor batista, a coragem de um camundongo, a retidão de um papalvo, a informação de um porteiro de ginásio, o bom gosto de um criador de flores artificiais e a honra de um advogado de porta de cadeia " (Jornalista H. L. Mencken, um dos principais nomes da história da imprensa norte-americana)
- "Bons tempos aqueles em que jogador de futebol era analfabeto e, jornalista, alfabetizado " (In Opasquim21, n°01, na página do "Nataniel Jebão")
- "Todo jornalista, por mais que aparente ser extrovertido, é um grande fofoqueiro tímido " (Anônimo)
- "Cuidado! Ler jornal na hora do almoço pode provocar complicações intestinais" (Anônimo - E se o Ministério da Saúde mandasse colocar o aviso nos jornais, tipo maço de cigarro?)
- "Jornalista é muito desinformado mesmo" (Jornalista Pedro Bial, durante o programa Big Brother, último domingo)
- "Estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre: vai passar na televisão" (Compositor Renato Russo, in Metrópole)
- "Você mentiu da mesma forma que os jornais falam da realidade" (Compositores Humberto Effe e Pequinho)
Fonte: www.estadao.com.br - 09/04/2002
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23:17
Domingo, Junho 01, 2003
Veja aqui o Diálogo entre Neo e o Arquiteto em Matrix Reloaded
O Arquiteto - Olá, Neo.
Neo - Quem é você?
O Arquiteto - Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, enquanto sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.
Neo - Por que eu estou aqui?
O Arquiteto - Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Enquanto isto continua sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.
Neo - Você não respondeu a minha pergunta.
O Arquiteto - Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.
(As reações de outros Predestinados aparecem nos monitores: Outros? Que Outros? Quantos? Responda-me!)
O Arquiteto - A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a sexta versão.
(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Cinco versões? Três? Eu tenho sido enganado também. Isso é mentira!)
Neo - Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe nada.
O Arquiteto - Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistemática, criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.
(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Você não pode me controlar! Dane-se! Vou matar você! Você não pode me obrigar a fazer nada!)
Neo - Escolha. O problema é escolha.
O Arquiteto - A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, era uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha. A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psiquê humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria, sem dúvidas, sua mãe.
Neo - O Oráculo.
O Arquiteto - Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Enquanto essa resposta funcionou, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistemática, que, se não for verificada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, enquanto uma minoria, se não forem verificados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.
Neo - Isto é sobre Zion.
O Arquiteto - Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes exterminados, sua existência inteira erradicada.
Neo - Mentira!
O Arquiteto - A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado excessivamente eficientes nisto.
O Arquiteto - A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclismática queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado à exterminação de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.
Neo - Você não vai deixar isso acontecer, você não pode. Você precisa dos humanos para sobreviver.
O Arquiteto - Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte de cada ser humano neste mundo
(O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.)
O Arquiteto - É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros viveram isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica. Amor.
(Imagens de Trinity lutando contra o Agente do sonho de Neo aparecem nos monitores)
Neo - Trinity.
O Arquiteto - A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.
Neo - Não!
O Arquiteto - O que nos trás, enfim, ao momento da verdade, onde a falha fundamental é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim. Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion. A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a ela, e ao final de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Eu já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar lógica e razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.
(Neo caminha em direção à porta a sua esquerda)
O Arquiteto - Esperança, a ilusão humana quintessencial, simultanteamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.
Neo - Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.
O Arquiteto - Isto não acontecerá.
Fonte: http://www.matrixbrasil.com.br/
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