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Domingo, Novembro 08, 2009
Internet prepara-se para era da Web 3.0, com buscas avançadas
Há algumas semanas, o Netflix, o serviço de aluguel de DVD por correio mais popular dos EUA, publicou um anúncio que chamava a atenção não só pelo valor envolvido, mas pelo desafio proposto. A empresa de Los Gatos, no Vale do Silício californiano, prometia dar US$ 1 milhão a quem desenvolver um método de busca mais eficiente do que o usado hoje.
Atualmente, o cliente que buscar no site da Netflix "Os Infiltrados", de Martin Scorsese, por exemplo, e decidir alugá-lo receberá a sugestão de levar também "Gangues de Nova York", "O Aviador", "Cassino" e "Os Bons Companheiros" (do mesmo diretor) e "The Good Shepherd" e "A Supremacia Bourne" (ambos com Matt Damon, ator de "Os Infiltrados").
A empresa considera que o atual mecanismo de busca é algo básico e primário. Propõe pagar mais de R$ 2,2 milhões a quem conseguir um algoritmo mais sofisticado. Quem procura "Os Infiltrados", violento longa policial indicado ao Oscar de domingo, pode se interessar por quais outros filmes? E se essa pessoa é um homem, de entre 30 e 40 anos, casado, morador de Washington (todos dados que a Netflix já possui)?
Mais: e se o cliente não dá a informação inicial ("Os Infiltrados"), mas descreve vagamente o que procura ("filme violento", "diretor consagrado", "baseado em Boston", "refilmagem de título oriental")?
O que empresas como a Netflix, mas também gigantes como a IBM e a Google, procuram é uma resposta a isso.
"A resposta", disse à Folha Nova Spivack, "é a Web 3.0". O termo, segundo o norte-americano, considerado o principal autor em semântica da rede, foi empregado pela primeira vez pelo jornalista John Markoff, num artigo do "New York Times" e logo incorporado e rejeitado com igual ardor pela comunidade virtual. (leia entrevista)
Seria a terceira onda. A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si; a Web 2.0 é a que o mundo vive hoje, em que os mecanismos de busca como Google e os sites de colaboração do internauta, como Wikipedia e YouTube, dão as cartas. A Web 3.0 seria a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet.
De que maneira? Daniel Gruhl, um dos diretores do Almaden IBM Research Center, exemplifica. Até agora, disse ele à Folha, a rede é como uma lista telefônica com bilhões de páginas. Um mecanismo de busca como o Google permite que o usuário pesquise o conteúdo de cada página --todos os Silva, para ficar na metáfora da lista-- e mesmo utilize a "busca avançada" para restringir um pouco mais os resultados --todos os Silva de São Paulo.
"A Web 3.0 organiza e agrupa essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta", afirma Gruhl --todos os Silva que torcem para o Corinthians, votaram no PSDB e são alérgicos a frutos-do-mar, digamos. Embora a tecnologia ainda esteja na fase de pesquisa, suas possibilidades comerciais são infinitas. E as empresas não estão cegas para isso.
Uma das provas é o próprio centro do qual Gruhl faz parte. Baseado em San José, também no Vale do Silício californiano, tem como função encontrar novos usos comerciais para a rede de computadores e prever quais serão as próximas tendências, os novos YouTube, por exemplo. Gruhl, um Ph.D. em engenharia eletrônica do MIT, é especializado em "compreensão das máquinas".
Tanto esse aspecto futurista das pesquisas quanto o próprio termo Web 3.0 são responsáveis pelo maior volume de crítica que a iniciativa recebe. A principal reação vem, obviamente, da blogosfera. Nos diários virtuais de especialistas detratores, a crítica mais comum é a de que "Web 3.0" nada mais é do que a tentativa de empacotar num termo "vendável" algo que ainda nem existe. "Eu aposto que o futuro é mais "inteligência humana" do que "inteligência artificial'", escreveu o expert Ross Mayfield.
Pesquisa divulgada no início da semana pela Weber Shandwick, uma unidade da Interpublic Group, uma das maiores empresas de publicidade e marketing do mundo, mostra que tais críticas não são unânimes. Segundo o levantamento, 86% dos 104 executivos das maiores empresas americanas ouvidos acreditam que a inovação trazida pela Web 3.0 será o setor que mais ganhará importância ao longo de 2007.
"O surgimento do consumidor com mais poder significa que as companhias não podem mais simplesmente falar de inovação como uma estratégia do futuro", disse Billee Howard, do planejamento da Weber Shandwick. "As empresas precisam procurar novas maneiras de implantar isso".
Fonte: Folha de São Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21656.shtml
Autor: SÉRGIO DÁVILA
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Uncovering Steve Jobs' Presentation Secrets
For his new book, communications coach Carmine Gallo watched hours of Jobs' keynotes. Here he identifies the five elements of every presentation by the Apple CEO
The Apple music event of Sept. 9, 2009, marked the return of the world's greatest corporate storyteller. For more than three decades, Apple (AAPL) co-founder and CEO Steve Jobs has raised product launches to an art form. In my new book, The Presentation Secrets of Steve Jobs: How to Be Insanely Great in Front of Any Audience, I reveal the techniques that Jobs uses to create and deliver mind-blowing keynote presentations.
Steve Jobs does not sell computers; he sells an experience. The same holds true for his presentations that are meant to inform, educate, and entertain. An Apple presentation has all the elements of a great theatrical production—a great script, heroes and villains, stage props, breathtaking visuals, and one moment that makes the price of admission well worth it. Here are the five elements of every Steve Jobs presentation. Incorporate these elements into your own presentations to sell your product or ideas the Steve Jobs way.
1. A headline. Steve Jobs positions every product with a headline that fits well within a 140-character Twitter post. For example, Jobs described the MacBook Air as "the world's thinnest notebook." That phrase appeared on his presentation slides, the Apple Web site, and Apple's press releases at the same time. What is the one thing you want people to know about your product? This headline must be consistent in all of your marketing and presentation material.
2. A villain. In every classic story, the hero fights the villain. In 1984, the villain, according to Apple, was IBM (IBM). Before Jobs introduced the famous 1984 television ad to the Apple sales team for the first time, he told a story of how IBM was bent on dominating the computer industry. "IBM wants it all and is aiming its guns on its last obstacle to industry control: Apple." Today, the "villain" in Apple's narrative is played by Microsoft (MSFT). One can argue that the popular "I'm a Mac" television ads are hero/villain vignettes. This idea of conquering a shared enemy is a powerful motivator and turns customers into evangelists.
3. A simple slide. Apple products are easy to use because of the elimination of clutter. The same approach applies to the slides in a Steve Jobs presentation. They are strikingly simple, visual, and yes, devoid of bullet points. Pictures are dominant. When Jobs introduced the MacBook Air, no words could replace a photo of a hand pulling the notebook computer out of an interoffice manila envelope. Think about it this way—the average PowerPoint slide has 40 words. In some presentations, Steve Jobs has a total of seven words in 10 slides. And why are you cluttering up your slides with too many words?
4. A demo. Neuroscientists have discovered that the brain gets bored easily. Steve Jobs doesn't give you time to lose interest. Ten minutes into a presentation he's often demonstrating a new product or feature and having fun doing it. When he introduced the iPhone at Macworld 2007, Jobs demonstrated how Google Maps (GOOG) worked on the device. He pulled up a list of Starbucks (SBUX) stores in the local area and said, "Let's call one." When someone answered, Jobs said: "I'd like to order 4,000 lattes to go, please. No, just kidding."
FONTE: http://www.businessweek.com/smallbiz/content/oct2009/sb2009106_706829.htm
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Quarta-feira, Outubro 07, 2009
Herbert Marcuse
Herbert Marcuse nasceu em Berlim em agosto de 1898, sendo de origem judaica, De sua juventude sabemos que participou em 1918 do movimento revolucionário spartakista; em 1925, já reconciliado na vida acadêmica (formou-se em filosofia por Berlim e Friburgo), publicou seu primeiro trabalho, um levantamento bibliográfico sobre Schiller. Estudos com Martin Heidegger levaram-no ao doutorado em filosofia em 1927, com uma tese sobre Hegel, a grande influência filosófica em seu pensamento. Esta tese, ampliada, transformar-se-ia em 1932 num erudito livro sobre Hegel e a história: A ontologia de Hegel e o fundamento de uma teoria da historicidade, o que lhe valeu ser feito assistente de Heidegger. Com a ascensão do nazismo, foge Marcuse em 1933 para Genebra, e em 1934 se instala nos Estados Unidos, ao lado dos sociólogos, também neo-hegelianos, Max Horkheimer e Theodor Wiesengrund Adorno. Começa então um longo período de pesquisas com estes dois, e com a equipe que constituía o centro da intelligentzia alemã exilada nos Estados Unidos por causa de Hitler: o “Institut Für SozialForschung”, o “Instituto de Pesquisas Sociais”. Desta época deixou-nos Marcuse enorme quantidade de ensaios que apresentam os germens das teses a serem desenvolvidas nos livros de sua maturidade: a preocupação com o desenvolvimento incontrolado da tecnologia, o racionalismo dominante nas sociedades modernas, os movimentos repressivos das liberdades individuais, o aniquilamento da Razão – e por Razão entende Marcuse o sentido hegeliano deste conceito, a possibilidade do homem desenvolver inteira e livremente suas potencialidades. Quais são essas potencialidades? É esta pergunta objeto também das pesquisas dos pensadores no "Instituto de Pesquisas Sociais". Também desta época são as concepções com as quais estes pensadores (mais tarde Adorno e Horkheimer serão conhecidos como líderes do “grupo de Frankfurt”, por ser esta cidade aquela onde, cessada a guerra, eles voltam a ensinar na Europa) abalam uma das teses fundamentais do marxismo: a revolução como responsabilidade histórica do proletariado. Para os membros do grupo de Frankfurt, o proletariado se perdeu ao permitir o surgimento de sistemas totalitário como o nazismo e o stalinismo por um lado, e a "indústria cultural" dos países capitalistas pelo outro lado. A "indústria cultural", termo criado por Adorno e Horkheimer em seu livro de 1947, a Dialética do Iluminismo, e o fenômeno que melhor conhecemos como "cultura de massa". Quem substitui os proletários? Aqueles cuja ascensão a sociedade moderna de modo algum permite, os miseráveis que o bem-estar geral não conseguiu incorporar, as minorias raciais, os outsiders.
Durante a segunda grande guerra ocupa Marcuse uma posição no Departamento de Estado americano (mais precisamente, foi de 1942 a 1950 chefe de seção nesta secretaria de governo dos Estados Unidos). Quando em 1950 Theodor Adorno e Max Horkheimer voltam para a Alemanha, Marcuse prefere não acompanhá-los, ficando como professor de Ciência Política na Universidade Brandeis. Serão publicados na década de 50 dois de seus mais importantes livros, o Eros e Civilização e o Marxismo Soviético. No primeiro tenta Marcuse mostrar que o homem pode ser feliz; no segundo, o pensador desmascara o sistema soviético, mostrando de que manei ra está o totalitarismo russo afastado das concepções humanísticas de Marx. Estas obras trazem uma certa fama para Marcuse, fama que se incentiva quando da publicação, em 1964, de Homem Unidimensional (o título português deste livro é Ideologia da Sociedade Industrial,) Em Homem Unidimensional Marcuse ataca violentamente todas as características repressivas e irracionais do estado pós-industrial moderno, o “Welfare State”, o Estado do Bem-Estar Social considerado por ele como o “Warfare State” – o Estado Beligerante. Em 1967 volta Marcuse á Europa, para um curso na Universidade Livre de Berlim. Nesta conhece Rudi Dutschke, líder estudantil alemão que muito se chega ao velho professor. Dutschke, formado em sociologia, fundamentará suas lutas sobre as idéias de Marcuse. O caos provocado na Alemanha pelo movimento de Dutschke é tão grande que em inícios de 1968 este sofre um atentado a bala, deixando-o moribundo por várias semanas (o atentado foi precedido por uma violenta campanha da imprensa dirigida pelo truste alemão dos jornais, as emprêsas Springer, que acusavam Dutschke de "baderneiro" e "irresponsável") . Devido a esta ligação de Dutschke com Marcuse, o nome do professor ganha rapidamente projeção internacional, projeção acentuada pela revolta francesa do mês de maio. Em junho de 1968 Marcuse volta à Alemanha para um debate com os estudantes que estavam amotinando Berlim. Não e um encontro fácil, e o velho filósofo sai do anfiteatro da Universidade Livre de Berlim debaixo de aplausos e vaias violentos. Nos Estados Unidos, Marcuse passa agora a lecionar na Universidade da Califórnia, sempre na cadeira de Filosofia e Ciência Política.
Tornando-se uma figura carismática malgré lui, desenrolam-se em torno de seu nome os mais estranhos incidentes. A Ku Klux-Klan ameaça-o de morte, chamando-o "asqueroso cão comunista". Mas a imagem que mais freqüentemente dele aparece na imprensa é a de um velho tranqüilo de roupa informal conversando amigavelmente com seus alunos. Os testemunhos que temos não desmentem essa imagem, nem sua filosofia.
As Idéias de Marcuse
Herbert Marcuse é um legítimo pensador alemão. O centro de sua filosofia é Hegel. Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em Stuttgart em 1770. Aos vinte anos, estudante em Tübingen, pôde Hegel entusiasmar-se, como toda a intelectualidade alemã se estava então entusiasmando, com a Revolução Francesa. A vida de Hegel é bastante tumultuada, mas apesar disso, veio o filósofo morrer em 1831 em posição de reconhecimento oficial (de 1829 a 1830 tinha sido Hegel reitor da Universidade de Berlim), Grandes dificuldades bloqueiam nosso acesso ao pensamento hegeliano. Diz-se que o filósofo escrevia seus livros duas vezes: da primeira todas as coisas eram ditas, esclarecendo o assunto. Da segunda vez o supérfluo era cortado do texto, ficando este denso, e pouco acessível. Verdade ou não, o fato é que de Hegel descendem correntes filosóficas as mais conflitantes. Marcuse toma em Hegel duas noções capitais, a idéia de “Razão” e a idéia de “Negatividade”. A Razão, como dissemos, é a faculdade humana que se manifesta no uso completo feito pelo homem de suas possibilidades. Não se pode compreender a “possibilidade” longe do conceito de “necessidade”. O que necessitamos? A necessidade nos dirige a certos objetos cuja falta sentimos. A possibilidade mede o raio de nosso alcance face a tais objetos. Se quero um apartamento mas não tenho dinheiro para comprá-lo, o objeto de minha necessidade é o apartamento, e a medida de minha possibilidade é o dinheiro que me falta. É muito fácil compreender como a falta de dinheiro representa um bloqueio falso, fictício, á satisfação de meu desejo. Na realidade posso ter o apartamento, mas certas convenções sociais, que respeito de modo mais ou menos acrítico, me impedem de possuí-lo. Ao mesmo tempo, se me interrogo a respeito da minha necessidade face ao apartamento, essa também se dissolve. O apartamento é um símbolo de status social, ou resultado de certas convenções visando ao gosto que seriam, em outras condições, muito discutíveis, e que nem sempre me possibilitam morar satisfatoriamente. A minha necessidade se revela, portanto, como uma falsa necessidade, assim como o bloqueio pela falta de dinheiro das minhas possibilidades era um bloqueio falso. Onde se encontram, então, minhas necessidades e minhas possibilidades? Como compreenderemos o que e Razão? Marcuse muito se preocupa com este problema ao longo de toda a sua obra, sempre polêmica.
Como pensador, Marcuse é, acima de tudo, hegeliano, ou seja, radicalmente dialético e crítico: a crítica ao modo de vida atual significa a manifestação de um dos lados daquela negatividade que Marcuse identificará como sendo o núcleo da dialética em Hegel (para Marcuse, a dialética sob forma triádica: tese, antitese e síntese é uma máscara sobre o que este conceito representava mesmo para Hegel). Como vê Marcuse a vida nas sociedades industriais modernas? Um fantasma atravessa estas sociedades: o nacionalismo. Para Marcuse, como antes dele para Adorno e Horkheimer, para Georg Lukács e mesmo para Marx, particularmente num de seus textos menos lidos e ainda menos compreendidos, particularmente nos últimos tempos: os “Fundamentos da Crítica à Economia Política”, o nacionalismo, a tendência das sociedades modernas à administração total, à tecnocracia burra, à planificação de todos os setores da vida tem sua origem no mercantilismo burguês. Para haver comércio e preciso haver dinheiro, e preciso que todas as coisas sejam reduzidas a uma medida comum, o dinheiro, a moeda. Essa quantificação manifestando-se nas relações interpessoais do homem atingirá, pouco a pouco, todas as regiões da vida humana. A apologia que hoje em dia se faz do “rigor” das ciências, da "precisão" de resultados que as modernas técnicas nos oferecem é compreendida por todos os pensadores acima citados como resultando em última análise da extensão do comércio a todos os setores da vida humana. A crítica ao nacionalismo, Marcuse a encontra em Marx, portanto.
E o Marcuse freudiano? Em Freud Marcuse encontra a possibilidade do homem ser feliz. Eros e Civilização tenta provar essa tese. O que faz o homem infeliz é que o mundo bloqueia a realização de seus desejos. Esta oposição do mundo a nós foi chamada por Freud “princípio da realidade”. Será este princípio superável? Como superá-lo? Para Marcuse, o princípio da realidade resulta de condições históricas específicas, isto é, a infelicidade é um fenômeno in- separável de determinadas situações sociais. Assim sendo, quando atingirmos a situação social correta, o homem poderia ser feliz. Quando será? No “Império da Razão”. Em Eros e Civilização Marcuse nos mostrará que o homem guarda lembranças profundas de uma possibilidade da felicidade, lembrança presente nos mitos de Orfeu e Narciso.
Mas Eros e Civilização ainda se encontra numa região mais ou menos metafísica do pensamento. A descida para o concreto se faz na Ideologia da Sociedade Industrial. Neste livro Marcuse repete a crítica ao racionalismo (irracional, pois não fundado na verdadeira Razão) da sociedade moderna, e tenta ao mesmo tempo esboçar o caminho que poderá nos afastar dele. O caminho será, por um aspecto, a contestação da sociedade pelos marginais que a sociedade desprezou ou não conseguiu beneficiar. Será por outro aspecto o desenvolvimento extremo da tecnologia, que deverá ter, segundo Marx e Marcuse, efeitos revolucionários. Quais são estes efeitos? O problema da sociedade moderna é a invasão da mentalidade mercantilista e quantificadora a todos os domínios do pensamento. Essa mentalidade se representa economicamente pelo valor de troca, ligado de modo íntimo aos processos de alienação do homem. E, segundo Marx na sua obra referida, os Fundamentos, com o desenvolvimento extremo da tecnologia “a forma de produção assente no valor de troca sucumbirá”. A sociedade moderna, sentindo, que sua base a tecnologia - contém seu rompimento, age repressivamente para evitar este avanço extremo. Será este reprimido? Marcuse espera que não, e também esperamos nós.
Escola de Frankfurt: Luzes e Sombras do Iluminismo OLGARIA C.F. MATOS
Bibliografia:
Marcuse, Vida e Obra – Francisco Antônio Doria – José Álvaro Editor S.A. / Paz e Terra – Rio de Janeiro, Guanabara, 1974
Os Pensadores - Benjamin, Habermas, Horkheimer, Adorno - Consultoria Paulo Eduardo Arantes - Ed. Abril Cultural
CRONOLOGIA
1892 – Em Berlim, nasce Walter Benjamin.
1914 – Tem início a Primeira Guerra Mundial.
1918 – Benjamin gradua-se na Universidade de Berna com a dissertação sobre a Noção de Crítica de Arte no Primeiro Romantismo.
1921 - Adorno conhece Max Horkheimer, ao qual se liga por profunda amizade.
1924 – Fundação do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt.
1928 – Benjamin vê rejeitada sua tese sobre As Origens da Tragédia Barroca na Alemanha.
1929 – Nasce Jürgen Habermas.
1933 – O Instituto de Pesquisas Sociais transfere-se para Genebra.
1936 – Benjamin publica em francês A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica.
1938 – Adorno viaja para os Estados Unidos.
1939 – Publica Fragmentos sobre Wagner. Eclode a Segunda Guerra Mundial.
1940 – Benjamin suicida-se. No mesmo ano, são publicadas suas Teses sobre a Filosofia da História.
1947 – Adorno e Horkheimer empregam pela primeira vez o termo indústria cultural.
1950 – Reorganização do Instituto de Pesquisas Sociais, na Alemanha. Adorno publica seu estudo sobre a Personalidade Autoritária.
1951 – Horkheimer pronuncia conferências Sobre o Conceito de Razão.
1954 – Habermas I licencia-se com uma tese sobre Schelling: O Absoluto I e a História.
1955 – Publicação do original alemão de A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica, de Benjamin.
1956 – Adorno publica Para a Metacrítica da Teoria do Conhecimento – Estudos sobre Husserl e as Antinomias Fenomenológicas.
1959 – Habermas colabora com Adorno.
1956 – Adorno publica Para a Metacrítica da Teoria do Conhecimento - Estudos sobre Husserl e as Antinomias Fenomenológicas.
1958 – 1965 – Publica os Ensaios de Literatura I, II e III. 1961 - Inicia a Teoria Estética.
1962 - Publicação de Evolução Estrutural da Vida Pública, tese de doutoramento de Habermas.
1963 - Habermas publica Teoria e Práxis.
1966 - Adorno publica a Dialética Negativa.
1968 - Conclui a primeira versão da Teoria Estética. Habermas publica Técnica e Ciência como “Ideologia”, e transfere-se para Nova York.
1969 - A 6 de agosto, com 66 anos, falece Theodor Wiesengrund-Adorno.
1973 - A 9 de julho, com 78 anos de idade, morre Max Horkheimer.
Links Úteis:
Herbert Marcuse - Theorists and Critics - Vários trabalhos em inglês, com ênfase a "One-Dimensional Man", publicado em português sob o título "Ideologia da Sociedade Industrial" - http://www.popcultures.com/theorists/marcuse.html
The Herbert Marcuse Internet Archive - Com vasto acervo sobre o Autor, sempre em inglês. - http://www.marxists.org/reference/archive/marcuse/index.htm
Herbert Marcuse, by Douglas Kellner - Uma biografia interessantíssima, em inglês.- http://www.uta.edu/english/dab/illuminations/kell12.html
Introdution to The Frankfurt School - Como diz, uma introdução aos teóricos e ao pensamento da Escola de Frankfurt. Em inglês. - http://home.cwru.edu/~ngb2/Pages/Intro.html
O Que é a Escola de Frankfurt - Fundamentos da Teoria Crítica e breves biografias dos principais epígonos. Em português. - http://pessoal.portoweb.com.br/jzago/frankfurt.htm
Teoria Crítica e Educação - Em elaboração, mas com um projeto sólido e coerente! - http://orbita.starmedia.com/~escola_de_frankfurt/
FONTE: http://www.culturabrasil.pro.br/frankfurt.htm
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Horkeimer: ciência e totalitarismo (Escola de Frankfurt PARTE 3)
A expressão “teoria crítica” é empregada para designar o conjunto das concepções da Escola de Frankfurt. Horkheimer delineia seus traços principais, tomando como ponto de partida o marxismo e opondo-se àquilo que ele designa pela expressão “teoria tradicional”. Para Horkheimer, o típico da teoria marxista é, por um lado, não pretender qualquer visão concludente da totalidade e, por outro, preocupar-se com o desenvolvimento concreto do pensamento. Desse modo, as categorias marxistas não são entendidas como conceitos definitivos, mas como indicações para investigações ulteriores, cujos resultados retroajam sobre elas próprias. Quando se vale, nos mais diversos contextos, da expressão “materialismo” Horkheimer não repete ou transcreve simplesmente o material codificado nas obras de Marx e Engels, mas reflete esse materialismo segundo a óptica dos momentos subjetivos e objetivos que devem entrar na interpretação desses autores.
Por teoria tradicional Horkheimer entende uma certa concepção de ciência resultante do longo processo de desenvolvimento que remonta ao Discurso do Método de Descartes (1596-1650). Descartes – diz Horkheimer – fundamentou o ideal de ciência como sistema dedutivo, no qual todas as proposições referentes a determinado campo deveriam ser ligadas de tal modo que a maior parte delas pudesse ser derivada de algumas poucas. Estas formariam os princípios gerais que tornariam mais completa a teoria, quanto menor fosse seu número. A exigência fundamental dos sistemas teóricos construídos dessa maneira seria a de que todos os elementos assim ligados o fossem de modo direto e não contraditório, transformando-se em puro sistema matemático de signos. Por outro lado, a teoria tradicional encontrou amplas justificativas para um tal tipo de ciência no fato de que os sistemas assim construído construídos são extremamente aptos à utilização operativa, isto é, sua aplicabilidade prática é muito vasta.
Horkheimer admite a legitimidade e a validez de tal concepção, reconhecendo o quanto ela contribuiu para o controle técnico da natureza, transformando-se, como diz Marx, em “força produtiva imediata”. Mas o reverso da moeda é negativo. Para Horkheimer, o trabalho do especialista, dentro dos moldes da teoria tradicional, realiza-se desvinculado dos demais, permanecendo alheio à conexão global dos setores da produção. Nasce assim a aparência ideológica de uma autonomia dos processos de trabalho, cuja direção deve ser deduzida da natureza interna de seu objeto. O pensamento cientificista contenta-se com a organização da experiência, a qual se dá sobre a base de determinadas atuações sociais, mas o que estas significam para o todo social não entra nas categorias da “teoria tradicional”. Em outros termos, a teoria tradicional não se ocupa da gênese social dos problemas, das situações reais nas quais a ciência é usada e dos escopos para os quais é usada. Chega-se, assim, ao paradoxo de que a ciência tradicional, exatamente porque pretende o maior rigor para que seus resultados alcancem a maior aplicabilidade prática, acaba por se tornar mais abstrata, muito mais estranha à realidade (enquanto conexão mediatizada da práxis global de uma época) do que a teoria crítica. Esta, dando relevância social à ciência, não conclui que o conhecimento deva ser pragmático; ao contrário, favorece a reflexão autônoma, segundo a qual a verificação prática de uma idéia e sua verdade não são coisas idênticas.
A teoria crítica ultrapassa, assim, o subjetivismo e o realismo da concepção positivista, expressão mais acabada da teoria tradicional. O subjetivismo, segundo Horkheimer, apresenta-se nitidamente quando os positivistas conferem preponderância explícita ao método, desprezando os dados em favor de uma estrutura anterior que os enquadraria. Por outro lado, mesmo quando os positivistas atribuem maior peso aos dados, esses acabam sendo selecionados pela metodologia utilizada I utilizada. E esta atribui maior relevo a determinados i nados aspectos dos dados, em detrimento mento de outros.
A teoria crítica, ao contrário, pretende ultrapassar tal subjetivismo, visando a descobrir o conteúdo cognoscitivo da práxis histórica. Os fatos sensíveis, por exemplo, vistos pelos positivistas como possuidores de um valor irredutível, são, para Horkheimer, “pré-formados socialmente de dois modos: pelo caráter histórico de objeto percebido e pelo caráter histórico do órgão que percebe”.
Outros elementos de crítica ao positivismo, sobretudo os aspectos políticos nele envolvidos, encontram-se em uma conferência de Horkheimer, em 1951, com o título Sobre o Conceito de Razão. Nessa conferência, ele afirma que o positivismo caracteriza-se por conceber um tipo de razão subjetiva, formal e instrumental, cujo único critério de verdade é seu valor operativo, ou seja, seu papel na dominação do homem e da natureza. Desse ponto de vista, os conceitos não mais expressam, como tais, qualidades das coisas, mas servem apenas para a organização de um material do saber para aqueles que podem dispor habitualmente dele; assim, os conceitos são considerados como meras abreviaturas de muitas coisas singulares, como ficções destinadas a melhor sujeitá-las; já não são subjugados mediante um duro trabalho concreto, teórico e político, político, mas exemplificados ficados abstrata e sumariamente, através daquilo que se poderia chamar um decreto filosófico. Dentro dessas coordenadas, a razão desembaraça-se da reflexão sobre os fins e torna-se incapaz de dizer que um sistema político ou econômico é irracional. Por cruel e despótico que ele possa ser, contanto que funcione, a razão positivista o aceita e não deixa ao homem outra escolha a não ser a resignação. A teoria justa, ao contrário escreve Horkheimer, “nasce da consideração dos homens de tempos em tempos, vivendo sob condições determinadas e que conservam sua própria vida com a ajuda dos instrumentos de trabalho”. Ao considerar que a existência social age como determinante da consciência, a teoria crítica não está anunciando sua visão do mundo, mas diagnosticando uma situação que deveria ser superada.
Em suma, a teoria crítica de Horkheimer pretende que os homens protestem contra a aceitação resignada da ordem total totalitária. A “razão polêmica” de Horkheimer, ao se opor à razão instrumental e subjetiva dos positivistas, não evidencia somente uma divergência de ordem teórica. Ao tentar superar a razão formal positivista, Horkheimer não visa suprimir a discórdia entre razão subjetiva e objetiva através de um processo puramente teórico. Essa dissociação somente desaparecerá quando as relações entre os seres humanos, e destes com a natureza, vierem á configurar-se de maneira diversa da que se instaura na dominação. A união das duas razões exige o trabalho da totalidade social, ou seja, a práxis histórica.
Habermas: tecnicismo e ideologia
Jürgen Habermas desenvolve sua teoria no mesmo sentido de Horkheimer. Para ele, a teoria deve ser crítica, engajada nas lutas políticas do presente, e construir-se em nome do futuro revolucionário para o qual trabalha; é exame teórico e crítico da ideologia, mas também crítica revolucionária do presente.
O projeto filosófico de Habermas pode ser sintetizado em termos de uma crítica do positivismo e, sobretudo, da ideologia dele resultante, ou seja, o tecnicismo. Para Habermas, o tecnicismo é a ideologia que consiste na tentativa de fazer funcionar na prática, e a qualquer custo, o saber científico e a técnica que dele possa resultar. Nesse sentido, pode-se falar de um imbricamento entre ciência e técnica, pois esta, embora dependa da primeira, retroage sobre ela, determinando seus rumos. Essa vinculação, mostra Habermas, é particularmente sensível nos Estados Unidos (na URSS, por suposição ocorreria algo análogo), onde a Secretaria de Defesa e a NASA são os mais importantes comanditários em matéria de pesquisa científica. Na medida em que se considera o complexo militar industrial, particularmente observável nos Estados Unidos, e na medida em que se releva aquela comandita, tem-se como conseqüência um novo complexo que poderia ser referido como complexo ciência-técnica-indústria-exércitoadministração. Nesse complexo, o processo de mútua vinculação entre ciência e técnica amplia-se tornando-se um processo generalizado de realimentação recíproca que Habermas compara a um sistema de vasos comunicantes. Desse modo, ciência e técnica tornam-se a primeira fora produtiva, subordinando todas as demais: Para Habermas, “são os cientistas e os técnicos que, graças a seu saber daquilo que ocorre num mundo não vivido de abstrações e de deduções, adquiriram imensa e crescente potência (...), dirigindo e modificando 0 mundo no qual os homens possuem, simultaneamente, o privilégio e a obrigação de viverem”. Assim, esse contexto, não apenas técnico-científico, mas também econômico-político , passa a ser a conotação da técnica. Nesse sentido, o autor ataca a ilusão objetivista das ciências. Contra a ilusão da teoria pura, Habermas procura trazer à tona as raízes antropológicas da prática teórico-científica e evidenciar os interesses, que estão no princípio do conhecimento, particularmente do conhecimento científico.
No plano da filosofia social, Habermas critica o objetivismo ontológico e contemplativo da filosofia teórica tradicional. Para ele, em nenhum caso a filosofia poderia ser propriamente uma ciência exata, e as pretensões que ela pode (e poderá) manifestar nesse sentido não fazem senão testemunhar sua contaminação pelo objetivismo positivista das ciências; nesse contexto ela não é mais que uma especial idade entre outras, no seio da instituição universitária, colocando-se “junto às ciências” e afastada das preocupações de um público leigo, devido a seus refinamentos teóricos.
A crítica do positivismo científico e filosófico, empreendida por Habermas, é inseparável de sua luta contra o objetivismo tecnocrático. O positivismo e o tecnicismo não passam, para ele, de duas faces da mesma e ilusória moeda ideológica: tanto um, como outro, não seriam mais que “manchas turvas no horizonte da racionalidade”.
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Benjamim: cinema e revolução (Escola de Frankfurt PARTE 2)
Os múltiplos interesses dos pensadores de Frankfurt e o fato de não constituírem uma escola no sentido tradicional do termo, mas uma postura de análise crítica e uma perspectiva aberta para todos os problemas da cultura do século XX, torna difícil a sistematização de seu pensamento. Pode-se, no entanto, salientar alguns de seus temas, chegando-se a compor um quadro de suas principais idéias. De Walter Benjamin, devem-se destacar reflexões sobre as técnicas ficas de reprodução da obra de arte, particularmente do cinema, e as conseqüências sociais e políticas resultantes; de Adorno, o conceito de “indústria cultural” e a função da obra de arte; de Horkheimer, os fundamentos epistemológicos da posição filosófica de todo o grupo de Frankfurt, tal como se encontram formulados em sua “teoria crítica”; e, finalmente, de Habermas, as idéias sobre a ciência e a técnica como ideologia.
Benjamin tinha seu ensaio A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução na conta de primeira grande teoria materialista da arte. O ponto central desse estudo encontra-se na análise das causas e conseqüências da destruição da “aura” que envolve as obras de arte, enquanto objetos individualizados e únicos. Com o progresso das técnicas de reprodução, sobretudo do cinema, a aura, dissolvendo-se nas várias reproduções do original, destituiria a obra de arte de seu status de raridade. Para Benjamin, a partir do momento em que a obra fica excluída da atmosfera aristocrática e religiosa, que fazem dela uma coisa para poucos e um objeto de culto, a dissolução da aura atinge dimensões sociais. Essas dimensões seriam resultantes da estreita relação existente entre as transformações técnicas da sociedade e as modificações da percepção estética. A perda da aura e as conseqüências sociais resultantes desse fato são particularmente sensíveis no cinema, no qual a reprodução de uma obra de arte carrega consigo a possibilidade de uma radical mudança qualitativa na relação das massas com a arte. Embora o cinema diz Walter Benjamin exija o uso de toda a personalidade idade viva do homem, este priva-se de sua aura. Se, no teatro, a aura de um Macbeth, por exemplo, liga-se indissoluvelmente à aura do ator que o representa, tal como essa aura é sentida pelo público, fico, o mesmo não acontece no cinema, no qual a aura dos intérpretes desaparece com a substituição do público pelo aparelho. Na medida em que o ator se torna acessória da cena, não é raro que os próprios acessórios desempenhem o papel de atores.
Benjamin considera ainda que a natureza vista pelos olhos difere da natureza vista pela câmara, e esta, ao substituir o espaço onde o homem age conscientemente por outro onde sua ação é inconsciente, possibilita a experiência do inconsciente visual, do mesmo modo que a prática psicanalítica possibilita a experiência do inconsciente instintivo. Exibindo, assim, a reciprocidade de ação entre a matéria e o homem, o cinema seria de grande valia para um pensamento materialista. Adaptado adequadamente ao proletariado que se prepararia para tomar o poder, o cinema tornar-se-ia, em conseqüência, portador de uma extraordinária esperança histórica.
Em suma, a análise de Benjamin mostra que as técnicas de reprodução das obras de arte, provocando a queda da aura, promovem a liquidação do elemento tradicional da herança cultural; mas, por outro lado, esse processo contém um germe positivo, na medida em que possibilita I outro relacionamento das massas com a arte, dotando-as de um instrumento eficaz de renovação das estruturas sociais. Trata-se de uma postura otimista, que foi objeto de reflexão crítica por parte de Adorno.
Adorno: a indústria cultural
Para Adorno, a postura otimista de Benjamin no que diz respeito à função possivelmente revolucionária do cinema desconsidera certos elementos fundamentais, que desviam sua argumentação para conclusões ingênuas. Embora devendo a maior parte de suas reflexões a Benjamin, Adorno procura mostrar a falta de sustentação de suas teses, na medida em que elas não trazem à luz o antagonismo que reside no próprio interior do conceito de “técnica”. Segundo Adorno, passou despercebido a Benjamin que a técnica se define em dois níveis: primeiro “enquanto qualquer coisa determinada intra-esteticamente” e, segundo, “enquanto desenvolvimento exterior às obras de arte”. O conceito de técnica não deve ser pensado de maneira absoluta: ele possui uma origem histórica e pode desaparecer. Ao visarem à produção em série e à homogeneização, as técnicas de reprodução sacrificam a distinção entre o caráter da própria obra de arte e do sistema social. Por conseguinte, se a técnica passa a exercer imenso poder sobre a sociedade, tal ocorre, segundo Adorno, graças, em grande parte, ao fato de que as circunstâncias que favorecem tal poder são arquitetadas pelo poder dos economicamente mais fortes sobre a própria sociedade. Em decorrência, a racionalidade da técnica identifica-se com a racionalidade do próprio domínio. Essas considerações evidenciariam que, não só o cinema, como também o rádio, não devem ser tomados como arte. “O fato de não serem mais que negócios – escreve Adorno – basta-lhes como ideologia”.Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Tal exploração Adorno chama de “indústria cultural”.
O termo foi empregado pela primeira vez em 1947, quando da publicação da Dialética do Iluminismo, de Horkheimer e Adorno. Este último, numa série de conferências radiofônicas, pronunciadas em 1962, explicou que a expressão “indústria cultural” visa a substituir “cultura de massa”, pois esta induz ao engodo que satisfaz os interesses dos detentores dos veículos de comunicação de massa. Os defensores da expressão “cultura de massa” querem dar a entender que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas. Para Adorno, que diverge frontalmente dessa interpretação, a indústria cultural, ao aspirar à integração vertical de seus consumidores, não apenas adapta seus produtos ao consumo das massas, mas, em larga medida, determina o próprio consumo. Interessada nos homens apenas enquanto consumidores ou empregados, a indústria cultural reduz a humanidade, em seu conjunto, assim como cada um de seus elementos, às condições que representam seus interesses. A indústria cultural traz em seu bojo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel específico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema. AI fada à ideologia capital capitalista, e sua cúmplice ice, a indústria cultural contribui eficazmente para falsificar as relações entre os homens, bem como dos homens com a natureza, de tal forma que o resultado final constitui uma espécie de antiiluminismo. Considerando-se diz Adorno que o iluminismo tem como finalidade libertar os homens do medo, tornando-os senhores e liberando o mundo da magia e do mito, e admitindo-se que essa finalidade pode ser atingida por meio da ciência e da tecnologia, tudo levaria a crer que o iluminismo instauraria o poder do homem sobre a ciência e sobre a técnica. Mas ao invés disso, liberto do medo mágico, o homem tornou-se vítima de novo engodo: o progresso da dominação técnica. Esse progresso transformou-se em poderoso instrumento utilizado pela indústria cultural para conter o desenvolvimento da consciência das massas. A indústria cultural nas palavras do próprio Adorno “impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente”. O próprio ócio do homem é utilizado pela indústria cultural com o fito de mecanizá-lo, de tal modo que, sob o capital capitalismo, em suas formas mais avançadas, a diversão e o lazer tornam-se um prolongamento do trabalho. Para Adorno, a diversão é buscada pelos que desejam esquivar-se ao processo de trabalho mecanizado para colocar-se, novamente, em condições de se submeterem a ele. A mecanização conquistou tamanho poder sobre o homem, durante o tempo livre, e sobre sua felicidade, determinando tão completamente a fabricação dos produtos para a distração, que o homem não tem acesso senão a cópias e reproduções do próprio trabalho. O suposto conteúdo não é mais que uma pálida fachada: o que realmente lhe é dado é a sucessão automática de operações reguladas. Em suma, diz Adorno, “só se pode escapar ao processo de trabalho na fábrica e na oficina, adequando-se a ele no ócio”.
Tolhendo a consciência das massas e instaurando o poder da mecanização sobre o homem, a indústria cultural cria condições cada vez mais favoráveis para a implantação do seu comércio fraudulento, no qual os consumidores são continuamente enganados em relação ao que lhes é prometido mas não cumprido. Exemplo disso encontra-se nas situações eróticas apresentadas pelo cinema. Nelas, o desejo suscitado ou sugerido pelas imagens, ao invés de encontrar uma satisfação correspondente à promessa nelas envolvida, acaba sendo satisfeito com o simples elogio da rotina. Não conseguindo, como pretendia, escapar a esta última, o desejo divorcia-se de sua realização que, sufocada e transformada em negação, converte o próprio desejo em privação: A indústria cultural não sublima o instinto sexual, como nas verdadeiras obras de arte, mas o reprime e sufoca. Ao expor sempre como novo 0 objeto de desejo (o seio sob o suéter ou o dorso nu do herói desportivo), a indústria cultural não faz mais que excitar o prazer preliminar não sublimado que, pelo hábito da privação, converte-se em conduta masoquista. Assim, prometer e não cumprir, ou seja, oferecer e privar, são um único e mesmo ato da indústria cultural. A situação erótica, conclui Adorno, une “à alusão e à excitação, a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto”. Tal advertência evidencia como a indústria cultural administra o mundo social.
Criando “necessidades” ao consumidor (que deve contentar-se com o que lhe é oferecido), a indústria cultural organiza-se para que ele compreenda sua condição de mero consumidor, ou seja, ele é apenas e tão-somente um objeto daquela indústria. Desse modo, instaura-se a dominação natural e ideológica. Tal dominação, como diz Max Jiménez i Jiménez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela indústria cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas”, constituiria um espaço hermeticamente fechado. Nele, todas as tentativas de liberação estão condenadas ao fracasso.
Contudo, Adorno não desemboca numa visão inteiramente pessimista, e procura mostrar que é possível encontrar-se uma via de salvação. Esse tema aparece desenvolvido em sua última obra, intitulada Teoria Estética.
Recomendado:
Dialética do Esclarecimento THEODOR WIESENGRUND ADORNO MAX HORKHEIMER
A obra de arte e a práxis
Em Teoria Estética nas palavras do comentador Kothe “Adorno oscila entre negar a possibilidade de produzir arte depois de Auschwitz e buscar nela refúgio ante um mundo que o chocava, mas que ele não podia deixar de olhar e denominar”. Essa postura foi extremamente criticada pelos movimentos de contestação radical, que o acusavam de buscar refúgio na pura teoria ou na criação artística, esquivando-se assim da práxis política. A seus detratores, Adorno responde que, embora plausível para muitos, o argumento de que contra a totalidade bárbara não surtem efeito senão os meios bárbaros, na verdade não releva que, apesar disso, atinge-se um valor limite. A violência que há cinqüenta anos podia parecer legítima àqueles que nutrissem a esperança abstrata e a ilusão de uma transformação total está, após a experiência do nazismo e do horror stalinista, inextricavelmente imbricada naquilo que deveria ser modificado: “ou a humanidade renuncia à violência da lei de talião, ou a pretendida práxis política radical renova o terror do passado”.
Criticando a práxis brutal da sobrevivência, a obra de arte, para Adorno, apresenta-se, socialmente, como antítese da sociedade, cujas antinomias e antagonismos nela reaparecem como problemas internos de sua forma. Por outro lado, entre autor, obra e público, a obra adquire prioridade epistemológica, afirmando-se como ente autônomo. Esse duplo caráter vincula-se à própria natureza desdobrada da arte, que se constitui como aparência. Ela é aparência por sua diferença em relação à realidade, pelo caráter aparente da realidade que pretende retratar, pelo caráter aparente do espírito do qual ela é uma manifestação; a arte é até mesmo aparência de si própria na medida em que pretende ser o que não pode ser: algo perfeito num mundo imperfeito, por se apresentar como um ente definitivo, quando na verdade é algo feito e tornado como é.
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Marcuse, Adorno, Horkheimer, Benjamin e Habermas - Teóricos de Frankfurt (Escola de Frankfurt PARTE 1)
Num dia qualquer de 1940, no lado espanhol da fronteira entre a França e a Espanha, um funcionário da alfândega, cumprindo ordens superiores, impediu a entrada de um grupo de intelectuais alemães que fugia da Gestapo, a temível corporação nazista. Um dos integrantes do grupo, homem de quarenta e oito anos de idade, que estampava no rosto sinais de profunda melancolia, mas ao mesmo tempo transmitia a impressão de um intelecto privilegiado, não resistiu à tensão psicológica e suicidou-se.
O fato poderia ser visto apenas à luz da psicologia individual, mas na verdade transcende esses limites e adquire dimensão social e cultural mais ampla. O intelectual em questão era Walter Benjamin, um dos principais representantes da chamada Escola de Frankfurt.
As idéias dessa corrente de pensamento encontram-se, em grande parte, nas páginas da Revista de Pesquisa Social, um dos documentos mais importantes para a compreensão do espírito europeu do século XX. Seus colaboradores estiveram sempre na primeira linha da reflexão crítica sobre os principais aspectos da economia, da sociedade e da cultura de seu tempo; em alguns casos chegaram mesmo a participar da militância política. Por tudo isso, foram alvo de perseguição dos meios conservadores, responsáveis pela ascensão e apogeu dos regimes totalitários europeus da época.
Fundado em 1924, o Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt, do qual a revista era porta-voz, foi obrigado, com a ascensão ao poder na Alemanha do nacional-socialismo, em 1933, a transferir-se para Genebra, depois para Paris, e, finalmente, para Nova York. Nesta cidade a revista passou a ser publicada com o título de Estudos de filosofia e Ciências Sociais. Com a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial, os principais diretores da revista puderam regressar à Alemanha e reorganizar o Instituto em 1950.
Alfred Schmidt, que se dedicou à investigação da importância e da influência da Revista de Pesquisa Social, afirma que nela se fundem, de maneira única, a autonomia intelectual, a análise crítica e o protesto humanístico. Os colaboradores da revista opunham-se aos periódicos e instituições de caráter acadêmico, desenvolvendo um pensamento comum nesse sentido, sem que isso, contudo, anulasse interesses e orientações individuais e, sobretudo, sem que fossem postas de lado as exigências de rigor científico. Gian Enrico Rusconi, outro estudioso da Escola de Frankfurt, chama a atenção para o fato de que o pensamento desse grupo não pode ser compreendido sem ser vinculado à tradição da esquerda alemã. Para Rusconi, o significado histórico e político das reflexões encontradas na Revista de Pesquisa Social reside em sua continuidade em relação ao marxismo e à ciência social anticapitalista Essa posição teórica foi desenvolvida tendo como pano de fundo as experiências terríveis e contraditórias da república de Weimar, do nazismo, do estalinismo e da guerra fria. Ainda segundo Rusconi, a “teoria crítica” , como costuma ser chamado o conjunto dos trabalhos da Escola de Frankfurt, é uma expressão da crise teórica e política do século XX, refletindo sobre os seus problemas com uma radicalidade sem paralelo. Por isso, os trabalhos de seus pensadores exerceram grande influência, direta em alguns casos, indireta noutros, sobre os movimentos estudantis, sobretudo na Alemanha e nos Estados Unidos, nos fins da década de 60.
A história desse grupo de pensadores pode ser iniciada com a fundação do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, sob direção de Carl Grünberg, que permaneceu no cargo até 1927. Grünberg abria o primeiro número do Arquivo de História do Socialismo e do Movimento Operário (publicação que fundou em 1911), salientando a necessidade de não se estabelecer privilégio especial para esta ou aquela concepção, orientação científica ou opinião de partido. Grünberg estava convencido de que qualquer unidade de pontos de vista entre os colaboradores prejudicaria os fins críticos e intelectuais da própria iniciativa. Posteriormente, já na direção da Revista de Pesquisa Social, ele próprio se consideraria um marxista, mas entendendo essa posição não em seu sentido apenas político-partidário, mas em seu significado científico; o conceito “marxismo” servia-lhe para descrição de um sistema econômico, de uma determinada cosmovisão e de um método de pesquisa bem definido. Essa postura inicial de Grünberg – vinculada a uma “escola” de pensamento, mas ao mesmo tempo entendendo-a em sua dimensão crítica e como perspectiva aberta – constitui, de modo geral, a tônica do pensamento dos elementos do grupo de Frankfurt.
Entre os colaboradores da Revista, contam-se figuras muito conhecidas de um público mais amplo, como Herbert Marcuse (1898-1979), autor de Eros e Civilização e O Homem Unidimensional (ou Ideologia da Sociedade Industrial), e Erich Fromm (1900-1980), que se dedicou a estudos de psicologia social, nos quais procura vincular a psicanálise criada por Freud (1856-1939) às idéias marxistas. Outros são menos conhecidos, como Siegfried Kracauer, autor de um clássico estudo sobre o cinema alemão (De Caligari a Hitler), ou Leo Löwenthal, que se dedicou a reflexões estéticas e de sociologia da arte. Ao grupo da Revista pertenceram também Wittfogel, F. Pollock e Grossmann, autores de importantes estudos de economia política.
Os homens e suas obras
Entre todos os elementos vinculados ao grupo de Frankfurt, salientam Tentam-se, por razões d diversas, os nomes de Walter Benjamin, Theodor Wiesengrund-Adorno e Max Horkheimer, aos quais se pode ligar o pensamento de Jürgen Habermas. Esses autores formaram um grupo mais coeso e em suas obras encontra-se um pensamento dotado de maior unidade teórica.
Os traços biográficos e o perfil humano de Walter Benjamin são os mais conhecidos entre esses quatro pensadores de Frankfurt; sua morte, quando era ainda relativamente moço (48 anos) e em circunstâncias trágicas, deixou marca indelével entre os amigos, fazendo com que surgissem muitos depoimentos sobre sua vida e sobre sua personalidade. Para Adorno, Walter Benjamin era a personalidade mais enigmática do grupo, seus interesses eram freqüentemente contraditórios e sua conduta oscilava entre a intransigência quase ríspida e a polidez oriental. Essa maneira de ser aparentava mais o temperamento vibrante de um artista do que a tranqüilidade e a frieza racional, normalmente esperadas de um filósofo. Seu pensamento parecia nascer de um impulso de natureza artística, que, transformado em teoria como diz ainda Adorno “liberta-se da aparência e adquire incomparável dignidade: a promessa de felicidade”.
Outro depoimento que enriquece de significados o perfil intelectual e humano de Walter Benjamin é o de Gerschom Scholem, seu companheiro desde a juventude: Scholem o conheceu na primavera de 1915, quase um ano após o começo da Primeira Guerra Mundial, e relata que nessa época ficou impressionado com a profunda sensação de melancolia de que o amigo parecia estar permanentemente possuído.
Walter Benjamin nasceu em Berlim, em 1892, de ascendência israelita. Seus estudos superiores foram iniciados em 1913 e realizados em várias universidades, nas quais sempre exerceu intensa atividade política e cultural entre os colegas. Em 1917, casou-se e passou a viver em Berna (Suíça), em cuja universidade apresentou uma dissertação acadêmica intitulada O Conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão. Em 1921, publicou uma tradução dos Quadros Parisienses de Baudelaire (1821-1867) e no ano seguinte o poeta e dramaturgo Hugo Von Hofmannsthal (1874-1929) o convidou para publicar na revista que dirigia (Novas Contribuições Alemãs) seu primeiro grande ensaio: As “Afinidades Eletivas” de Goethe. Em 1928, Walter Benjamin viu truncadas suas esperanças de uma carreira universitária, quando a universidade de Frankfurt recusou sua tese: As Origens da Tragédia Barroca na Alemanha. Para assegurar a sobrevivência, passou então a dedicar-se à crítica jornalística e a traduções, escrevendo ainda numerosos ensaios. Nessa época, fez uma das mais perfeitas traduções em língua alemã que se conhece: À Procura do Tempo Perdido, de Proust (1871-1922). Além disso, projetou uma grande obra de filosofia da história, cujo título deveria ser Paris, Capital do Século XIX e que ficou incompleta. A década de 1930 trouxe-lhe outros infortúnios: seus pais faleceram, teve de divorciar-se da esposa e viu ascender o totalitarismo nazista. Sob a ditadura de Hitler, ainda conseguiu publicar alguns trabalhos menores, recorrendo ao disfarce de pseudônimos. Em 1935, foi obrigado a refugiar-se em Paris, onde os dirigentes emigrados do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt receberam-no como um dos seus colaboradores e deram-lhe condições para escrever alguns de seus mais importantes trabalhos: A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução, Alguns Temas Baudelairianos, O Narrador, Homens Alemães. Finalmente veio a falecer na fronteira entre Espanha e França, em circunstâncias dramáticas.
Theodor Wiesengrund-Adorno nasceu em 1903, em Frankfurt, cidade onde fez seus primeiros estudos e em cuja universidade se graduou em filosofia. Em Viena, estudou composição musical com AIban Berg (1885-1935), um dos maiores expoentes da revolução musical do século XX. Em 1932, escreveu o ensaio A Situação Social da Música, tema de inúmeros outros estudos: Sobre o Jazz (1936), Sobre o Caráter Fetichista da Música e a Regressão da Audição (1938), Fragmentos Sobre Wagner (1939) e Sobre Música Popular (1940-1941). Em 1933, com a tomada do poder pelos nazistas, Adorno foi obrigado a refugiar-se na Inglaterra, onde passou a lecionar na Universidade Oxford, al i permanecendo até 193 7. Nesse ano, transferiu-se para os Estados Unidos, onde escreveria, em colaboração com Horkheimer, a obra Dialética do Iluminismo (1947). Foi também nos Estados Unidos que Adorno realizou, em colaboração com outros pesquisadores, um estudo considerado posteriormente como um modelo de sociologia empírica: A Personalidade Autoritária. Esta obra foi publicada em 1950, ano em que Adorno pôde regressar à terra natal e reorganizar o Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt. Entre outras obras publicada ficadas por Adorno, antes de sua morte, ocorrida em 1969, sal Tentam-se ainda Para a Metacrítica da Teoria do Conhecimento - Estudos Sobre Husserl e as Antinomias Fenomenológicas (1956), Dissonâncias (1956), Ensaios de Literatura I, II e III (1958 a 1965), Dialética Negativa (1966), Teoria Estética (1968) e Três Estudos Sobre Hegel (1969).
Max Horkheimer, o principal diretor da Revista de Pesquisa Social desde o afastamento de Grünberg nos fins da década de 20, nasceu em Stuttgart, a 14 de fevereiro de 1895 e faleceu em Nuremberg, a 9 de julho de 1973. Em 1930, tornou-se professor em Frankfurt, onde permaneceu até 1934, quando teve de se refugiar, como os demais companheiros. Nesse ano transferiu-se; para os Estados Unidos, passando a lecionar na Universidade de Colúmbia. Nos Estados Unidos, Horkheimer permaneceu até 1949, ano em que pôde regressar a Frankfurt e reorganizar o Instituto de Pesquisas Sociais, com Adorno.
A maior parte dos escritos de Horkheimer encontra-se nas páginas da Revista de Pesquisa Social. Entre os mais importantes contam-se: Inícios da Filosofia Burguesa da História (1930), Um Novo Conceito de Ideologia (1930), Materialismo e Metafísica (1930), Materialismo e Moral (1933), Sobre a Polêmica _ do Racionalismo na Filosofia Atual (1934), O Problema da Verdade (1935), O Último Ataque à Metafísica (193 7) e Teoria Tradicional e Teoria Crítica (1937).
Jürgen Habermas é considerado um herdeiro direto da escola de Frankfurt. Nascido em 1929, em Gummersbach, Habermas licenciou-se em 1954, com um trabalho sobre Schelling (1775-1854), intitulado O Absoluto e a História. De 1956 a 1959, colaborou estreitamente com Adorno no Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt. Em 1968, transferiu-se para Nova York, passando a lecionar na New Yorker New School for Social Research. Entre suas obras principais, contam-se Entre a Filosofia e a Ciência - O Marxismo como Crítica (1960), Reflexões Sobre o Conceito de Participação Pública (publicado em 1961, juntamente com trabalhos de outros autores, com o título geral de O Estudante e a Política), Evolução Estrutural da Vida Pública (1962), Teoria e Práxis (1963), Lógica das Ciências Sociais (1967), Técnica e Ciência como Ideologia (1968), e Conhecimento e Interesse (1968).
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Domingo, Outubro 04, 2009
A Jornada do Herói
Joseph Campbell lançou um livro chamado O herói de mil faces. A primeira publicação foi em 1949, sendo o resultado de um longo e minucioso trabalho que Campbell desenvolveu ao pesquisar a estrutura de mitos, lendas e fábulas. Seu trabalho de pesquisa também analisou histórias modernas, assim como muitos roteiros de filmes.
Sua primeira observação foi que, em todas as histórias, existe um herói e que a narrativa gira em torno de suas peripécias. Nem sempre o herói é um ser humano, podendo ser um grupo de pessoas, um animal ou uma figura mitológica.
Campbell desenvolveu uma estrutura de eventos que demonstra que o herói passa por doze etapas. A seguir, iremos abordar cada uma delas para lhes dar uma idéia de sua estrutura básica, mas achamos conveniente alertar para os seguintes aspectos.
1) Nem toda história se encaixa no caso deste modelo. Portanto, se você está desenvolvendo um romance ou já escreveu um, não se preocupe se ele não se encaixar perfeitamente no modelo da jornada do herói.
2) Há histórias que se encaixam no modelo de Campbell, mas não contém todas as etapas. Não há problema. Não há necessidade de reestruturar a história só porque faltam alguns itens. Se sua história já é boa, não mexa só para cair no modelo de Campbell.
3) No livro O sucesso de Escrever de nossa autoria, mencionamos a estrutura de três atos. O modelo de Campbell também pode ser reduzido ao modelo de três atos, e no decorrer da exposição, mencionaremos cada um dos atos e seus pontos de virada.
Vamos, portanto, ao modelo de Campbell, também conhecido como os doze passos de Campbell e Vogler.
Passo 1 – Mundo Comum.
O herói é apresentado em seu dia-a-dia.
Dica: Use a técnica de mostrar e não dizer que explicamos em detalhe no livro O sucesso de Escrever.
No esquema de três atos, trata-se do primeiro ato ou parte, quando expomos como é o nosso protagonista.
Como sou amigo dos exemplos, vamos criar uma historia, exemplificando etapa por etapa.
Exemplo: Nosso herói é um policial a ponto de se aposentar. Seu único desejo é cumprir o pouco tempo de serviço e se aposentar numa chácara que ele levou anos para comprar. É viúvo e detesta gente de modo geral.
Passo 2 – Chamado à aventura
A rotina do herói é quebrada por algo inesperado, insólito ou incomum.
Dica: Não se esqueça de que só existe história se o personagem for interessante e se seu desejo for frustrado por um oponente. No O Sucesso de Escrever explicamos isso com maior profundidade.
Dentro do esquema de três atos, ainda estamos no primeiro ato.
Exemplo: O policial recebe a missão de levar um perigoso bandido em custódia até outro estado, onde será julgado por vários crimes. Todavia, ele sabe que os comparsas desse criminoso farão de tudo para libertá-lo.
Passo 3 – Recusa ao chamado
Como já diz o próprio título da etapa, nosso herói não quer se envolver e prefere continuar sua vidinha.
Dica: não se esqueça de que para haver um desejo frustrado é preciso que haja alguém ou algo (o vilão da história) que frustre a vontade do nosso herói. Definir bem o vilão é uma arte – veja O Sucesso de Escrever. Não deixem de ler sobre a Técnica do Actor’s Studio of New York – é uma preciosidade.
Ainda estamos no primeiro ato ou parte.
Cuidado: essa etapa nem sempre é necessária ou existe numa história. Pode ser que o evento ocorrido na etapa 2 (chamado à aventura) seja de tal ordem que não deixe margem a recusas.
Exemplo: O policial tenta passar a missão para outro, mas o seu chefe lhe diz que não há nenhum perigo e que será uma viagem rápida e segura.
Passo 4 – Encontro com o Mentor
O encontro com o mentor pode ser tanto com alguém mais experiente ou com uma situação que o force a tomar uma decisão.
Dica: É muito importante se conhecer a Teoria dos Personagens descrita em O Sucesso de Escrever. Construir personagens consistentes e interessantes é meio caminho para o sucesso. Cuidado com os clichês.
Ainda estamos no primeiro ato ou parte. Pode se colocar o ponto de virada aqui (veja O Sucesso de Escrever para maiores detalhes sobre pontos de virada, reviravoltas e embargos).
Exemplo: Nosso policial descobre por meio de um investigador aposentado que um dos membros da gangue do bandido, que ele terá que levar em custódia, assassinou seu irmão, também policial, numa emboscada traiçoeira. Nesse ponto da história, ele se lembra de que jurou no leito de morte de sua mãe que descobriria o assassino de seu irmão (que tragédia, não?).
Passo 5 – Travessia do Umbral
Nessa fase, nosso herói decide ingressar num novo mundo. Sua decisão pode ser motivada por vários fatores, entre eles algo que o obrigue, mesmo que não seja essa a sua opção.
Dica: não se esqueça de suspender a descrença do leitor – veja esse ponto em O sucesso de Escrever.
Normalmente é aqui que termina o primeiro ato, ou seja, logo após o primeiro ponto de virada.
Exemplo: O policial aceita a missão, mas esperando que seja atacado pela gangue e prenda o assassino do irmão. Em vez de viajar de avião, ele resolve ir de carro, numa viagem muito mais perigosa.
Passo 6 – Testes, aliados e inimigos
A maior parte da história se desenvolve nesse ponto. No mundo especial – fora do ambiente normal do herói – é que ele irá passará por testes, receberá ajuda (esperada ou inesperada) de aliados e terá que enfrentar os inimigos.
Dica: Como se trata da parte mais extensa, é interessante se construir essa parte conforme os moldes típicos da Confrontação, ou seja, com embargos, pontos médios, novos embargos e reviravoltas. Para maiores detalhes, leia O Sucesso de Escrever, onde descrevemos cada um desses aspectos. Não se esqueça de usar todas as técnicas do Dialogo Obliquo, assim como as Técnicas de Narrativa (cadinho de emoções, progressão, manter a tensão etc.) descritas no livro já mencionado.
Se você já o tem, não terá dificuldades em saber do que estou falando. Se não o adquiriu ainda, está esperando o quê? Afinal de contas, estou lhe dando essas dicas todas para vender meu livro O Sucesso de Escrever. Portanto, compre logo – não irá se arrepender. Gostou da sinceridade? Espero que sim.
Exemplo: O policial viaja de carro. A gangue o persegue. Ele se refugia numa cidade pequena, onde conhece uma mulher que o ajuda, já que está levemente ferido. Um início de romance começa entre os dois. O bandido que está sendo levado em custódia consegue fugir, mas é preso pelo irmão da jovem, que ajuda nosso herói. Os elementos da quadrilha fecham todas as saídas da aldeia, mas existe um caminho pelas montanhas que somente um velho conhece. Nosso herói terá que convencê-lo a levá-lo pela trilha perigosa.
Passo 7 – Aproximação do objetivo
O herói se aproxima do objetivo de sua missão, mas o nível de tensão aumenta e tudo fica indefinido.
Dica: veja como manter o suspense – leia O Sucesso de Escrever (era óbvio que eu ia mencionar meu livro, não acha?).
Continuamos na segunda parte – Confrontação. Podemos criar quantos embargos desejarmos, mas não esqueça a progressão da história e o ritmo da narrativa. Você já sabe onde procurar por esses tópicos, não é?
Exemplo: os bandidos descobrem a trilha que o policial seguiu e começa a persegui-lo. Além de estarem sendo levados por um homem velho, o policial está ferido e o próprio bandido em custódia não o ajuda em nada, atrapalhando sua andança. Oh, dificuldades!!!
Passo 8 – Provação máxima
É o auge da crise – precisa dizer mais?
Dicas: Lembre-se sempre para quem você está escrevendo. Ele irá estabelecer o tema, o gênero e a trama – vejam definições em O Sucesso de Escrever (acho que estou me tornando chato – prometo não mencionar mais meu livro que você pode comprar no site www.corifeu.com)
Ainda estamos na Confrontação.
Fonte: http://www.roteirodecinema.com.br/manuais/jornadadoheroi.pdf
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19:41
A Jornada do Herói Mitológico
Muitos consideram que um dos mais importantes livros do século XX foi “O Herói de Mil Faces”, de Joseph Campbell.
Paralelamente às teorias de Carl Jung sobre os arquétipos e o inconsciente coletivo, Campbell trabalha a noção de que as histórias (todas elas) estão ligadas por um fio condutor comum. Assim, desde os mitos antigos, passando pelas fábulas e os contos de fadas até os mais recentes estouros de bilheteria do cinema americano, a humanidade vem contando e recontando sempre as mesmas histórias.
Esta “história oculta” dentro de outras histórias é chamada por Campbell de “A Jornada do Herói Mitológico”, e tem servido de base e orientação para profissionais que estudam e se dedicam às diversas formas do “storytelling” (o contar histórias), desde psicólogos, escritores e contadores de histórias, dramaturgos, roteiristas e críticos de cinema.
Segundo Campbell, seria possível estruturar qualquer história a partir do roteiro básico da “Jornada do Herói”, e vice-versa, ou seja, é possível “desmontar” as histórias,
identificando nelas os passos que constituem a “Jornada”.
Partindo dos conceitos de Campbell, Chistopher Vogler estruturou um esquema semelhante à “jornada do herói”, só que mais adequado às narrativas contemporâneas
(cinema, TV etc.). Em seu livro “A Jornada do Escritor”, ele indica os seguintes passos para a criação de uma história que siga a estrutura da “jornada” de Campbell:
1. O MUNDO COMUM
A maioria das histórias leva o personagem principal
para fora do seu mundo comum, cotidiano, em direção
a um mundo especial, novo e estranho. A idéia de
peixe fora d’água gerou muitas e muitas histórias de
filmes. Exemplo: Guerra nas Estrelas, O Fugitivo, 48
horas, O Mágico de Oz, Excalibur.
Antes de mostrar alguém fora de seu ambiente
costumeiro, obviamente primeiro deve-se mostrá-lo em
seu mundo comum, para traçar um contraste nítido entre
esse universo ordinário e o mundo especial no qual
adentrará.
Em Guerra nas Estrelas, primeiramente vemos o
herói Luke Skywalker em sua vidinha na fazenda, cheio
de tédio antes de embarcar na aventura contra o império
galáctico.
No emocionante Thelma & Louise, primeiro conhecemos
as duas personagens em suas vidas cotidianas.
Uma é garçonete e a outra é dona de casa. Somente
depois dessa apresentação é que embarcamos no
mundo especial, no qual elas serão fugitivas da polícia.
2. CHAMADO À AVENTURA
Ao herói é apresentado um chamado à aventura,
um desafio de grande risco. Uma vez apresentado esse
chamado, o herói não pode mais permanecer indefinidamente
em seu mundo comum. A terra pode estar
morrendo, como nas histórias do Rei Arthur em busca
do cálice graal. Em Guerra nas Estrelas, o chamado acontece
quando Luke vê, ao lado de Ben Kenobi, o
holograma da princesa Leia pedindo ajuda.
Nas comédias românticas, o chamado à aventura
pode ser o primeiro encontro com alguém especial e,
normalmente no cinema americano, uma pessoa irritante
que o protagonista passa a perseguir e enfrentar.
O chamado à aventura estabelece o objetivo do
jogo e deixa claro qual é o objetivo do herói. Será que
Luke conseguirá salvar a princesa Leia? Será que Thelma
& Louise conseguirão escapar impunes do crime que
cometeram?
3. RECUSA DO CHAMADO
É normal qualquer herói sentir medo após ser chamado
à aventura. Luke recusa-se a viajar para Alderan
e a ajudar a princesa Leia. Nas comédias românticas o
herói pode relutar em deixar-se envolver.
Quando o herói recusa, é necessário que em algum
momento surja alguma influência para que ele vença
esse medo. Pode ser um encorajamento do mentor; uma
nova mudança na ordem natural das coisas. Quanto
maior for o medo do herói em entregar-se à aventura,
maior será o vínculo emocional do espectador.
Quando Luke recusa o chamado de Ben Kenobi e
volta para casa, vê seus tios mortos pelas tropas do
império. Com isso, Luke não hesita mais e determina-se
a embarcar na aventura com Ben. A recusa do chamado
acontece sempre no início da história? NÃO. Lembrese
de que o mapa da jornada deve ser moldado ao propósito
da história. Em O Retorno de Jedi o mocinho
Luke recusa o chamado para enfrentar Vader desde os
45 minutos de filme até mais ou menos os 75 minutos.
4. ENCONTRO COM O MENTOR
Nesse ponto da história, o herói já deve ter encontrado
um mentor. A relação entre o mentor e o herói
é um dos temas mais comuns na mitologia. Representa
o vínculo entre pai e filho, mestre e discípulo, Deus e o
ser humano. Um dos mais famosos mentores é o Mago
Merlin da história do Rei Arthur e os Cavaleiros da
Távola Redonda. Nos filmes, o mentor pode aparecer
como um sábio Jedi (Guerra nas Estrelas), um sargento
exigente (A Força do Destino), ou mesmo o código de
honra e moral do herói (os personagens de John
Wayne).
A função do mentor é preparar o herói para enfrentar
o desconhecido quando ele atravessar o primeiro
limiar. Ben Kenobi instrui Luke nos caminhos da
Força. O mentor pode ensinar ou até mesmo dar “presentes”,
como o velhinho agente Q nos filmes de James
Bond.
O mentor só pode ir até certo ponto com o herói, a
partir do qual o herói deve prosseguir sozinho ao encontro
do desconhecido. Para tanto, algumas vezes o
mentor pode dar um empurrãozinho ou até mesmo um
belo chute na bunda.
É importante frisar: um herói pede ter vários
mentores.
5. TRAVESSIA DO PRIMEIRO LIMIAR
Finalmente o herói se compromete com sua aventura
e entra plenamente no mundo especial ao efetuar a
travessia do primeiro limiar. Dispõe-se a enfrentar o
desafio do chamado à aventura. Este é o momento em
que a história decola e a aventura realmente tem início.
É o Ponto de Virada (Plot Point do paradigma de Syd
Field). A partir desse ponto o herói não tem mais como
voltar atrás. É o momento em que Luke e Ben vão à
cantina procurar por um piloto (Han Solo) para levá-los
a Alderan.
6. TESTES, ALIADOS E INIMIGOS
No momento em que o herói entra no mundo especial,
encontra novos desafios, testes, faz aliados e
luta contra inimigos. Os bares são muito úteis para essa
etapa da jornada. Luke e Ben são testados, fazem um
aliado e enfrentam inimigos na cantina.
Essa etapa da jornada pode se repetir várias vezes
durante a história, ainda mais se for um filme de
ação propriamente dito. Nesses filmes o herói é testado
a todo o momento, há inimigos por toda parte e
recorrem à ajuda de aliados em diversos momentos da
história.
7. APROXIMAÇÃO DA CAVERNA OCULTA
Aqui o herói chega a fronteira de um lugar perigoso
onde está o objeto de sua busca. Pode ser o quartel
general de seu maior inimigo, como a Estrela da Morte.
A caverna oculta é o ponto mais ameaçador do mundo
especial. Quando o herói entra nesse lugar temível, ele
atravessa o segundo limiar.
Nas histórias do Rei Arthur, a caverna oculta é a
Capela Perigosa onde se encontra o cálice graal. Em
Indiana Jones e a Última Cruzada, a caverna oculta é o
templo onde estão aquelas dezenas de cálices e um
deles é o graal.
A aproximação compreende todas as etapas para entrar
na Caverna e enfrentar a morte ou o perigo supremo.
8. A PROVAÇÃO SUPREMA
A provação suprema é o momento crítico nas histórias.
O herói enfrenta a possibilidade de morte. Em
Guerra nas Estrelas esse é o momento em que Luke,
Han e Leia ficam presos no compactador de lixo.
Na provação suprema, o herói tem que morrer para
renascer em seguida. Você pode interpretar isso ao pé da
letra ou metaforicamente. Neo, em Matrix, é surrado pelo
agente Smith, e foge para não morrer. Nas comédias românticas
essa morte é o fim de um relacionamento amoroso
e o renascimento pode ser a retomada de um namoro.
Em O Exterminador do Futuro II, o T-800 é “morto”
pelo T-1000, que lhe crava uma estaca metálica nas
costas. Momentos depois, o T-800 “renasce”.
9. RECOMPENSA
Após sobreviver à morte, derrotar o dragão e salvar
a princesa, o herói e o espectador têm motivos para celebrar.
O herói, então, pode se apossar do tesouro que veio
buscar, sua recompensa. Pode ser uma arma especial, um
símbolo como o cálice graal, ou ainda simplesmente o
ganho de experiência, sabedoria e/ou reconhecimento.
Nas comédias românticas pode ser a reconciliação
do casal. Em O Retorno de Jedi é a reconciliação
entre Vader e Luke, pai e filho. Dorothy escapa do castelo
da Bruxa Malvada com a vassoura da bruxa e os
sapatos de rubi. O T-800, John e Sarah conseguem capturar
o chip e o braço mecânico que futuramente servirão
para a construção de exterminadores.
10. CAMINHO DE VOLTA
O caminho de volta é onde começa o terceiro ato
da história. O herói ainda está no mundo especial e
corre perigo. As forças do mal se reorganizam e preparam
um último ataque, a batalha final.
Luke, Leia e Han são perseguidos pela força do
Império depois de fugirem da Estrela da Morte. John,
T-800 e Sarah fogem do T-1000. Esta etapa da jornada
marca a decisão de voltar ao Mundo Comum. Mas a
volta será difícil.
11. RESSURREIÇÃO
O herói deve “renascer” e, assim, purificar-se antes
de voltar ao mundo comum. Isso até pode ser um segundo
momento de vida e morte, ainda mais intenso que a
provação suprema. Essa etapa é uma espécie de exame
final do herói, para ver se realmente aprendeu as lições.
O herói se transforma graças a esse momento de
morte e renascimento e, assim, pode voltar à vida comum
como um novo ser, mais evoluído, experiente, com um
novo entendimento. Quantas vezes, nós em nossas vidas
reais, não sofremos um acidente, corremos perigo ou coisa
semelhante e, após sobreviver a esse apuro, nos sentimos
mais vivos, vemos tudo com cores diferentes, nos
sentimos mais leves, PUROS? Se o herói não se limpar de
toda sujeira, corrupção, ódio e sangue do mundo especial,
ele pode voltar com sérios problemas psicológicos para
o mundo comum. Isso aconteceu com os soldados americanos
quando retornaram da guerra do Vietnã.
Em Guerra nas Estrelas a nave de Luke quase é
destruída pela nave de Vader, porém, Han Solo salva-o
no último momento e Luke destrói a Estrela da Morte.
A Ressurreição é o último momento de perigo para o
herói e, por isso, deve ser o mais forte, o momento que
o leva mais próximo da morte.
Neo, em Matrix, morre quase ao final do filme e
ressuscita como o “escolhido”, um novo ser purificado.
Chris, em Platoon, está para ser morto pelo sargento
Barnes quando um avião lança uma bomba perto
deles. Uma enorme explosão. A tela fica branca. Na cena
seguinte, vemos Chris caído no chão. Pensamos que
ele está morto, mas momentos depois, ele acorda, vivo.
É importantíssimo que, após essa etapa, o herói
adquira uma nova personalidade, menos egoísta, mais
experiente e sábio. Ele deve deixar para trás toda a impureza,
todo o trauma do mundo especial e guardar
para si somente a experiência e a sabedoria adquiridas.
12. RETORNO COM O ELIXIR
O herói retorna ao mundo comum, mas toda a jornada
não tem o menor sentido se ele não trouxer consigo
um elixir. Elixir é uma poção mágica com poder de
cura. É o que Indiana Jones usa para curar o seu pai em
A Última Cruzada. Pode ser um grande tesouro como o
cálice graal, ou simplesmente um conhecimento ou experiência
que poderá ser útil à comunidade ou ao próprio
herói. Muitas vezes, o elixir é simplesmente um
amor conquistado, liberdade de viver ou a volta para
casa com uma boa história para contar.
Em resumo:
1. O Herói é apresentado no mundo comum, onde
recebe um chamado à aventura.
2. Primeiro recusa o chamado, mas num encontro
com o mentor é encorajado a fazer a travessia do primeiro
limiar e entrar no mundo especial, onde encontra
testes, inimigos e aliados.
3. Na aproximação da caverna oculta, cruza um
segundo limiar onde enfrenta a provação suprema.
4. Ganha sua recompensa e é perseguido no caminho
de volta ao mundo comum.
5. Cruza então o terceiro limiar, experimenta uma
ressurreição e é transformado pela experiência.
6. Chega então o momento do retorno com o elixir,
a benção ou o tesouro que beneficia o mundo comum.
BIBLIOGRAFIA:
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo, Editora Cultrix/Pensamento, 1995.
VOGLER, Christopher. A Jornada do Escritor. Rio de Janeiro, Ampersand Editora, 1997.
Fonte: http://hosted.zeh.com.br/misc/senac/4semestre/prj/jornada.pdf
ROTEIRO DE CHRISTOPHER VOGLER (a partir de Joseph Campbell)
A Jornada do Herói Mitológico (Luiz Eduardo Ricón)
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19:02
Sábado, Setembro 26, 2009
Confira cinco tendências para o Twitter
O que o futuro reserva para o serviço de microblog aumentar sua relevância na internet.
O Twitter, por sua natureza, pode ser bastante efêmero. Mas algumas tendências previstas para o futuro do popular serviço de microblog podem torná-lo ainda mais relevante e garantir o sucesso da ferramenta por um longo tempo.
O site mashable.com listou cinco desses tendências. Confira:
1 - Geolocation
Apenas algumas semanas atrás o Twitter anunciou novas ferramentas que trarão ao serviço recursos de localização. Uma vez que você o aceita, sua latitude e longitude estarão associadas aos seus tweets.
Os tweets com localização não devem demorar a aparecer, afinal, o pacote de ferramentas para desenvolvimento de aplicativos (API) já foi publicado. Eles serão um desenvolvimento monumental para o Twitter, porque cada atualização, de cada usuário, será como um ‘check-in’ de sua localização e o volume de dados a respeito de lugares, localizações e tweets será muito poderoso.
2 - Falência de aplicativos
Só porque aplicativos para Twitter são fáceis de fazer não significa que são simples para geração de receitas. Os softwares invadiram o pedaço, tornando a vida dos aficionados pelo serviço muito mais fácil, por meio de aplicativos como os do iPhone ou aqueles que permitem o uso por meio de múltiplas contas.
Ok, já temos um excesso de aplicativos, mas a maioria não consegue ser rentável como o Tweetdeck, por exemplo. Para sermos sinceros, nem mesmo aplicativos extremamente populares e úteis conseguem gerar renda a seus desenvolvedores. Veremos nos próximos meses, infelizmente, o desaparecimento de muitos deles.
3 - Análise de conteúdo
Com o Twitter consolidado, amadurece também sua audiência. Assim, as marcas precisam, mais do que nunca, entender o que devem oferecer. Para isso, elas precisam de algo além de simples dados quantitativos.
Elas querem saber quem são os formadores de opinião na chamada “Twittosfera”, entender o que está acontecendo com uma análise ‘sentimental’ e compreender realmente o que os usuários estão falando sobre seus tweets.
Logo, as ferramentas corporativas de análise do Twitter devem aumentar, se aperfeiçoar e competirem entre si.
4 - Políticas
O fato de poder disseminar uma novidade em tempo real para o mundo todo é algo que assusta qualquer tipo de negócio. Logo, as companhias já preparam suas regras de controle de uso do Twitter por seus funcionários. Claro, não há nada de errado em implantar políticas a respeito da ferramenta - melhor do que proibir totalmente o uso de redes sociais, como faz 20% das empresas, em média, nos EUA, por exemplo. Porém, por enquanto, certamente o Twitter será a rede social número um entre os inimigos de muitas companhias.
5 - Nasce uma estrela
Hoje o Twitter não é mais uma ferramenta para os geeks ou profissionais de comunicação. Ele é mainstream. Quer uma prova? Nos Estados Unidos, basta ligar a TV e ver que as maiores campanhas publicitárias já incluem o Twitter em seus roteiros. Em todos os lugares, inclusive no Brasil, as celebridades já adotaram a ferramenta e isso não vai mudar tão cedo.
Isso mostra que o Twitter está se disseminando para outras esferas da sociedade. É seu destino: tornar -se também uma celebridade.
Fonte: IDG Now!
http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/09/09/confira-cinco-tendencias-para-o-twitter/
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Quarta-feira, Setembro 16, 2009
Melhore os resultados da sua empresa aplicando o Marketing Direto
O marketing direto surge como uma alternativa mais poderosa que as grandes propagandas para a massa. São ações com o foco no perfil de clientes, ou grupos de clientes, que geram resultados assertivos e a custos inferiores. Este é o caminho de quem deseja expandir seus negócios, ampliar suas vendas e fidelizar seu consumidor.
Utilizar o marketing direto é uma das opções que mais geram resultados positivos. Ações de malas-diretas e o telemarketing, por exemplo, ligam a empresa diretamente ao seu público, não importa se esse público já é de consumidores ou de futuros clientes. São ferramentas que geram retorno financeiro e de visibilidade, principalmente se forem planejadas com base em listas de credibilidade e segurança.
A empresa tem de saber o perfil do cliente que se deseja atingir com determinado produto ou serviço, e a partir daí, planejar as ações de marketing. Esse conjunto de acessórios levará sua empresa a encontrar a mina do tesouro, o público consumidor de seu produto ou serviço.
Com relação à maneira de aplicar o marketing direto com assertividade, a consultora de Marketing da ZipCode, Juliana Figueiredo Cantanhêde é quem dá dez dicas de como se obter mais sucesso nas vendas:
1ª) Segmentação do público desejado: É de suma importância identificar e entender para qual o público se destina determinado produto ou serviço. Sendo assim, o estudo das características do produto/serviço e até mesmo a aplicação de pesquisas de pré-abordagem para compreensão deste target trará significativa efetividade da ação.
2ª) Momento da ação: O entendimento comportamental do público no período e o contexto social (e também econômico) deverão ser vetores para abordagem a fim de influenciar a tomada de decisões favoráveis. Por exemplo: venda de chocolates considerando datas comemorativas: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados.
3ª) Assunto da peça de comunicação: Para que o destinatário se interesse em ler o conteúdo da peça de comunicação, seja ela online ou offline, o assunto deverá ser objetivo e ao mesmo tempo instigante, fomentando o interesse do mesmo para o avanço na leitura.
4ª) Conteúdo da peça de comunicação: Tal como o assunto, o conteúdo deverá contemplar aspectos relevantes ao público como: vantagens, diferenciais. Vale até mesmo ‘seduzir’ seu alvo com brindes ou premiações para atrair a atenção e estimular respostas (cupons, call to action...).
5ª) Cross-media: A utilização conjugada de mais de um canal de comunicação otimiza não apenas o retorno, como também potencializa o tempo de resposta da ação. A cross-media pode ser estabelecida somando uma ação de telemarketing com envio de mala-direta e ainda a campanha de e-mail marketing. Dica valiosa para quem deseja o maior retorno em curto intervalo de tempo!
6ª) Habitualidade: Integrar o cotidiano de clientes (retidos ou em potencial) só será possível a partir da frequência estabelecida com estes grupos, uma vez que é o cultivo deste relacionamento que trará retornos sólidos e duradouros. Portanto, comunique-se sempre!
7ª) Follow up: Todas as ações deverão ser acompanhadas para mensurar a qualidade tanto da campanha como do retorno. Este momento é de importância extrema para criação de parâmetros para análises de campanhas atuais e plataformas para as campanhas futuras. Apenas entendendo os acertos e erros é possível a evolução em resultados!
8ª) Site da empresa: A Internet é o principal veículo de referência de sua empresa e seu website é o cartão de visita. Alimentá-lo constantemente com informações relevantes, manter seu visual limpo e propiciar fácil navegação soma mais pontos para credibilidade de sua marca, produto e/ou serviço.
9ª) Testes: A aplicação de uma ação de marketing reduzida e preliminar, denominada piloto, antecedendo uma campanha significativa, otimiza ainda mais o investimento, já que numa pequena amostra do público já se obtém um feedback considerável sobre a própria comunicação. É possível medir a reação da ‘amostra’ e manter ou modificar a ação para um target maior.
10ª) Qualidade em banco de dados: A qualidade do banco dados está atrelada ao resultado e investimento de toda e qualquer ação de Marketing Direto. Somente com o perfil correto do público, bem como sua atualização e consistência nas informações cadastrais (telefones, endereços – CEP válido, logradouro existente dentre outros) é que será possível uma comunicação assertiva.
A aplicação do marketing direto significa a percepção de alocar maior resultado pelo menor investimento possível. Desenvolve um trabalho que antecipa o público desejado pela empresa, ocasionando no melhor retorno do investimento, o que o torna acessível ao orçamento de qualquer corporação.
Fonte: http://www.administradores.com.br/
http://migre.me/7571
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Domingo, Agosto 30, 2009
Hegel
A Dialética - O Idealismo Lógico
Com o idealismo absoluto de Hegel, o idealismo fenomênico kantiano alcança logicamente o seu vértice metafísico. Hegel fica fiel ao historicismo romântico, concebendo a realidade como vir-a-ser, desenvolvimento. Este vir-a-ser, porém, é racionalizado por Hegel, elevado a processo dialético; e este processo dialético não é um movimento a quo adi quod, e sim um processo circular, emanentista.
Jorge Guilherme Frederico Hegel nasceu em Stutgart, em 1770. Estudou teologia e filosofia. Interessou-se pelos problemas religiosos e políticos, simpatizando-se pelo criticismo e pelo iluminismo; em seguida se dedicou ao historicismo romântico. Aproximou-se dos sistemas de Fichte e de Schelling, afastando-se deles em seguida até combatê-los quando professor nas universidades de Jena, Heidelberg e Berlim. Nessa última universidade lecionou até há morte, adquirindo grande renome e exercendo vasta influência. Faleceu em 1831 vítima de cólera. Renunciara, entrementes, aos ideais revolucionários e críticos, para favorecer as tendências absolutistas e intransigentes do estado prussiano.
Em seus últimos anos, torna-se suspeito de panteísmo; alguns o ridicularizaram (apelidando-o de Absolutus von Hegelingen); corre o boato de que ele duvida da imortalidade da alma. Na realidade, Hegel era ao mesmo tempo suficientemente prudente e sufucientemente hermético para que se tornasse muito difícil fazer-lhe acusações precisas dessa ordem! O poeta Heinrich Heine, que seguiu seus cursos de 1821 a 1823, conta, no entanto, que ele, um dia, respondeu bruscamente a um estudante que lhe falava do Paraíso: "O senhor então precisa de uma gorjeta porque cuidou de sua mãe enferma e porque não envenenou ninguém!" Em todo caso, o futuro mostraria amplamente que a filosofia do pensador oficial da monarquia escondia um grande poder explosivo!
Como a filosofia de Spinoza, a de Hegel é uma filosofia da inteligibilidade total, da imanência absoluta. A razão aqui não é apenas, como em Kant, o entendimento humano, o conjunto dos princípios e das regras segundo as quais pensamos o mundo. Ela é igualmente a realidade profunda das coisas, a essência do próprio Ser. Ela é não só um modo de pensar as coisas, mas o próprio modo de ser das coisas: "O racional é real e o real é racional". Podemos, portanto, considerar Hegel como o filósofo idealista por excelência, uma vez que, para ele, o fundo do Ser (longe de ser uma coisa em si inacessível) é, em definitivo, Idéia, Espírito. Sua filosofia representa, ao mesmo tempo, com relação à crítica kantiana do conhecimento, um retorno à ontologia. É o ser em sua totalidade que é significativo e cada acontecimento particular no mundo só tem sentido finalmente em função do Absoluto do qual não é mais do que um aspecto ou um momento.
Hegel porém se distingue de Spinoza e surge para nós como um filósofo essencialmente moderno, pois, para ele, o mundo que manifesta a Idéia não é uma natureza semelhante a si mesma em todos os tempos, que dizia que a leitura dos jornais era "sua prece matinal cotidiana", como todos os seus contemporâneos, muito meditou sobre a Revolução Francesa, e esta lhe mostra que as estruturas sociais, assim como os pensamentos dos homens, podem ser modificadas, subvertidas no decurso da história. O que há de original em seu idealismo é que, para Hegel, a idéia se manifesta como processo histórico: "A história universal nada mais é do que a manifestação da razão".
As principais obras de Hegel são: A Fenomenologia do Espírito; A Lógica; A Enciclopédia das Ciências Filosóficas; A Filosofia do Direito. Foi um gênio poderoso; sua cultura foi vastíssima, bem como a sua capacidade sistemática, tanto assim que se pode considerar o Aristóteles e o Tomás de Aquino do pensamento contemporâneo. No entanto, freqüentemente deforma os fatos para enquadrá-los no esquema lógico do seu sistema racionalista-dialético, bem como altera este por interesses práticos e políticos.
É preciso compreender também que a história é um progresso. O vir-a-ser de muitas peripécias não é senão a história do Espírito universal que se desenvolve e se realiza por etapas sucessivas para atingir, no final, a plena posse, a plena consciência de si mesmo. "O absoluto, diz Hegel, só no final será o que ele é na realidade". O panteísmo de Spinoza identificava Deus com a natureza: Deus sive natura. O panteísmo hegeliano identifica Deus com a História. Deus não é o que é - ao menos só é parcial e muito provisoriamente o que atualmente é - Deus é o que se realizará na História. (Neste sentido, ainda há algo de hegeliano na filosofia de Teilhard de Chardin). Por conseguinte, a história, para Hegel, é uma odisséia do Espírito Universal", em suma, se nos permitem o jogo de palavras, uma "teodisséia". Consideremos a história da terra. De início só existem minerais, depois, vegetais e, em seguida, animais. Não temos a impressão de que seres cada vez mais complexos, cada vez mais organizados, cada vez mais autônomos surgem no Universo? O Espírito, de início adormecido, dissimulado e como que estranho a si mesmo, "alienado" no universo, surge cada vez mais manifestamente como ordem, como liberdade, logo como consciência. Esse progresso do Espírito continua e se concluirá através da história dos homens. Cada povo cada civilização, de certo modo, tem por missão realizar uma etapa desse progresso do Espírito. O Espírito humano é de início uma consciência confusa, um espírito puramente subjetivo, é a sensação imediata. Depois, ele consegue encarnar-se, objetivar-se sob a forma de civilizações, de instituições organizadas. Tal é o espírito objetivo que se realiza naquilo que Hegel chama de "o mundo da cultura". Enfim, o Espírito se descobre mais claramente na consciência artística e na consciência religiosa para finalmente apreender-se na Filosofia (notadamente na filosofia de Hegel, que pretende totalizar sob sua alçada todas as outras filosofias) como Saber Absoluto. Desse modo, a filosofia é o saber de todos os saberes: a sabedoria suprema que, no final, totaliza todas as obras da cultura (é só no crepúsculo, diz Hegel, que o pássaro de Minerva levanta vôo). Compreendemos bem, em todo caso, que, nessa filosofia puramente imanentista, Deus só se realiza na história. Em outras palavras, a forma de civilização que triunfa a cada etapa da história é aquela que, naquele momento, melhor exprime o Espírito. Após ter saudado em Napoleão "o espírito universal a cavalo", Hegel verá no estado prussiano de seu tempo a expressão mais perfeita do Espírito Absoluto. Por conseguinte, Hegel é daqueles que acham que a força não "oprime" o direito (essa fórmula, abusivamente atribuída a Bismarck, nada significa), mas que o exprime, que aquele que é vitorioso na História é, simultaneamente, o mais dotado de valor e que a virtude, como ele diz, "exprime o curso do mundo".
Segundo as normas da lógica clássica, essa identificação da Razão com o Devir histórico é absolutamente paradoxal. De fato, a lógica clássica considera que uma proposição fica demonstrada quando é reduzida, identificada a uma proposição já admitida. A lógica vai do idêntico ao idêntico. A história, ao contrário, é o domínio do mutável. O acontecimento de hoje é diferente do de ontem. Ele o contradiz. Aplicar a razão à história, por conseguinte, seria mostrar que a mudança é aparente, que no fundo tudo permanece idêntico. Aplicar a razão à história seria negar a história, recusar o tempo. Ora, contrariando tudo isso, o racionalismo de Hegel coloca o devir, a história, em primeiro plano. Como isso é possível?
É possível porque Hegel concebe um processo racional original - o processo dialético - no qual a contradição não mais é o que deve ser evitado a qualquer preço, mas, ao contrário, se transforma no próprio motor do pensamento, ao mesmo tempo em que é o motor da história, já que esta última não é senão o Pensamento que se realiza. Repudiando o princípio da contradição de Aristóteles e de Leibnitz, em virtude do qual uma coisa não pode ser e, ao mesmo tempo, não ser, Hegel põe a contradição no próprio núcleo do pensamento e das coisas simultaneamente. O pensamento não é mais estático, ele procede por meio de contradições superadas, da tese à antítese e, daí, à sintese, como num diálogo em que a verdade surge a partir da discussão e das contradições. Uma proposição (tese) não pode se pôr sem se opor a outra (antítese) em que a primeira é negada, transformada em outra que não ela mesma ("alienada"). A primeira proposição encontrar-se-á finalmente transformada e enriquecida numa nova fórmula que era, entre as duas precedentes, uma ligação, uma "mediação" (síntese).
A Dialética
A dialética para Hegel é o procedimento superior do pensamento é, ao mesmo tempo, repetimo-la, "a marcha e o ritmo das próprias coisas". Vejamos, por exemplo, como o conceito fundamental de ser se enriquece dialeticamente. Como é que o ser, essa noção simultaneamente a mais abstrata e a mais real, a mais vazia e a mais compreensiva (essa noção em que o velho Parmênides se fechava: o ser é, nada mais podemos dizer), transforma-se em outra coisa? É em virtude da contradição que esse conceito envolve. O conceito de ser é o mais geral, mas também o mais pobre. Ser, sem qualquer qualidade ou determinação - é, em última análise, não ser absolutamente nada, é não ser! O ser, puro e simples, equivale ao não-ser (eis a antítese). É fácil ver que essa contradição se resolve no vir-a-ser (posto que vir-a-ser é não mais ser o que se era). Os dois contrários que engendram o devir (síntese), aí se reencontram fundidos, reconciliados.
Vejamos um exemplo muito célebre da dialética hegeliana que será um dos pontos de partida da reflexão de Karl Marx. Trata-se de um episódio dialético tirado da Fenomenologia do Espírito, o do senhor e o escravo. Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.
a) O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.
b) Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.
c) De fato, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade. Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo. Assim, a liberdade estóica se apresenta a Hegel como a reconciliação entre o domínio e a servidão.
Hegel parte, fundamentalmente, da síntese a priori de Kant, em que o espírito é constituído substancialmente como sendo o construtor da realidade e toda a sua atividade é reduzida ao âmbito da experiência, porquanto é da íntima natureza da síntese a priori não poder, de modo nenhum, transcender a experiência, de sorte que Hegel se achava fatalmente impelido a um monismo imanentista, que devia necessariamente tornar-se panlogista, dialético. Assim, deviam se achar na realidade única da experiência as características divinas do antigo Deus transcendente, destruído por Kant. Hegel devia, portanto, chegar ao panteísmo imanentista, que Schopenhauer, o grande crítico do idealismo racionalista e otimista, declarará nada mais ser que ateísmo imanentista.
No entanto, para poder elevar a realidade da experiência à ordem da realidade absoluta, divina, Hegel se achava obrigado a mostrar a racionalidade absoluta da realidade da experiência, a qual, sendo o mundo da experiência limitado e deficiente, por causa do assim chamado mal metafísico, físico e moral, não podia, por certo, ser concebida mediante o ser (da filosofia aristotélica), idêntico a si mesmo e excluindo o seu oposto, e onde a limitação, a negação, o mal, não podem, de modo nenhum, gerar naturalmente valores positivos de bem verdadeiro. Mas essa racionalidade absoluta da realidade da experiência devia ser concebida mediante o vir-a-ser absoluto (de Heráclito), onde um elemento gera o seu oposto, e a negação e o mal são condições de positividade e de bem.
Apresentava-se, portanto, a necessidade da invenção de uma nova lógica, para poder racionalizar o elemento potencial e negativo da experiência, isto é, tudo que há no mundo de arracional e de irracional. E por isso Hegel inventou a dialética dos opostos, cuja característica fundamental é a negação, em que a positividade se realiza através da negatividade, do ritmo famoso de tese, antítese e síntese. Essa dialética dos opostos resolve e compõe em si mesma o elemento positivo da tese e da antítese. Isto é, todo elemento da realidade, estabelecendo-se a si mesmo absolutamente (tese) e não esgotando o Absoluto de que é um momento, demanda o seu oposto (antítese), que nega e o qual integra, em uma realidade mais rica (síntese), para daqui começar de novo o processo dialético. A nova lógica hegeliana difere da antiga, não somente pela negação do princípio de identidade e de contradição - como eram concebidos na lógica antiga - mas também porquanto a nova lógica é considerada como sendo a própria lei do ser. Quer dizer, coincide com a ontologia, em que o próprio objeto já não é mais o ser, mas o devir absoluto.
Dispensa-se acrescentar como, a experiência sendo a realidade absoluta, e sendo também vir-a-ser, a história em geral se valoriza na filosofia; igualmente não é preciso salientar como o conceito concreto, isto é, o particular conexo historicamente com o todo, toma o lugar do conceito abstrato, que representa o elemento universal e comum dos particulares. Estamos, logo, perante um panlogismo, não estático, como o de Spinoza, e sim dinâmico, em que - através do idealismo absoluto - o monismo, que Hegel considerava panteísmo, é levado às suas extremas conseqüências metafísicas imanentistas.
Podemos resumir assim:
1.° - A lógica tradicional afirma que o ser é idêntico a si mesmo e exclui o seu oposto (princípio de identidade e de contradição); ao passo que a lógica hegeliana sustenta que a realidade é essencialmente mudança, devir, passagem de um elemento ao seu oposto;
2.° - A lógica tradicional afirma que o conceito é universal abstrato, enquanto apreende o ser imutável, realmente, ainda que não totalmente; ao passo que a lógica hegeliana sustenta que o conceito é universal concreto, isto é, conexão histórica do particular com a totalidade do real, onde tudo é essencialmente conexo com tudo;
3.° - A lógica tradicional distingue substancialmente a filosofia, cujo objeto é o universal e o imutável, da história, cujo objeto é o particular e o mutável; ao passo que a lógica hegeliana assimila a filosofia com a história, enquanto o ser é vir-a-ser;
4.° - A lógica tradicional distingue-se da ontologia, enquanto o nosso pensamento, se apreende o ser, não o esgota totalmente - como faz o pensamento de Deus; ao passo que a lógica hegeliana coincide com a ontologia, porquanto a realidade é o desenvolvimento dialético do próprio "logos" divino, que no espírito humano adquire plena consciência de si mesmo.
Visto que a realidade é o vir-a-ser dialético da Idéia, a autoconsciência racional de Deus, Hegel julgou dever deduzir a priori o desenvolvimento lógico da idéia, e demonstrar a necessidade racional da história natural e humana, segundo a conhecida tríade de tese, antítese e síntese, não só nos aspectos gerais, nos momentos essenciais, mas em toda particularidade da história. E, com efeito, a realidade deveria transformar-se rigorosamente na racionalidade em um sistema coerente de pensamento idealista e imanentista.
Não é mister dizer que essa história dialética nada mais é que a história empírica, arbitrariamente potenciada segundo a não menos arbitrária lógica hegeliana, em uma possível assimilação do devir empírico do desenvolvimento lógico - ainda que entendido dialeticamente, dinamicamente. Tal história dialética deveria, enfim, terminar com o advento da filosofia hegeliana, em que a Idéia teria acabado a sua odisséia, adquirindo consciência de si mesma, isto é, da sua divindade, no espírito humano, como absoluto. Mas, desse modo, viria a ser negada a própria essência da filosofia hegeliana, para a qual o ser, isto é, o pensamento, nada mais é que o infinito vir-a-ser dialético.
Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060908055820AAn9EUF
http://www.mundodosfilosofos.com.br/hegel.htm
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Quarta-feira, Julho 29, 2009
Câmeras em Faculdade não é invasão de privacidade
CONSULTOR JURÍDICO: A instalação de câmeras de vídeo nas Faculdades
Integradas Olga Mettig, na Bahia, não caracteriza invasão de privacidade.
Com esse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
recurso do Ministério Público do Trabalho. O MPT alegou que a faculdade
desrespeitou o direito à intimidade dos empregados ao instalar câmeras em
locais onde há prestação de serviços. Alegou também que a instalação
intimida empregados e alunos e, por isso, há violação do artigo 206-II da
Constituição Federal. O artigo prevê que o ensino será ministrado com base
na liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento.
O TST manteve a tese do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia).
A segunda instância enfatizou que a instalação do equipamento visa a
segurança do meio ambiente de trabalho, "tanto que as câmeras de vídeo
somente foram colocadas em locais nos quais há circulação em geral de
pessoas, nos quais o acesso é permitido não só a empregados e estudantes,
mas também a terceiros". Os direitos previstos no artigo 206 da Constituição
dizem respeito à liberdade de ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a
arte e o saber, os quais "não foram ameaçados pela instalação de câmeras de
vídeo na portaria, na tesouraria e no estacionamento de instituição de
ensino", segundo a ministra Maria Cristina Peduzzi.
Ela ressaltou, ainda, que o objetivo das câmeras foi evitar furtos e roubos,
pois elas não estão posicionadas em locais reservados à intimidade dos
empregados como banheiros, cantinas, refeitórios ou salas de café, onde
seria inadmissível a fiscalização pelo patrão. Consta também no processo
documento que prova que os empregados tinham ciência da instalação das
câmeras, de modo que "as filmagens não são feitas de modo sorrateiro,
evitando, assim, que haja gravação de eventual situação inocente, porém
constrangedora aos empregados".
10/07 - Portal Último Segundo
Fonte: http://www.helioalonso.com.br/clipping_digital/20060713/20060713.asp
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11:46
A necessidade de IES segmentadas
A recente entrada da “Universidade Laureate” no Brasil trouxe à pauta um assunto de extrema relevância para o mercado do Ensino Superior Privado - A total ausência de Universidades Especializadas em nosso país.
O foco é uma realidade mundial. Assim como o Grupo Laureate atuava até recentemente orientado as áreas de turismo e hospitalidade, outras Instituições operam por meio de nichos e segmentação na maioria dos países.
Por um lado no Brasil existe uma compulsão pelo crescimento horizontal, pela amplitude da oferta de cursos por áreas diferentes do conhecimento. Por outro lado, cada vez mais na Educação (como no mercado em geral), a especialização é uma estratégia importante para as organizações. A especialização denota excelência e conhecimento aprofundado de determinado serviço. No Brasil são raras IES especializadas. Tome-se por nota a Fundação Getúlio Vargas e o IBMEC.
Enquanto em nosso país o domínio do modelo de Universidades Genéricas é absoluto, nos Estados Unidos existe uma grande proliferação das Instituições Especializadas.
Por definição as Universidades são essencialmente Instituições pluridisciplinares, públicas ou privadas, de formação de quadros profissionais de nível superior, que desenvolvem atividades regulares de ensino, pesquisa e extensão.
Esse é o modelo hegemônico no Brasil e a segmentação, quando ocorre, se dá pela divisão regional dos espaços físicos.
No exterior, no entanto, é bastante popular o posicionamento da Universidade Especializada. Atendendo a essa tendência o modelo da especialização e segmentação de mercado por áreas de atuação foi, inclusive, contemplado pela LDB na definição das Organizações Acadêmicas de Instituições de Ensino Superior.
As Universidades Especializadas, na definição oficial do MEC são “instituições de educação superior, públicas ou privadas, que atuam numa área de conhecimento específica ou de formação profissional, devendo oferecer ensino de excelência e oportunidades de qualificação ao corpo docente e condições de trabalho à comunidade escolar”.
São organizações como o Universal Technical Institute que atua nas duas costas dos Estados Unidos em 8 campi. Seu nicho é a formação de pessoal especializado em “motores de carros motos e barcos”. Para tanto divide sua estrutura em 3 grandes Institutos: a Nascar Technical Institute, Motorcycle Technical Institute e Marine Technical Institute. Todos são referências nos mercados para os quais capacitam especialistas: Carros, Motos e Barcos.
A Health Stream e a Corinthian School também tem atuação em todo território Norte Americano formando profissionais para a área da saúde. A Career Education Corporation é especializada por sua vez em comunicação visual e design, tecnologia da informação, negócios, culinária e artes.
Estas IES tem grande presença nacional (muitas internacional), sendo “especialistas de categoria”.
A legislação educacional foi desenvolvida no sentido de estimular essas instituições especializadas. Contudo, a necessidade de competir por preço obrigam muitas IES a formar produtos commodity para poderem manter-se no mercado. É importante para as escolas a coragem de conseguir manter o foco na qualidade e de crescer com direcionamento. Abrindo mão das oportunidades que eventualmente surjam em outras áreas, que não aquela de excelência da IES. Uma oportunidade de posicionar-se como especialista de categoria, e atuar com segurança dentro de um segmento determinado.
11/07 - CM - Consultoria
Fonte:http://www.helioalonso.com.br/clipping_digital/20060713/20060713.asp
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Segunda-feira, Julho 27, 2009
Lorem Ipsum
"Neque porro quisquam est qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit..."
"There is no one who loves pain itself, who seeks after it and wants to have it, simply because it is pain...."
O que significa Lorem Ipsum?
Lorem Ipsum, ou simplesmente Lipsum, é um texto falso usado pela indústria de design, propaganda e impressão em layout desde 1500, quando um desconhecido técnico gráfico pegou uma tipografia e a espalhou. Assim, ele criou uma espécie de guia de tipografia. Essa técnica sobreviveu por séculos e ainda nos dias atuais vem sendo usada, mas agora inserida na tipografia eletrônica, usada e criada nos computadores, e permanecendo essencialmente inalterada.
Em 1960, ela se tornou popular graças a uma publicação sobre "Tipos" contendo algumas partes de Lipsum, e mais recentemente com os famosos softwares de desktop publishing como Aldus PageMaker, Indesign e QuarkXPress que incluem algumas versões de Lipsum.
Da onde ele vem?
Ao contrario da crença popular, Lipsum não é simplesmente um texto qualquer com um monte de letras. Ela tem raízes numa peça clássica da literatura latina de 45 A.C., fazendo com que este famoso texto tenha mais de 2000 mil anos de idade. Richard McClintock, um professor de Latin na Hampden-Sydney College in Virginia, pesquisou uma das mais obscuras palavras em Latin, "consectetur" , da passagem de Lipsum, e indo a fundo nas citações da literatura clássica descobriu de uma fonte segura que Lipsum vem das seções 1.10.32 e 1.10.33 do "de Finibus Bonorum et Malorum" (Os Extremos do Bem e do Mau) escrito por Cícero em 45 A.C.. Este livro trata da teoria de ética, muito popular durante a Renascença. A primeira linha de Lipsum, "Lorem ipsum dolor sit amet...", reproduzida no início desta matéria, pode ser lida na seção 1.10.32.
O modelo básico de Lipsum usado desde o século 16 é retransmitido devido a sua grande utilidade. As seções 1.10.32 e 1.10.33 do "de Finibus Bonorum et Malorum" de Cícero também são reproduzidos em sua exata forma original, acompanhado pelas versões traduzidas para o inglês, feitas em 1914, por H. Rackham.
Por que nós usamos isto?
É há muito conhecido o fato de que dependendo do layout um leitor não conseguirá entender o conteúdo de uma página. O motivo do uso de Lipsum é que ele possui mais ou menos a distribuição de letras normal necessárias para o "preenchimento aqui, preenchimento ali" , que fazem com que o texto fique legível. Muitos pacotes de desktop publishing e editores de web page atualmente usam Lipsum como modelo de preenchimento de textos e a procura por "lorem ipsum" ajuda a muitos web sites ainda em construção. Várias versões foram se desenvolvendo ao longo dos anos, algumas vezes por acidente, outras de propósito, injetando humor e coisas do gênero ao original.
Onde eu posso encontrar?
Existem diversas variações de passagens de Lipsum disponíveis, mas em grande parte elas sofreram alterações, seja pela introdução de brincadeiras ou palavras soltas que não fazem o menor sentido. Se você pretende usar um trecho de Lipsum, é preciso se certificar de que não há nada estranho escondido no meio do texto. Os geradores de Lipsum na Internet costumam transmitir trechos predefinidos conforme o necessário, tornando o Limpson Generator o primeiro verdadeiro formador de Lorem Ipsum do meio eletrônico. Ele utiliza um dicionário de cerca de 200 palavras em Latin, combinado a diversos modelos de estrutura de sentenças para criar o Lipsum que pareça razoável. Por este motivo, este produtor de Lipsum é livre de repetição, injeção de humor ou palavras não características etc.
A passagem base de Lorem Ipsum, usada desde 1500
"Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum."
Seção 1.10.32 do "de Finibus Bonorum et Malorum", escrito por Cícero em 45 A.C.
"Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore magnam aliquam quaerat voluptatem. Ut enim ad minima veniam, quis nostrum exercitationem ullam corporis suscipit laboriosam, nisi ut aliquid ex ea commodi consequatur? Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem eum fugiat quo voluptas nulla pariatur?"
Tradução da seção 1.10.32 para o inglês feita por H. Rackham em 1914
"But I must explain to you how all this mistaken idea of denouncing pleasure and praising pain was born and I will give you a complete account of the system, and expound the actual teachings of the great explorer of the truth, the master-builder of human happiness. No one rejects, dislikes, or avoids pleasure itself, because it is pleasure, but because those who do not know how to pursue pleasure rationally encounter consequences that are extremely painful. Nor again is there anyone who loves or pursues or desires to obtain pain of itself, because it is pain, but because occasionally circumstances occur in which toil and pain can procure him some great pleasure. To take a trivial example, which of us ever undertakes laborious physical exercise, except to obtain some advantage from it? But who has any right to find fault with a man who chooses to enjoy a pleasure that has no annoying consequences, or one who avoids a pain that produces no resultant pleasure?"
Seção 1.10.33 do "de Finibus Bonorum et Malorum", escrita por Cícero em 45 A.C.
"At vero eos et accusamus et iusto odio dignissimos ducimus qui blanditiis praesentium voluptatum deleniti atque corrupti quos dolores et quas molestias excepturi sint occaecati cupiditate non provident, similique sunt in culpa qui officia deserunt mollitia animi, id est laborum et dolorum fuga. Et harum quidem rerum facilis est et expedita distinctio. Nam libero tempore, cum soluta nobis est eligendi optio cumque nihil impedit quo minus id quod maxime placeat facere possimus, omnis voluptas assumenda est, omnis dolor repellendus. Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet ut et voluptates repudiandae sint et molestiae non recusandae. Itaque earum rerum hic tenetur a sapiente delectus, ut aut reiciendis voluptatibus maiores alias consequatur aut perferendis doloribus asperiores repellat."
Tradução da seção 1.10.33 para o inglês feita por H. Rackham em 1914
"On the other hand, we denounce with righteous indignation and dislike men who are so beguiled and demoralized by the charms of pleasure of the moment, so blinded by desire, that they cannot foresee the pain and trouble that are bound to ensue; and equal blame belongs to those who fail in their duty through weakness of will, which is the same as saying through shrinking from toil and pain. These cases are perfectly simple and easy to distinguish. In a free hour, when our power of choice is untrammelled and when nothing prevents our being able to do what we like best, every pleasure is to be welcomed and every pain avoided. But in certain circumstances and owing to the claims of duty or the obligations of business it will frequently occur that pleasures have to be repudiated and annoyances accepted. The wise man therefore always holds in these matters to this principle of selection: he rejects pleasures to secure other greater pleasures, or else he endures pains to avoid worse pains."
Texto traduzido do original "Lorem Ipsum", publicado no web site www.lipsum.com
Fonte em português: http://www.henry.eti.br/pagina.php?IdPagina=235
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Mensagens instantâneas ganham espaço no marketing
Cada vez mais, empresas usam os torpedos para divulgar ações
Com praticamente 160 milhões de usuários de celular no País, segundo os últimos dados oficiais, já não há mais dúvidas de que os anunciantes devem redobrar a atenção com o potencial desse canal de mídia. Companhias que prestam serviços para o consumidor final podem até mesmo reduzir seus custos com a manutenção de call centers, apelando, por exemplo, ao sistema de envio de mensagens instantâneas, o SMS, em substituição aos telefonemas de avisos, como os de atrasos de pagamento, por exemplo.
É verdade que todas as ações de marketing embarcadas em celulares dependem da conivência do usuário da linha. Trata-se de um acordo informal entre as operadoras de telefonia e as agências de propaganda, já que não existe uma política de publicidade ou relacionamento definida para a utilização de recursos, como o básico presente em todos os aparelhos, o SMS - o popular torpedo. Ao comprar uma linha, as pessoas podem recusar, na assinatura do contrato, o recebimento desse tipo de mensagem. A maioria, porém, não o faz.
Por enquanto, a maior liberalização no uso do SMS pelas empresas se dá para o envio de mensagens classificadas como de "prestação de serviços". Ou seja, o tráfego de informações como a confirmação do horário de um exame médico, do check in de um voo, ou ainda sobre a movimentação de conta bancária, ou dados sobre pagamentos de contas de luz, gás e água. Tanto é assim que cresce o número de empresas que usam a ferramenta, entre hospitais, laboratórios, farmácias, bancos, operadoras de TV paga, companhias aéreas, empresas de energia e seguradoras. Normalmente, são empresas responsáveis por tráfego de volumes significativos de informações dirigido a um público vasto.
A Spring Wireless, empresa especializada em negócios para tecnologia móvel - e que, no ano passado, administrou mais de 1 bilhão de mensagens via SMS para seus clientes -, avalia que o SMS, disponível em qualquer aparelho celular, tem mais de 100% de penetração com o público. "Temos soluções para operar o cruzamento de informações nesse tráfego entre empresas e seus clientes que, dependendo da complexidade dos dados, são implantados entre três e 15 dias", explica Angelo Tonin, vice-presidente de vendas e desenvolvimento de negócios da Spring.
As próprias operadoras estimam que trafeguem em torno de 600 milhões de SMS por mês hoje em dia. A maioria das mensagens é de pessoa para pessoa, um movimento que é controlado pelas próprias operadoras de telefonia. A Spring projeta deter mais de um terço desse mercado voltado para o sistema de envio, recebimento e processamento de informações para terceiros. Um mercado onde se inclui também o chamado "mobile marketing", que são as promoções via SMS e os downloads de games, wallpapers e ringtones.
"A Spring está se expandindo para todos os países onde já tem escritórios (15 fora do Brasil), incluindo México, EUA, China e Europa", conta Tonin, que também reconhece que o avanço de redes sociais de contato via internet, como o Twitter, pode vir a roubar público de recursos mais simples, como o torpedo, na função de canal de comunicação entre empresas e pessoas. Hoje, a barreira para isso em países como o Brasil é o preço dos celulares de última geração, que são os que comportam o programa de acesso ao Twitter. Lá fora, há profissionais dando dicas para as marcas criarem relacionamento amigável no Twitter com potenciais clientes. A rede de lojas de eletroeletrônicos Best Buy, por exemplo, pôs 500 funcionários no Twitter para tirar dúvidas sobre os produtos que vende.
EVOLUÇÃO
"No Japão e na Coreia, países que estão pelo menos cinco anos à frente dos outros em uso de celular para múltiplas ações além de voz, o SMS já evoluiu para a troca de vídeos por celular", diz Maurício Tortosa, sócio da Hello Interactive, agência de marketing digital do grupo ABC. "Fora isso, até mesmo o SMS no Brasil é caro, quando comparado ao de outros países. Nós pulamos da fase do e-mail marketing, que infestou os computadores com mensagens indesejadas, para era do SMS, que corre o risco de repetir o erro pelo excesso."
Para Thiago Lopes, gerente de planejamento estratégico da agência Talent, o uso do SMS como plataforma de relacionamento é bem sucedido comercialmente quando consegue levar contrapartida para o consumidor. No Brasil, ele reconhece, a utilização é ainda muito concentrada em promoções para o cliente confirmar sua participação em alguma competição ou sorteio. Para ações de marketing mais elaboradas, ainda há resistência porque, como o mercado reconhece, no Brasil, as pessoas têm uma relação muito pessoal com o celular e um anúncio não autorizado é considerado invasivo.
"Mas já há ações via SMS bem aceitas, como as que foram feitas pelas marcas do achocolatado Toddy, do desodorante Rexona, das lojas C&A e da vodca Absolut", diz Lopes. "Até mesmo o governo de São Paulo usou torpedo para avisar sobre vagas de emprego a candidatos inscritos em um programa de busca por trabalho."
Presente na mão de quase todos, os telefones móveis são cada vez mais um objeto de desejo no mundo das marcas na eterna ambição de criar vínculos com os consumidores .
FRASES
Maurício Tortosa
Sócio da Hello Interactive
"No Japão e na Coreia, países que estão pelo menos cinco anos à frente dos outros em uso de celular para múltiplas ações além de voz, o SMS já evoluiu para a troca de vídeos por celular"
Thiago Lopes
Gerente de planejamento estratégico da Talent
"Já há ações via SMS bem aceitas, como as que foram feitas pelas marcas do achocolatado Toddy, do desodorante Rexona, das lojas C&A e da vodca Absolut. Até mesmo o governo de São Paulo usou torpedo para avisar sobre vagas de emprego"
Por: Marili Ribeiro
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090727/not_imp408783,0.php
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Quinta-feira, Abril 02, 2009
Maior invenção de todos os tempos
(BR Press) - Existe uma frase marcante creditada a Albert Einstein que diz mais ou menos assim: "Toda a nossa ciência, quando comparada à natureza, é absolutamente medíocre - e ainda assim, esta mesma ciência é a coisa mais preciosa que temos".
Construímos prédios majestosos e computadores poderosíssimos, enviamos sondas para outros planetas e prolongamos a vida com vacinas e antibióticos, mas realmente nada se compara a uma das invenções mais extraordinárias da natureza: o cérebro humano.
Fiscal
Enquanto fiscaliza e organiza incontáveis funções do corpo, essa massa esponjosa que você tem bem aí entre suas orelhas analisa informações do meio externo, processa memórias, elabora raciocínios, cria pensamentos abstratos, descobre soluções e, nas horas de descanso, sonha. Ele nunca pára.
Ao nascer, o cérebro de um bebê tem por volta de 350g e, apesar do número de células cerebrais permanecer relativamente estável ao longo de nossas vidas, estas células aumentam de volume e passam a fazer mais conexões entre si com o passar do tempo. O cérebro de um humano adulto médio pesa cerca de 1,3 a 1,4 Kg, sendo 80% deste peso constituído por água pura.
Existem dois tipos principais de células no cérebro: as células gliais e os neurônios. Ao contrário dos neurônios, que não se dividem, as células gliais se multiplicam acompanhando o crescimento do corpo, oferecendo sustentação, nutrientes e oxigênio para os neurônios.
100 trilhões de bites
As estimativas mais conservadoras dizem que temos entre 80 e 90 bilhões de neurônios dentro do crânio, e cada um desses neurônios estabelece cerca de 1 mil a 10 mil conexões com neurônios vizinhos. Em termos eletrônicos, se considerarmos que cada conexão neuronal corresponde a 1 bit, o resultado da capacidade de processamento de dados do cérebro totaliza impressionantes 100 trilhões de bites.
Indo mais além, imagine que cada "bit" cerebral, cada ligação entre os neurônios, corresponda a dois estados mentais diferentes. Por exemplo: quando ligada, uma determinada conexão neuronal seria igual a "acordado", e quando desligada, igual a "dormindo".
Para cada conexão (cada bit), teríamos dois estados mentais diferentes: ligado e desligado, certo? Certo. Então, o número de estados mentais possíveis para um cérebro humano saudável seria igual a 2 (correspondendo às duas configurações possíveis para cada bit) elevado a potência de 100 trilhões (equivalente ao número de bites).
Este número inimaginavelmente enorme é bem maior, por exemplo, que o número total de átomos no universo. E os impulsos bioelétricos que passam por essas conexões transitam a mais de 300 km/h!
Únicos
Sem dúvida alguma, existem estados mentais que jamais foram experimentados ao longo de toda nossa história evolucionária, idéias incríveis esperando por um relance, idéias que poderiam mudar o curso de nossa espécie neste planeta.
A partir desta perspectiva, cada ser humano passa a ser único e raro, e considerar a vida como algo verdadeiramente sagrado começa a fazer algum sentido.
Considerando todo este potencial, não admira que o cérebro, representando apenas 2% do peso corporal, utilize 20% de todo o suprimento de sangue e oxigênio do organismo.
Para manter seu prodígio neuronal sempre afiado é preciso exercitá-lo com freqüência. E e um modo bem divertido de fazer isso é aprendendo coisas novas o tempo todo e utilizando a curiosidade para aguçar o raciocínio.
E por que deixar para depois? Comece agora mesmo a exercitar sua mente com uma brincadeira bem simples: descubra por si só ou com a ajuda de amigos as respostas para as perguntas a seguir.
A solução está no final, mas não vale trapacear!
1. Você tem dois jarros cheios de água. Como poderia passar toda esta água para um só barril sem utilizar os jarros ou qualquer outro recipiente, e ainda assim ser capaz de dizer qual água veio de qual jarro?
2. O que é preto quando você compra, vermelho quando usa, e cinza quando joga fora?
3. Você é capaz de dizer o nome de 3 dias consecutivos da semana sem utilizar números ou as palavras segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado ou domingo?
4. O que é mais inusitado no seguinte o texto: "Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores! Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos, berço de heróis e de nobres descobridores de mundos novos".
RESPOSTAS:
1. Congelando a água primeiro.
2. O carvão.
3. Ontem, hoje e amanhã.
4. Este texto não possui uma única letra A, que é a letra mais comum no Português. A ordem de freqüência de ocorrência das letras em português é a seguinte: A E O S I R N D T C M U P L V G B F Q H J X Z K W Y. No inglês, a letra E é a mais comum.
Funções das partes do cérebro
Lobo Frontal - Comportamento, pensamentos abstratos, solução de problemas, atenção, criatividade, algumas emoções, intelecto, reflexão, julgamento, iniciativa, inibição, coordenação de movimentos, alguns movimentos dos olhos, olfato, algumas habilidades motoras, reações físicas e libido.
Lobo Occipital - Visão e leitura.
Lobo Parietal - Tato, capacidade de identificar objetos segundo sua forma (estereognosia), resposta a estímulos internos (propriocepção), combinação entre estímulos sensoriais e compreensão, algumas funções da linguagem, da leitura e da visão.
Lobo Temporal - Audição, memórias (auditivas e visuais), música, medo, fala, linguagem, comportamento e emoções, sentimento de identidade.
Hemisfério direito - Controla o lado esquerdo do corpo, responsável pela relação temporal e especial, análise de informações não-verbais, comunica as emoções.
Hemisfério esquerdo - Controla do lado direito do corpo, produção e compreensão da linguagem.
Cerebelo - Equilíbrio, postura; possui centros de controle para funções cardíacas, respiratórias e vasomotoras.
Tronco cerebral - Centro motor e sensorial para o corpo e a face; possui centros de controle para funções cardíacas, respiratórias e vasomotoras.
Hipotálamo - Estado de humor, motivação, maturação sexual, regula temperatura corporal e vários processos de produção hormonal.
Hipófise - Regula processos de produção hormonal, crescimento e maturação física e sexual.
*Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor e palestrante. Autor de, entre outros livros, "Para Além da Juventude - Guia para uma Maturidade Saudável" (Editora Leitura). Fale com ele pelo e-mail aloiola@brpress.net
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/01042009/11/saude-maior-invencao-tempos.html
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Como redigir textos promocionais convincentes para seu site
(Parte 2 – Tamanho, benefícios, estrutura)
Texto curto? Texto longo? Afinal, qual é o tamanho ideal de
um texto para web?
Poucos mitos são tão antigos e resistentes quanto a
história de que “ninguém lê textos longos”.
Não vou chover no molhado demonstrando mais uma vez que essa
história é um mito que todos os testes práticos
desmentem.
Tenha em mente que os textos do seu site devem conter toda a
informação necessária, mas somente a
informação necessária para levar o cliente a fazer
o que queremos que ele faça.
Escrever demais é como falar demais: uma tentação
que todo vendedor deveria evitar. De fato, você deve silenciar no
momento exato em que perceber que o cliente fez o “clique”.
Vendedores experientes sabem que esse é o momento certo para pedir a participação do cliente, incentivando-o a agir.
Por outro lado, escrever de menos é pedir para não
vender. Se você escreve duas ou três linhas e encerra a
conversa, você está agindo como um vendedor tímido,
inexperiente ou preguiçoso, que não conhece o produto nem
está com muita vontade de vendê-lo.
Um texto curto transmite a impressão de que seu produto é uma porcaria tão grande que você não tem nada de bom para dizer a respeito dele.
No texto do seu site, a hora certa de parar de escrever é aquela em que todos os benefícios já foram apresentados e você já pode convocar o cliente a entrar em ação: clique aqui, faça seu pedido agora, ligue
já, entre em contato, fale conosco, solicite um orçamento.
Benefícios, benefícios e mais benefícios
O foco do seu texto é o que seu produto vai fazer por mim.
Basicamente, você precisa explicar para mim porque eu
deveria dar o meu dinheiro para você em troca do seu
produto.
Veja que a atenção do leitor é inteiramente voltada para ele mesmo, não para você ou para suas necessidades.
Não confunda características com benefícios
Há uma diferença fundamental entre as características ou especificações de um produto e os benefícios desse produto.
“Característica” ou “especificação”é um dado bruto, uma informação sem sal nem tempero. “Benefício” é uma descrição exata, na linguagem do comprador, sobre o que ele vai ganhar ao comprar um produto com uma determinada característica ou especificação.
Vale repetir:
Não adianta apresentar uma lista de características e especificações técnicas. Você precisa explicar para o cliente o que ele ganhará ao
comprar um produto com essas características.
Certifique-se de deixar bem claro o que as especificações
de seu produto vão fazer pelo seu cliente.
Veja um exemplo:
“Este produto recebe pintura eletrostática, o que o torna mais resistente à corrosão e aumenta sua durabilidade.”
No exemplo, “pintura eletrostática” é uma característica. Já “resistência à corrosão” e “maior durabilidade” são benefícios.
Se você tiver dúvida se está apresentando um benefício ou uma especificação, imagine o cliente explicando as razões de sua compra para outra pessoa completamente leiga. Será que ele diria “eu comprei esse produto por que recebe pintura eletrostática” ou “eu comprei esse
produto porque ele não enferruja”?
Não venda produtos, venda benefícios
Um texto persuasivo focaliza os benefícios do produto e está repleto deles. Quanto mais benefícios você apresentar de forma convincente no seu texto, mais pessoas estarão dispostas a comprar de você.
Note bem: se as pessoas não comprarem seu produto por causa um benefício, deverão comprá-lo por causa de outro ou, em última instância, por causa do conjunto de benefícios oferecidos.
O poder das listas de benefícios
A primeira coisa que você deve escrever é uma lista dos benefícios de seu produto. Não se preocupe ainda com frases e parágrafos: acione o recurso de lista numerada em seu editor de texto e escreva TODAS as
características de seu produto. Em seguida, explique TODAS as
vantagens que resultam de CADA UMA dessas características.
Observando bons sites comerciais na web, você vai notar que
muitos redatores sequer se dão ao trabalho de escrever
parágrafos tradicionais. Nas mãos de bons redatores, uma
simples lista articulando “características versus
benefícios” pode ser mais do que suficiente para alavancar suas
vendas online.
Impondo ordem ao caos: uma hierarquia de benefícios
De posse de sua lista de benefícios, o processo de redigir fica
extremamente facilitado. Você pode se preocupar agora em como vai
apresentar esses benefícios em seu texto.
Todo vendedor competente sabe que há sempre um benefício
central que é decisivo para fechar a maior parte das vendas.
Embora clientes diferentes comprem produtos iguais por motivos
diferentes, se você procurar com atenção na sua
lista, você descobrirá um argumento mais forte do que
todos os demais para a maioria de seus clientes.
Assim, reescreva sua lista por ordem de importância, colocando o
benefício central no topo da lista.
A chave para 90% do marketing
Esse benefício central deve ser apresentado no título. Podemos dizer com absoluta segurança que o título é 90% do marketing. É o título que vai levar o cliente a se interessar pelo seu texto ou a abandoná-lo antes de sequer começar a leitura.
Como o interesse do leitor é inteiramente voltado para os
próprios problemas, diga a ele no título exatamente o que
de mais importante ele tem possibilidade de ganhar caso se dê ao
trabalho de começar a ler o seu texto.
Esse benefício central deve ser explicado, ilustrado, enfatizado
e repetido de mil formas diferentes ao longo de todo o texto e
relembrado com destaque especial no último parágrafo.
O benefício central é a sua promessa, é dele que o cliente deve se lembrar todas as vezes que se deparar com o nome de sua empresa ou de seu produto.
O poder da repetição
Vale repetir: o benefício central deve ser repetido ao longo de todo o texto.
Repetição vende. Assista a qualquer programa de vendas pela TV (os tais “infomerciais”) caso tenha alguma dúvida.
Para que a repetição não fique monótona, você precisa de criatividade para inserir o benefício central nos mais variados contextos e sob formas diferentes.
É nesse ponto que sua lista de benefícios ganha a máxima utilidade, pois ela permite que você trate de diversos assuntos em seu texto enquanto cria oportunidades de repetir várias vezes o benefício central.
Estruturando os benefícios em um texto
Finalmente, é preciso estruturar o seu texto em parágrafos. As soluções possíveis são muitas, o que se segue é apenas uma sugestão.
Título principal - Inclua aqui seu benefício central
Primeiro parágrafo - Apresente em linhas gerais o que o cliente vai ganhar ao comprar seu produto, focalizando sempre o benefício central.
Outros parágrafos - Apresente os demais benefícios, sempre procurando oportunidades para articulá-los com o benefício central (Repita o benefício central sempre que puder!). Use subtitulos para enfatizar cada novo benefício apresentado.
Último parágrafo - Relembre o benefício central e chame o leitor à ação. Você escreveu o texto porque quer que o cliente faça alguma coisa!
E tem mais…
Você já tem uma estrutura básica para guiar o seu trabalho de redação de textos persuasivos e, só de aprender a usar esse simples “esqueleto” de criação de textos, certamente já será capaz de redigir muito melhor
do 99% dos sites que você encontra na web.
Mas, claro, esse esqueleto ainda é excessivamente simples. Falta
o “molho”, o “recheio persuasivo” para dotá-lo de sabor, graça e máxima eficiência. Em um próximo artigo trataremos exatamente de técnicas e truques para fazer de seu texto algo mais do que um simples rol de benefícios.
Fonte: http://gehspace.com/meusitenaprimeirapaginadogoogle/2009/01/14/como-redigir-textos-para-seu-site-parte-2-tamanho-beneficios-estrutura/
January 14th, 2009 por Alexis Kauffmann | Arquivado na categoria SEO.
(Leia os outros artigos da série: Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 1 – Regras básicas de estilo para começar e Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 3 – Sal, Pimenta e outros opcionais)
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Como redigir textos promocionais convincentes para seu site
(Parte 1 – Regras básicas de estilo para começar)
O segredo da otimização de sites é o texto
Não há dúvida de que, se SEO tem algum segredo, esse segredo é o texto. O Google lê palavras no código-fonte de seu site, as pessoas digitam palavras em suas pesquisas Google e os resultados dessas pesquisas contêm, apenas e simplesmente, palavras.
Diante desse fato óbvio ululante, chega a ser espantoso o número de websites que pretendem vender alguma coisa usando a menor quantidade possível de palavras em seu conteúdo… E, mais ainda, alimentando a pretensão de “rankear” no Google!
Você vende usando palavras
Nossos testes mostram que um site com grande número de palavras em suas páginas não precisa sequer de meta-tags, urls ou títulos otimizados para obter rankings em enorme número de buscas. Essas técnicas são refinamentos posteriores à adição de textos em suas páginas e não deveriam constituir o centro da atividade de SEO. O texto é a chave, não só de seus rankings, mas principalmente de suas vendas.
Se isso parece estranho, pense melhor. O que você faz quando você vai vender o seu produto a um cliente? Você usa palavras, certo? Vendedores são conhecidos por falar sem parar e, por mais que as pessoas digam que eles são “chatos”, o fato é que os vendedores mais bem sucedidos são justamente os mais falantes.
A web é para quem sabe e gosta de ler
É certo que a web é uma mídia primordialmente de leitura, então, você precisa “falar” usando texto, embora o vídeo e o áudio possam ajudar. Mesmo as pessoas que só interessam por sites de vídeos ou games só são capazes de encontrar os vídeos que procuram porque são capazes e estão dispostas a ler.
Quem não sabe ler, não sabe usar computador e não tem a menor esperança de usar a web. Por outro lado, pense nas pessoas que não gostam de ler e só usam a web para entrar em sites de vídeos e games: elas realmente são seus clientes potenciais? Aliás, quantas dessas pessoas efetivamente compram alguma coisa – qualquer coisa - na web? Será que vale a pena planejar seu site comercial somente para visitantes que nunca compram nada?
Não lute contra a maré: navegue com ela!
Esses argumentos já foram apresentados neste blog várias vezes. Se não forem suficientes para convencê-lo de que seu site precisa de textos, boa sorte, pode abandonar a leitura e procurar outro site.
Mas se você não é do tipo que gosta de entrar em debate contra o óbvio – em vez disso, se você é do tipo que procura aceitar a realidade como ela é e gosta de aproveitar as oportunidades que a realidade apresenta, você certamente vai aproveitar as técnicas de redação que vou apresentar neste e nos próximos artigos para incrementar seu site, conquistar os rankings que deseja no Google e, claro, vender mais.
Antes que alguém venha me chamar de guru
Desnecessário dizer que minha intenção neste artigo não é redigir “a Bíblia” da redação persuasiva, estabelecendo um conjunto de regras imutáveis ou esgotando o tema. Vou me ater a um conjunto de técnicas consagradas, testadas e aprovadas na prática, ao estilo “siga por aqui que você não tem como errar”.
É possível obter sucesso usando outras técnicas? Sim. É possível violar todas as técnicas e ainda assim obter sucesso? Sim. Mas se você seguir todas as técnicas recomendadas é garantido que você vai obter resultados melhores do que os que vem obtendo com o pouco ou nenhum texto de seu site atual? Definitivamente, sim!
Então, vamos lá!
Converse com seu cliente
Um bom texto persuasivo é, antes de tudo, uma conversa com seu cliente. Assim, o seu texto não deve ser parecido demais com uma obra literária, mas reproduzir a naturalidade de uma conversa face-a-face.
Tente visualizar o cliente em pé à sua frente. Talvez ajude pensar nos clientes reais com quem você conversa pessoalmente ou pelo telefone e tente reproduzir o tom que você usa durante essas conversas.
É claro que um texto persuasivo não é uma conversa real: você não será ouvido, mas lido. Assim, o bom senso manda não abusar de técnicas que normalmente usamos em conversas pessoais, como piadas, gírias, jogos de palavras, trocadilhos, palavrões.
Na verdade, o que você realmente precisa fazer é “afrouxar a gravata” do seu texto – pode deixar em casa o “prezado senhor” e o “vossa senhoria”. Mas não vista o seu texto com uma camiseta furada e chinelos velhos.
Seja obsessivo com a gramática
Entre a oralidade e a gramática, prefira as duas. Em raras ocasiões, você deverá ignorar a gramática para preservar o tom oral de seu texto. Esses casos normalmente acontecem quando a forma gramatical não é a mais usada na linguagem corrente, como acontece com as benditas mesóclises (Exemplo: “Este produto, descrevê-lo-ei em poucas palavras…”).
No geral, porém, os erros de gramática, especialmente os erros de ortografia, servem apenas para desviar a atenção do seu leitor. Quando você está falando com um cliente, a última coisa que você quer é que ele desvie a atenção do que você está dizendo!
Portanto, revise seu texto e revise novamente antes de pedir a pelo menos mais duas pessoas que o revisem para você!
Quando em dúvida, simplifique
Frases longas são mais difíceis de compreender do que frases mais curtas. Palavras curtas são mais facilmente compreendidas do que palavras compridas. Use palavras simples, que você tenha certeza que seu leitor conhece.
Lembre-se: seu cliente não tem a obrigação de saber qual a gíria que você usa na sua empresa para se referir aos problemas dele. Escreva usando frases e parágrafos curtos. Se for absolutamente necessário usar palavras complicadas para explicar seu produto - na maior parte das vezes, não é! - defina essas palavras em seu texto, acrescente notas e links para um glossário, faça de tudo para tornar seu texto compreensível por qualquer pessoa com razoável grau de instrução mas que não seja especialista no seu mercado.
Explique-se!
Seja didático! O texto é o melhor lugar para explicar os motivos por trás de tudo que você quer que o cliente faça. Explique porque ele precisa de seu produto, porque seu produto é melhor do que o do concorrente, porque seu preço é incomparável, porque ele precisa comprar de você agora e não deixar para depois.
Explique tudo de várias formas diferentes: use números e gráficos, use imagens e fotos, faça comparações, demonstre como aquele detalhe aparentemente insignificante faz toda a diferença.
Assegure-se de que o próprio cliente seja capaz de explicar para os colegas, amigos, vizinhos e para o chefe dele porque comprou o produto de você!
Fuja da ambigüidade. Não deixe margem para que o cliente entenda errado o que você quis que ele entendesse. Portanto, não tenha medo de explicar e explicar novamente: explique-se!
Ainda não acabou!
Essas são as regras básicas para começar. Agora, você pode pegar esse conjunto de regrinhas e começar a se divertir, visitando sites – a começar pelo seu próprio! - e vendo quantos, efetivamente, seguem essas regras básicas de bom senso já no próprio estilo dos textos. O que você mais vê por aí são textos curtos demais, enrolados, repletos de erros de gramática, que não dialogam com o cliente nem com ninguém. Comece a reescrever alguns desses textos com base nos conceitos que você aprendeu aqui e aguarde o próximo artigo, em que abordaremos com mais detalhes as técnicas de redação persuasiva para web.
Fonte: http://gehspace.com:80/meusitenaprimeirapaginadogoogle/2009/01/10/como-redigir-textos-para-seu-site-parte-1/
January 10th, 2009 por Alexis Kauffmann | Arquivado na categoria SEO, negócios web, otimização de sites, textos.
(Outros artigos da série: Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 2 – Tamanho, benefícios, estrutura e Como redigir textos promocionais convincentes para seu site – Parte 3 – Sal, Pimenta e outros opcionais)
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Quarta-feira, Setembro 24, 2008
Trabalho em equipe: o líder, segundo Peter Drucker
Quando empresa elegem líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes o resultado costuma acabar em duas situações: a demissão do líder em questão ou a “tragédia” na empresa. Também vale para gerenciamento de projetos.
Por Guilherme Schneider
Se tornar líder não o torna necessariamente um bom líder. Por mais que se repita esta frase, fico impressionado como as empresas não a levam como um mote na hora de preparar e selecionar seus futuros líderes. Peter Drucker* acreditava que existiam dois tipos de liderança: a liderança nata e a liderança que podia ser ensinada e aprendida.
Dezenas de artigos e matérias têm salientado a dificuldade que as empresas estão enfrentando por eleger líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes. Esses mesmos líderes acabam por não perceber suas dificuldades e fraquezas e não modificam seu comportamento, o que acaba gerando um grande círculo vicioso que, ultimamente, só tem acabado em duas situações: com a demissão do líder em questão ou com a total e completa “tragédia” na empresa.
Mas como remediar isso? Como já citei, Peter Drucker dizia que a liderança podia ser nata ou aprendida. Se você não é um líder nato (acredite, poucos o são e os que são geralmente o sabem que são) a melhor alternativa que você tem é procurar qualificação e, sim, aprender a liderar, da mesma forma que você aprendeu matemática ou português.
A qualificação também de nada adianta se você não tiver atitude de líder. O próprio Peter Drucker deu a dica das oito atitudes essenciais de um bom líder:
1) Perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas;
2) Buscar as coisas certas para a empresa;
3) Ter um plano de ação claro;
4) Não fugir das responsabilidades;
5) Ser um bom comunicador;
6) Ter foco em oportunidades, não em problemas;
7) Transformar as reuniões em acontecimentos produtivos;
8) Usar o pronome pessoal “nós” e evitar o “eu”.
Outro ponto essencialmente importante para a formação de um bom líder é a capacidade de motivar sua equipe, sempre. Uma equipe bem motivada rende sempre muito mais do que uma equipe desmotivada. E para isso, não existe fórmula mágica, o líder deverá criar a capacidade de identificar como motivar sua equipe de uma forma consistente, para que essa produza sempre além das expectativas.
Portanto, se você é um líder ou deseja ser um líder deve se atentar para esses pontos e buscar crescimento e qualificação, sempre.
* Peter Ferdinand Drucker nasceu em 19 de novembro de 1909 em Viena, Áustria, e faleceu em 11 de novembro de 2005, em Claremont, Califórnia, EUA. Era filósofo e administrador austríaco. Peter Drucker é o “pai da administração moderna” e o mais renomado dos pensadores de administração.
Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/09/24/trabalho-em-equipe-o-lider-segundo-peter-drucker/
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Terça-feira, Junho 05, 2007
Tecnologia permite que papel digital "fale" com as pessoas
Acesso a informações digitais inclusas no papel é feito através do toque em uma tela, ouvidas através de alto-falante.
O protótipo de uma nova tecnologia de papéis digitais que falam com as pessoas já existe. As informações digitais estão inclusas no papel e podem ser acessadas pelo simples toque na área de uma tela. As informações são ouvidas através de um alto-falante impresso.
A tecnologia é resultante do projeto de pesquisas Four Paper, da Mid Sweden University. Os pesquisadores trabalham na quarta geração de produtos de papel que se comunicam com computadores.
O pesquisador Mikael Gulliksson explica como a tecnologia funciona. É uma combinação de papel e códigos gráficos impressos com tintas eletronicamente condutoras, sensíveis à pressão. A informação digital está no papel, que, quando tocado, a transmite através de um alto-falante impresso.
Aplicações poderiam ser desenvolvidas para campanhas publicitárias, marketing e eventos. Por enquanto, há um grande modelo de tela que demonstra como a tecnologia pode ser utilizada junto às propagandas.
Quando a pessoa toca uma imagem ou texto, ela ouve a mensagem publicitária audiovisual. Ao invés de possuir uma superfície de propaganda plana, este anúncio convida as pessoas a entrarem e interagirem com a mensagem.
A mesma tecnologia foi usada como protótipo para uma mesa digital de música. Neste caso, álbuns de música são impressos diretamente no papel e as músicas podem ser ouvidas através do toque da capa do álbum. O som então sai diretamente do papel.
Depois do uso, as telas podem ser encaminhadas à reciclagem. O objetivo é desenvolver uma plataforma de produto completamente baseado em papel para produtos de marketing e serviços diversos.
Fonte: IDG NOW!
05 de junho de 2007
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17:00
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